Sobrevive Amor Acima de tudo
Desabafo de um orelhão
Tudo começou quando fui criado e instalados nas ruas da cidade
Há foi muito lindo eu era útil e todos me procuravam, também eu era jovem e bonito e um excelente ouvinte.
Fui portador de notícias, diminui as distancias, espalhei a voz ao mundo.
Transmiti notícias boas e outras nem tão boas assim.
Foram, milhares de vezes “Mamãe nasceu, nós ganhamos, deu tudo certo e assim vai” porem teve também as notícias tristes nos quais chorei junto “sou muito sentimental”
Foi um tempo feliz e eu era alimentado por moedinhas que todos chamavam de fichas, e assim podiam conversar por três minutos e era sempre uma emoção.
Os tempos foram mudando e começaram a colocar papel ao invés de moedinhas, mas tudo ainda era maravilhoso, mas o tempo sempre cruel, continuou passando e eu fui ficando velho e obsoleto.
Hoje já quase não me encontram nas ruas, perdi meu glamour, perdi minha utilidade.
Meu tempo está acabando só tenho noventa segundos, queria muito me despedir de você,
Queria falar adeus e dizer o quanto eu... TU,TU,TU,TU,TU,TU,TU,TU...
Tudo o que fazemos e tudo que somos desaba rapidamente sobre a terra.
O que mais te falta para perceber que somos o próprio pó?
Sem medo da polícia chegar, pra mim tá tudo bem
Nós não devemos nada a ninguém
Nem eu pra você e nem você pra mim
E a gente se gosta assim
Instintivamente seguindo ...
Que tudo que é bom me alcance.
Que todo meu merecer, me aqueça.
Que flores brindem e perfumem a minha Vida.
Que Deus me proteja, sonde, cuide de todo meu viver.
------Lanna Borges.
10 de junho 2020
Um relacionamento abusivo, foi tudo o que pôde me dar.
Te ofereci tudo o que eu tinha, inclusive o amor, sentimento que deixei de dar a mim para oferecer inteiro a você. Todo o respeito que eu merecia me presentar, fiz questão de embrulhar e deixar aos seus pés. E tudo o que me deu foram críticas, traições, traumas que nem mesmo meu novo amor conseguiu apagar.
Roubou de mim minha parte boa ainda quando eu era uma menina boba, que achava que para ter uma relacionamento, deveria pegar tudo o que havia de bom em mim e entregar a você...logo você, o homem que consumiria minha felicidade que já era tão pequena...
Nem mesmo consigo te odiar, porque hoje entendo que todas as expectativas que depositei em ti e não conseguiu sanar, foram criadas por mim. Eu o desenhei e acreditei que seu eu real era o que idealizei. Rá! Você jamais poderia ser aquele desenho. O homem que eu amava era alguém que nunca existiu. O homem que existia era uma casca de adulto, com uma mente infantilizada que insistia em me jogar para baixo.
Nada em mim era bom para você, nem meu cabelo, pois era desbotado, ou muito escuro, ou muito longo, que saco, estava curto demais! E o meu corpo? Ah, isso você sequer tentou fingir que gostava, afinal, que homem gostaria de um amontoado de ossos? Então eu deveria tomar os remédios que insistiu em me dar, sequer inqueri meu corpo se era capaz de aguentar. Derrubei os medicamentos garganta a dentro e sufoquei os sentimentos. Tudo o que importava era que você estivesse feliz. Meu corpo já era sobrecarregado de abusos passados, minha mente já era acostumada a sofrer sem parar. Por você e as misérias de atenção que me dava eu era capaz de aguentar...
Mas nada nunca era bom. De repente eu estava gorda demais, maquiada demais, ou desleixada demais. Até que um dia eu percebi...Foi como se uma névoa densa se dissipasse num instante. Eu decidi parar de me machucar. Eu percebi que a culpa nunca foi minha...Eu percebi que não era o problema. Era você. Um dia o observei e notei que você sequer era bonito, então por que insistia tanto que eu deveria ser?
Eu notei que seu corpo não era perfeito, embora para mim isso nunca havia sido um parâmetro. Notei coisas e mais coisas e decidi que estava na hora de parar de me machucar, de permitir que me machucasse. Então eu decidi me amar. E percebi que me amar consistia necessariamente em me libertar. Eu quebrei as correntes da minha mente, que você segurava. E hoje, bem longe de você, eu percebo que foi a melhor coisa que fiz.
Tempos planetários
Parado,
Tudo observo
Nada compreendo
Onde estou?
O fim, o fim, o fim.
Tímido chegou
Mas já se apressou.
A vista
Claramente escura.
O que houve?
Um passageiro:
O tempo.
E se no futuro tudo o que eu tenho
Foram todas as lições que você me ensinou
É por que eu sei que lá no passado
Você aprendeu todas elas com tanta dor
Querido Deus, obrigada porque tudo em mim é vida, gratidão e muita alegria. Obrigada pela delicada e intensa luz que banha a minha alma.
"UM NOVO TEMPO"
Eu não o conheço, mas ainda assim o desejo.
É um misto de tudo muito estranho, naquela certeza absurda de que nada ali é familiar.
Eu não o conheço, mas sigo te buscando nessa bagunça desconexa e fugaz.
Eu não o conheço, mas sei que haverá apresentações e oportunidades para nós.
Eu realmente não o conheço, mas já posso vê-lo e até mesmo senti-lo em meus dias atualmente novos e gloriosos.
Que o meu novo tempo, seja capaz de sofrer toda e qualquer metamorfose, para que se encaixe perfeitamente no meu novo e brilhante "eu".
Nem todas as pessoas possuem afinidades umas com as outras, e está tudo bem por isso! Você não é obrigado a "engolir" algo de alguém só pra parecer amável.
Você ama verdadeiramente quando reconhece que embora não possua afinidades, você respeita, deseja o bem e estará sempre disposto a ajudar tal pessoa quando necessário.
Você ama aceitando as diferenças, mas também se preserva. Você ama reconhecendo que tem o direito de não gostar e concordar! Verdades são sempre libertadoras!
Vamos começar a semana acreditando que tudo vai dar certo, porque vai. Vamos deixar de lado os pensamentos que não trazem luz e nem conforto, e filtrar apenas o que nos faz bem e traz paz. Os dias não tem sido fáceis até aqui, mas é só uma fase difícil que vai chegar ao fim. Mantenha-se firme. Você está além desses dias ruins. Os dias vão melhorar, as coisas vão se ajeitar, e tudo vai ficar bem.
Permita que a GRATIDÃO chegue, se instale e faça morada na sua vida, com ela tudo o que existe de mais gostoso vem junto.
As vezes tudo que queria era uma vida tranquila no meio do nada. A onde pudesse escrever tranquilamente até a velhice.
