Sobrevive Amor Acima de tudo
Chama Resistiva
Tudo começou entre nós há algum tempo,
Você inexperiente, ainda bem menina,
Muitos imaginaram apenas passatempo,
Mas transformou na paixão que nos fascina.
Nosso amor se configurou muito cedo,
Acendeu a chama que nunca apagou,
Aprendemos a nos entregar sem medo,
Quem diria ser fogo em palha se enganou.
Dizem que o tempo passa o amor esfria,
Algo que até o momento não enxerguei,
Pois vejo no brilho de seus olhos todo dia,
A linda menina por quem me apaixonei.
Hoje te amo mais do que ontem te amava,
O tempo passa e eu não consigo entender,
Movimento os lábios sem dizer a palavra,
Basta um olhar já sabe o que quero dizer.
Quando a escolhi, encontrei o meu porto seguro,
Hoje tudo que faço é somente para te encantar,
Você faz parte do meu passado, presente e futuro,
Porque um dia me ensinou realmente a te amar.
Ao olhar no retrovisor da vida, ainda vejo a poeira,
De uma estrada longa, charmosa e sem desenganos,
Com vistas laterais belíssimas de uma cachoeira,
Que nos fornece a paz e a felicidade nestes 36 anos.
Vivendo todo esse tempo buscando a paz sem vaidade,
Sabendo que a tristeza e a alegria, da vida faziam parte,
Mas com sabedoria transformamos tudo em felicidade,
Por isso que tu és a minha Maria, eu sou o seu Duarte.
Du’Art 10 / 05 / 2016
Confissão
Que tudo na vida possa passar, os minutos, as horas, os dias,
Que seja inverno, primavera ou verão, ou todas as estações,
Mas que eu viva como uma criança no mundo das ilusões,
Mesmo que se envolva em meus braços e não sinta nada,
Amar-te-ei por todos os dias, todas as noites e madrugada,
Que nasçam as águas oriundas das mais belas fontes,
Onde a lua prateada debruça o seu véu entre vales e montes,
Construídos pela natureza com a mais pura sensibilidade,
Trazendo em nossa mente, singelos momentos de liberdade,
Fazendo nos flutuarmos pelas asas da nossa imaginação,
Com imagens captadas pelas retinas e levadas ao coração,
Entre tantas belezas repletas das mais nobres aventuras,
Confesso que guardarei para sempre as suas loucuras,
E tudo que me disse nos momentos em que fui seu confidente,
Foram lindos, as palavras e contos que ficarão eternizados,
Escritos entre os riscos e rabiscos gravados eternamente,
Com pirógrafos de ouro, como os sonhos poéticos materializados,
Mesmo que um dia possa distanciar para outros continentes,
Sentirei saudades de seus deliciosos beijos molhados e quentes,
Guardarei na mente o aroma de seu corpo e o brilho do seu olhar,
Que tangenciaram o meu caminho acabando a me encantar,
Amar-te-ei por todos os mementos da minha vida,
Foi ao seu lado que aprendi a dominar a alegria e a tristeza,
Com seus exemplos de guerreira me transformei em fortaleza,
Aprendendo a viver nos momentos de plebeu e realeza.
Mesmo que um dia a minha alma venha vagar em vão,
Confesso veemente que não sairás do meu coração.
Du’Art 04 / 06 / 2016
Não precisa me falar nada , seus olhos me dizem tudo que preciso saber agora,e me perco, ao me encontrar neles.
Vitorioso não é quem possui tudo, mas quem conquista a confiança dos outros. Porque a confiança é um tesouro tão valioso que, mesmo sem ter mais nada, quem a detém tem tudo."
Já lutei muito para que as coisas dessem certas. Já chorei demais querendo que tudo saísse dentro de um padrão normal. Já busquei formas e formas para que tudo fluísse na paz e na harmonia. De tanto lutar, chorar e buscar, acabei desistindo. Não por minha vontade, mas pelas forças das circunstâncias. Hoje, sobrevivo no meio dessa tempestade, sem que ela interfira no meu Eu interior e no meu bem estar. A paz, a harmonia, a luz e o amor vivem dentro de cada um.
Não podemos interferir no futuro das pessoas. É deixar aflorar e aceitar com sabedoria o que a vida nos reservou. Viemos com uma missão e esta deverá ser cumprida com sabedoria. Só a nossa vontade e a nossa persistência mostrarão o caminho correto que devemos trilhar.
Lutar contra o que não está mais sobre nosso comando, é não aceitar com sabedoria o que já foi determinado.
Quando...
Quando as coisas começarem a não fazer mais sentido;
Quando tudo o que gostávamos, começa a não ter mais nenhum significado;
Quando o que fazíamos com amor, passa a ser um fardo;
Quando o que pensávamos que era amor, deixa dúvidas;
Quando as pessoas ao teu redor não entenderem o motivo da tua estada ao lado delas;
Quando a raiva começa a nos dominar, chegou o momento de parar, pensar e ir em busca de novos caminhos.
A vida possibilita, mostra, ensina, aponta, dá sinais, porém se não estivermos atentos ou não entendermos o significado do seu ensinamento, chegou a hora de partir.
Tudo na vida tem limite!Sua bondade não!
As vezes as pessoas que não tem a capacidade de reconhecer as boas ações e o Amor que vem de quem a ama.
Hoje tudo lembra você, todas as músicas tocam as letras do teu nome, todas as belas coisas se parecem com o traçado do teu rosto, e todo amor que existe no meu coração parece ser seu.
Quando eu olho nos seus olhos... eu vejo tudo o que eu sempre desejei ver.. milagrosamente eu vejo o finalmente.
- Finalmente eu encontrei alguém que não apenas me vê e sim, me enxerga.
Finalmente, eu consigo resistir a tudo que seja relacionado a você, por favor, só não se aproxime muito, posso esquecer do finalmente.
Você pode tentar fugir de tudo e todos, mas não de um olhar!
Você pode se perder, mas jamais perderá o conceito do que já fora um dia... Para isso, terá que ter a certeza de que nada te completa como aquele alguém, que te tremia e treme por dentro, apenas por encostar em suas mãos ou imagina-las em volta do seu corpo, aquele alguém, que te acordava da forma que merecia, que um dia já fora o que você mais desejou e provavelmente nunca deixe de desejar, é o cheiro, a pele, o beijo e o toque, o amor sem igual. E a vontade de morrer em seus braços, pois ficaria tudo tão mais bonito. Tão "Nicholas Sparks".
Pra quem já viveu algo assim, às vezes respirar dói. Até você encontrar a formula da felicidade nos olhos dele (a), você sentirá no primeiro momento, que valeu a pena. Mesmo que tenha que se tornar invisível novamente.
Não acredito em apenas uma forma de amar, mas não acredito mais em conceitos favorecidos a qualquer religião. Nem tudo na vida é apenas opção.
Eu acredito no que vem de dentro e se torna totalmente proibido, afinal, o amor verdadeiro era assim... - Sem Lágrimas e sem dor? - Puderá ser assim, um grande amor?
A paz deve acalmar alguns corações e trazer de volta o que mais te faltava...
Aprendi que nem todos os finais são felizes... Mas podemos recomeçar com um: "Era uma vez".
Estou dizendo sobre um olhar como esse, esse olhar que fala com a sua alma e acredite, uma vez na vida, você terá a sorte de conversar com a alma, a sua alma, pela luz dos olhos... Dos vossos olhos, pois sempre, sempre e sempre... Será recíproco.
Não veja o certo, por homem e mulher, mulher e homem, mulher e mulher, homem e homem, veja a alma, ela é pura e não tem cor.
Esse deveria ser o segredo chamado de: Amor!
"Quando tudo ao redor parecer desabar, preserve a sua paz. Porque quem está bem consigo mesmo não depende do mundo para ser feliz."
CÂNTICO DE GRATIDÃO INTERIOR.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Agradeço por tudo o que me foi dado, até mesmo pelo que chegou envolto em sombras. Cada instante, claro ou turvo, veio como lição silenciosa moldando a tessitura do meu espírito. Agradeço pelo alento que sustém a vida, pela respiração que me devolve ao presente, pela claridade que insiste em nascer mesmo sobre o solo das inquietações humanas.
Agradeço pelo que floresceu e pelo que se desfez. O que se perdeu ensinou a escuta interior. O que permaneceu ensinou a fidelidade aos valores que silenciosamente me sustentam. Agradeço pelas mãos invisíveis que orientam meu passo quando minha visão declina. Agradeço pelos intervalos de quietude onde a alma se aquieta e reencontra sua própria dignidade.
Agradeço pela dor que me depurou, pelo amor que me elevou, pela esperança que murmura mesmo quando o dia se apaga cedo. Agradeço pelo caminho, ainda que irregular, porque nele encontro o chamado para ser mais íntegro e mais consciente.
Agradeço pela vida que pulsa sem alarde. Agradeço pela força que me atravessa. Agradeço pela presença silenciosa que me envolve como claridade antiga. Agradeço porque, no íntimo, descubro que tudo o que me toca deixa algum vestígio que amplia minha compreensão e aprofunda meu sentido de existir.
E ao agradecer, ergo minha voz íntima ao que me transcende, reconhecendo que cada passo, cada pensamento e cada amanhecer se unem como fios de uma mesma tapeçaria espiritual. Assim sigo, com o coração inclinado, celebrando a grandeza do simples e a grandeza do eterno que habita em mim, avançando rumo à luz que concede a sensação mais rara de perdurável imortalidade.
O CONHECIMENTO E A SUA SAGA.
A história do conhecimento humano é, antes de tudo, uma história de inquietação interior. Pensar sempre foi um gesto de ruptura com a acomodação psíquica e com a passividade intelectual. Desde a Antiguidade até a modernidade, cada filósofo não apenas formulou uma teoria do conhecimento, mas também ofereceu uma leitura profunda da estrutura psicológica do ser humano diante da verdade.
Sócrates inaugurou essa saga ao afirmar que o primeiro passo do saber é o reconhecimento da ignorância. Quando declara “sei que nada sei”, ele não se rende ao vazio, mas funda uma ética intelectual. Psicologicamente, Sócrates compreende que a mente humana é dominada por ilusões de certeza e por defesas do ego. O método dialógico que emprega não visa humilhar, mas desestruturar falsas convicções, permitindo que o sujeito entre em contato com sua própria insuficiência cognitiva. O conhecimento, aqui, nasce como um processo terapêutico da consciência.
Platão, discípulo direto de Sócrates, eleva essa inquietação ao plano metafísico. Para ele, o mundo sensível não passa de aparência. O conhecimento verdadeiro reside no domínio das ideias. A célebre alegoria da caverna revela uma psicologia da alienação. O ser humano tende a confundir sombras com realidade porque sua mente busca segurança no familiar. Libertar-se exige dor, esforço e conversão interior. Conhecer, em Platão, é recordar, mas também é transformar-se. Trata-se de um movimento ascensional da alma, que abandona o imediato para alcançar o inteligível.
Aristóteles, por sua vez, desloca o eixo do conhecimento para a experiência concreta. Para ele, a mente humana possui potência racional, mas essa potência só se atualiza por meio dos sentidos. Psicologicamente, Aristóteles reconhece a importância da observação sistemática e da categorização. O intelecto não flutua no vazio das ideias, mas organiza aquilo que a experiência oferece. O conhecimento torna-se um processo de síntese entre percepção e razão, em que o sujeito aprende a discernir causas, finalidades e substâncias.
Com René Descartes, a modernidade inaugura uma nova angústia cognitiva. O filósofo parte da dúvida radical como método. Ao afirmar “penso, logo existo”, Descartes revela uma psicologia do recolhimento interior. Diante da incerteza do mundo externo, a mente busca um ponto indubitável em si mesma. O pensamento torna-se o fundamento da existência consciente. O conhecimento passa a ser construído a partir da razão clara e distinta, como resposta à instabilidade das crenças herdadas.
Immanuel Kant realiza uma síntese decisiva ao afirmar que o conhecimento nasce da interação entre sensibilidade e entendimento. Nem a razão pura nem a experiência isolada são suficientes. Psicologicamente, Kant reconhece os limites estruturais da mente humana. Há formas e categorias que organizam a experiência, mas existe um limite intransponível. A chamada coisa em si permanece inacessível. Essa concepção introduz uma ética da humildade intelectual, na qual saber também é reconhecer fronteiras.
John Locke enfatiza a mente como uma tábula rasa. O conhecimento resulta da experiência sensorial e da reflexão sobre essa experiência. Psicologicamente, Locke concebe o sujeito como um ser moldável, profundamente influenciado pelo ambiente. Não há ideias inatas plenamente formadas. O aprendizado é um processo gradual de associação e elaboração, no qual a consciência se constrói a partir do contato com o mundo.
Por fim, David Hume introduz uma postura cética que abala qualquer pretensão de certeza absoluta. Para ele, o que chamamos conhecimento é fruto do hábito e da repetição. Psicologicamente, Hume revela a fragilidade das inferências humanas. A mente cria expectativas de causalidade e permanência, mas essas expectativas não possuem fundamento racional necessário. O sujeito vive apoiado em crenças úteis, não em verdades definitivas.
Essa longa trajetória revela que o conhecimento não é apenas um acúmulo de informações, mas uma aventura interior que envolve razão, sensibilidade, limites e coragem. Conhecer é enfrentar as próprias ilusões, dialogar com a experiência e aceitar que toda certeza é sempre provisória. E é precisamente nessa tensão entre o que sabemos e o que jamais dominaremos por completo que o espírito humano encontra sua mais elevada dignidade intelectual.
Gandhi, ao contemplar a vitrine repleta de bens materiais e dizer: “Estou vendo justamente tudo o que eu não preciso”, revela o grau supremo de autossuficiência moral e espiritual a que o ser humano pode chegar.
Ele não via pobreza em si mesmo, mas riqueza na simplicidade. O olhar de Gandhi não era de desejo, mas de consciência consciência de que a verdadeira liberdade não está em possuir, mas em não ser possuído.
Mensagem final.
O amor, quando vivido em sua expressão mais pura, não é um sentimento é uma decisão de alma. Gandhi decidiu amar, e por isso continua vivo, não nas estátuas, mas na consciência de quem compreende que a única revolução capaz de salvar o mundo é aquela que começa no coração humano.
GANÂNCIA E APRENDIZADO.
"Perguntou o ganancioso ao senhor do mundo. Senhor, tu que tudo criastes, deixa-me tomar quanto eu puder deste mundo. E o senhor respondeu. Pois não, meu filho. Vai até onde teus pés e teu desejo te levarem. Moral da história. O doente ganancioso morreu exausto de tanto andar."
Autor. Um amigo.
Comentário moral. A narrativa, simples e antiga como as parábolas que atravessam os séculos, ensina que a ganância não impõe limites a si mesma. O desejo, quando não educado pela medida e pela consciência, transforma-se em força exaustiva que consome o corpo, obscurece o espírito e converte a liberdade em cativeiro interior. O mundo não nega nada ao homem. É o próprio homem que se perde ao confundir possibilidade com necessidade e caminho com posse.
Assim, aprende-se que a verdadeira sabedoria não está em ir até onde os pés alcançam, mas em saber quando deter-se, pois somente quem domina o próprio desejo consegue caminhar sem morrer de cansaço por dentro.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.
