Sobrevive Amor Acima de tudo
Mães, mãezinhas, mamães
Merecem mais do que pães
Ou joias cheias de brilho
Precisam apenas ser amadas
E no colo suavemente embaladas
Como se mães fossem seus filhos.
Na escuridão da noite as cortinas de nuvens se abrem revelando as estrelas da ribalta que iluminam o cenário exibido no palco da abóbada celeste, no qual a Lua apresenta o seu monólogo.
A sabedoria que procuramos não está no lado de fora, no lado de fora está o conhecimento, que é apenas um veículo para a sabedoria que está no lado de dentro.
Quando apago as letras R, B e L do problema - eu ganho um poema.
Quando apago as letras A e D do que é adverso - eu ganho um verso.
Quando apago as letras L, A e G da lágrima - eu ganho uma rima.
Quando apago as letras D e U da dúvida - eu ganho a vida.
A manhã é mulher, a tarde é mulher, a noite é mulher, a água é mulher, a terra é mulher, a flor é mulher, a Lua é mulher, a estrela é mulher, enfim, a vida é mulher. Cada habitante da Terra já foi mulher, nem que tenha sido durante os meses em que, no ventre, formou um só corpo com uma mulher.
Ame-se pelas qualidades que tem
E não se odeie pelo que lhe falta
Pois faltam nos outros também
Aquilo que você faz tão bem
Portanto o compartilhar a todos exalta.
Eduardo de Paula Barreto
Mais um ano se inicia
Com ele surgem muitos planos
E isso enriquece cada novo dia
Com estímulo e alegria
Ele é a tela e somos nós que a pintamos.
ZUMBIS
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Enquanto um menino sonha ser craque
De futebol outro usa pedras de crack
Para se imaginar alguém feliz
E assim surgem times nos campos
E nos guetos das cidades entretanto
Surgem legiões de zumbis.
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São seres cujos corpos caminham
Enquanto suas mentes definham
Os transformando em armas vivas
Que para satisfazerem o vício
Fazem uso de qualquer artifício
Chegando até mesmo a tirar vidas.
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A polícia com rigor os persegue
Usando bombas e cassetetes
E às vezes até os mata
Tal estratégia parece eficaz
Quando este procedimento se faz
Não contra gente, mas contra baratas.
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Estes zumbis que nos assustam
Nos tornam reclusos e nos furtam
Além do dinheiro a liberdade
Têm que ser retirados do convívio social
Criminosos na cadeia, viciados no hospital
Para que as ruas voltem a ser da sociedade.
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Quero viver sem medo do perigo
E ao encontrar jovens reunidos
Sob o escaldante Sol
Sentar-me tranquilo na calçada
Apenas para ver a criançada
Jogar mais uma partida de futebol.
BATALHA DAS IDEIAS
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Eu também quero me manifestar
Contra o que está a me incomodar
Neste País e também no Planeta
Uns marcham com gritos de guerra
Outros brigam como se fossem feras
E eu me manifesto com a caneta.
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Criticamos os desvios do erário
Nas construções dos estádios
De futebol para a Copa
Mas só tem direito de criticar
Aquele que se põe a gritar
Estando do lado de fora.
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Todo aquele que vai às arenas
É conivente com a triste cena
Do roubo do dinheiro do povo
Quem grita das arquibancadas
Não tem direito a mais nada
Além de considerar-se um bobo.
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Eu quero um País sem corrupção
No qual a pacífica população
Possa ter acesso às riquezas
Traduzidas na saúde, educação
Segurança, transporte, recreação
E ao bom alimento na mesa.
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Mas rechaço o oportunismo
De podres partidos políticos
Que promovem a baderna
Transformando as manifestações
Cheias de boas intenções
Em verdadeiros cenários de guerra.
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Todo ato violento deve ser reprovado
Seja ele do povo ou do Estado
Para que a vitória se eternize
Porque as lutas inteligentes
Fazem surgir nas mentes
As mais profundas raízes.
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Grite nas ruas e sussurre aos ouvidos
Ideias que criem conceitos definitivos
Mas que a nossa luta seja harmônica
E se lembre que a arma mais eficiente
Para mudar o que nos faz descontentes
É a poderosa urna eletrônica.
MACHADO DE ASSIS
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Joaquim Maria Machado de Assis
Mulato carente em cuja cerviz
Pesava o opróbrio do preconceito
Filho de pais pobres
Mas dono de talentos nobres
E de originais conceitos.
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Criado pela madrasta
Suplantou a dor da desgraça
Da perda da mãe querida
Frequentou a escola pública
Mas sua sabedoria única
Adquiriu na escola da vida.
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Aprendeu francês e latim
Exerceu atividades sem fim
No universo da cultura
Mas o seu maior legado
Para sempre ficou gravado
Nas páginas da literatura.
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Foi jornalista, contista
Cronista, romancista
Poeta e teatrólogo
E na fundação da ABL
Foi distinto cerne
E mentor do seu prólogo.
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Chamava-se Carolina
A musa que inspirava as rimas
Dos seus versos de amor
Ela foi a sua obra mais perfeita
Mas que cometeu a desfeita
De morrer antes de seu autor.
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A saudade abreviou os seus dias
E os textos que ele escrevia
Não o acompanharam ao cemitério
Ficaram espalhados como a fumaça
Que subia das fogueirinhas da casa
18 da Rua Cosme Velho.
CRENÇAS ALHEIAS
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Quando discriminamos as crenças alheias
Deixamos claro que a crença que temos nas veias
Não nos reveste com o princípio do respeito
Isso torna a nossa crença algo questionável
Porque o mínimo que se espera do fiel sábio
É que saiba respeitar os alheios preceitos.
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As pessoas são maiores do que as suas crenças
E são as atitudes que as tornam propensas
A conquistar a nossa admiração
Como os pássaros que nos fascinam
E que com os seus cantos nos contagiam
Mesmo não tendo nenhuma religião.
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O religioso que nos cantos do presbitério
Usa a crença como o mais importante critério
Para a avaliação do caráter de um indivíduo
Torna-se o mais vil dos filhos de Deus
Pois foi Deus quem a todos concedeu
O direito de exercer o livre-arbítrio.
