Sobrevive Amor Acima de tudo
Há dias em que a alma parece uma casa sem teto: tudo entra, tudo molha, tudo desaba. Mas mesmo nas ruínas, algo dentro pede reconstrução. E esse pedido é prova de que a esperança, embora pequena, ainda respira. Respira fraco, mas respira.
O tempo não cura tudo, apenas muda o lugar onde a dor se acomoda. Às vezes ela se torna menor, às vezes muda de forma, às vezes se transforma em sabedoria. E em raros momentos, vira força. Mas nunca desaparece totalmente.
Um menino de costas carrega nas mãos vazias
tudo o que não pôde salvar. O piano calado chora por dentro, o violão perdeu as cordas como quem perdeu a fé. Anjos sujos ajoelham na lama, pedindo perdão por não terem chegado a tempo. As máquinas, cansadas de pensar, aprenderam o silêncio. E mesmo assim, ao longe, a água insiste em cair, porque o mundo acaba muitas vezes, mas a vida sempre encontra um jeito de continuar descendo.
A perda me ensinou a medir tudo em silêncio. O pouco que sobrou passou a ter peso de tesouro. Conto moedas de afeto e invisto em gestos pequenos. Há economia no cuidado com o próprio quebrado. E essa prudência constrói a base para novos começos.
Meus sonhos se enrolam como fios de lã mal tricotados. Às vezes puxo um fio e desfaz tudo que fiz. Outras, consigo transformar em manta para me cobrir. A habilidade é saber quando parar de puxar. E aprender a tricotar com as mãos que tenho.
Quando tudo parece ruir, existe um fio invisível. Ele amarra as coisas que não queremos perder. Não se vê, mas se sente firme como corda de navio. Segurar esse fio é ato de fé pequeno e contínuo. E por ele chegamos a novas margens.
Meu silêncio não é deserto, é multidão, está lotado de tudo o que ninguém teve coragem de perguntar ou paciência de ouvir.
O raso me causa vertigem. Tudo em mim é abissal: se amo, me perco, se sofro, me afogo, se escrevo, transbordo.
Não ostento força, ostento permanência. Com tudo o que já me convidou ao fim, o fato de eu ainda estar aqui é meu maior feito.
Talvez a força seja exatamente isto: a incapacidade de desistir, mesmo quando tudo em nós grita pelo fim.
Sou o resultado de todas as vezes que eu disse "está tudo bem" enquanto meu mundo interno estava sendo devastado por um tsunami de incertezas. A resiliência é uma forma de exaustão que aprendeu a usar maquiagem, uma força que nasce da total falta de opção.
A tristeza é uma cor que combina com tudo o que eu escrevo, um pigmento que extraio das sombras que o sol projeta quando decide se pôr cedo demais. Não busco o arco-íris, busco a gradação de cinzas que existe entre a dor absoluta e o alívio de um sono sem sonhos.
"Tudo na vida é temporário....
por isso se as coisas correrem bem, curta bastante!
pois não duram para sempre! mas se as coisas correrem mal, não se preocupe, também não durarão para sempre!
Tente entender que amanhã TUDO PODE MUDAR, pare de viver uma vida amargurada, de tristeza, dificuldades e cheia de problemas, pare de enxergar apenas esse momento, apenas o hoje... não limite o que não tem limitações para Deus.
Podem me arrancar tudo... mas jamais tirarão de mim a fé, o recomeço e a coragem de florescer outra vez.
O que me sustenta não está fora, mora dentro.
Às vezes, seguir em frente começa com um adeus. Nem tudo que ficou no passado merece voltar.
Janice F. Rocha
Mesmo quando tudo parece silêncio, Deus está trabalhando nos bastidores da sua história.
Janice F. Rocha
Nem tudo aconteceu como sonhei, mas tudo aconteceu como Deus quis. E, mesmo sem compreender todos os porquês, escolho agradecer. Em cada detalhe, percebo o cuidado d’Ele. Um dia chorei pedindo forças… hoje permaneço de pé. Isso não é sorte, é graça.
Quando tudo parece pesado demais, lembre-se: você não precisa carregar sozinha. Jesus caminha com você e transforma fardos em descanso.
Janice F Rocha
