Sobrevive Amor Acima de tudo
Esperança
Meus passos na areia...
Desaparecem pouco a pouco...
Na vida... tudo é o tempo de um sopro.
No vai e vem das ondas...
O mar num eterno ir e vir...
Impressão: seu movimento é eterno... o fim nunca irá atingir.
Será?
Malabaristas que somos.
Pra onde exatamente vamos?
Iludimo-nos a cada dia que nasce...
Uma esperança louca que em nós renasce.
Intrusa hostil.
Sentimento infantil...
Esperança... sim, não passa de coisa de criança.
Mas... como sem ela viver?
Iríamos muito mais rápido apodrecer.
Devaneios
Tanto tempo passado.
Você tão ao meu lado.
Tudo parecia tão conectado.
Como estava enganado.
Tanto verbo empregado.
Tanto diálogo só de um lado.
Minha vida... falida.
E agora você está de partida.
Não vi os sinais?
Foi tudo puro devaneio?
Eu me pergunto...
Tento e tento...
Exatamente a que você veio?
Aiaiaiai quebrou a cara outra vez? Não saiu tudinho como planejado? O que era pra ser tudo certinho acabou dando errado? Estava na passarela... toda bel@... quebrou o salto, tropeçou, resvalou, no chão se estrebuchou? Papéis ao vento... que tormento.... e olha que você se esforçou, tudo organizou - começo, meio e fim - pois você sabe que tem de ser assim.
Palavras ensaiadas... mesa arrumada... tudo tão perfeito... pra dar em nada.
Aquele sujeito - mal amado, diga-se de passagem - sempre pra baixo a lhe botar, seus defeitos a escancarar, sua vida a atrapalhar... tirando sarro... mostrando-se superior... todo convencido de que é o melhor, de que é perfeito - mal sabe o babaca que é o sujeito (mas você não precisa dizer isso pra ele não, por favor... lembre-se 'gentileza gera gentileza'... quem sabe o elemento aprenda e se arrependa!?).
Eita vida descontrolada... olha pra mim, pisca e olho e dá uma tremenda gargalhada...
Sucesso... aplausos... assobios... bis, e bis, e bis... era tudo o que você queria... não conseguiu por um triz... um trizinho ou um trizão... que decepção!!
Agora é chorar com o mais amargo amargor... se afundar e se afogar na própria dor. Ou morrer de vergonha, enfiar a cara numa fronha... eu sei que é no travesseiro... só quis rimar ;)
Que sofrimento que nada! Aproveite e aprenda com a vida... ela gargalhou... você acompanhou!
Ria, ria muito - não dos outros, por favor. Sorria! A energia de um sorriso pode por riso no mais duro coração... mas não um sorriso ardiloso... sim um sorriso que saia do fundo de seu coração.
Ria de si mesmo... não se leve tão a sério... não leve a vida tão a sério, brother. Ela gosta de brincar? Que tal acompanhar?
Uma coisa eu garanto: mais feliz é você mesmo quem vai ficar...
Você quer parar de sofrer?
Então venha pra Jesus.
Aiaiai... você acredita em tudo o que lê? Em tudo o que falam pra você?
Cuidado, amiguinho, esse não é o caminho. Pura propaganda enganosa, maldosa até.
O sofrimento nesta vida é inevitável. Pessimista eu? Naum mexmo... realista...
Nasceu!? Sofrimento à vista. Sim, sim...não tem jeito, é assim que acontece neste mundo com tanto defeito.
Então, insatisfeito? Venha pra Jesus de qualquer jeito (ou melhor, deixe-se encontrar por Jesus)... Ele, somente Ele pode ajeitar seu caminho bem direitinho, mas não espere que saiam dele todos os espinhos... saem, não... 'estreito é o caminho'... bem estreitinho e você vai sair dele bem arranhadinho.
Tá, mas então, o que ganho entregando a Jesus minha vida, minh'alma, meu coração?
Você ganha vida... vida eterna sem dor, sem sofrimento... total consolação... na eternidade.... é bem verdade ;)
Você é capaz de esperar?
Ou você prefere morte e destruição?
Batata quente na sua mão...
Dias tristes... por que vocês existem?
É como se todas as coisas estivessem cobertas de pó, tudo fosse tristeza de dar dó... dias de melancolia, dias nublados, céu e sol apagados... sonhos estragados, corações despedaçados... tristeza pra todo lado.
Há dias assim, que não tem jeito... nada tem jeito... é tudo escuridão e vazio. Dias que nasceram errado e que não podem ser consertados... precisam ir até o fim... e começar de novo, tudo novo.
Dias de desesperança, de choro... de dor... E Djavan diz: "Quando a dor te torturar [...], sorri [...] Todo mundo irá supor que és feliz".
Desculpe-me, Djavan... não tô nem aí pra todo mundo, quando meus ombros estão cansado e doridos, quando não há nada de colorido... todo o mundo não me importa nem um pouco...
eu não faço outra coisa que botar um pé diante do outro...
Uma tristeza
Eu era tão feliz.
Você a razão da minha felicidade.
O dia amanheceu.
Tudo tão triste.
Nublado.
Não há sol.
Só nuvens escuras a cobrir o céu como um véu.
Véu negro que tudo esconde... que não dilui a dor... que faz desaparecer toda forma de amor.
Com você foram-se as cores do dia.
Foi-se pra bem longe toda a alegria.
Tudo virou nostalgia.
O tempo, em protesto, não se fez de rogado.
Parou e ficou do meu lado.
Olha pra mim com olhos de terror... me diz:
“Não se machuque... não se afogue nesse copo de culpa... estou com você... serei um momento em que te farei feliz.”
Esforço-me, então, pra sobreviver.
Quero essa felicidade prometida viver.
Traços de esperança
Joga no lixo tudo o que não presta.
Fecha definitivamente todas as frestas.
Faça da sua vida uma eterna festa.
Ouve o sussurro do vento.
Ouve, com ouvidos de lucidez.
Resgata do entulho a tua vida.
Joga sal nas feridas.
Desata os nós do desespero.
Lembra dos momentos em que fomos nós...
Eram laços de amor.
Não havia entre nós nada de dor.
Solta esse grito preso na garganta.
Saia dessa cama... levanta!
Equilibra-se.
Contrabalança.
Renova as forças.
Busca no fundo do seu coração o que ainda resta de esperança.
Trevas
Trevas a te acompanhar.
Não tenhas medo, estou aqui pra tudo iluminar.
O ar que respiras, vou purificar.
As pedras do teu caminho, ajudarei a carregar.
Vejas nisso todo o meu carinho.
Quando os ventos fortes vierem...
e a neve fria tudo cobrir...
Estarei aqui
pra te ajudar a resistir.
Sou o que seca tuas lágrimas.
Sou o que te faz sorrir.
Borrões do destino
Há dias em que eu sei tudo o que passa em mim.
Sei dizer sim.
Tudo é tão claro.
Minha mente é de uma lucidez tão lúcida que me fascina.
Há dias que tudo não passa de um enorme borrão.
Vivo a mais completa alucinação.
Sou apenas uma voz inaudita.
Presença maldita no meio da multidão.
Aos poucos viro pó.
E sigo, no meio da multidão, aos atropelos...
Completamente só.
Caminhos frios, decadentes, turvos.
Viro a esquina.
Do pó ressurjo.
Qual Fênix... me refaço de passo em passo.
Aos borrões do destino não me curvo.
Meu caminho
Um caminho tão conhecido...
Por tanto tempo trilhado...
Tudo por todo lado florido...
Borboletas, pássaros... tudo com seu espaço bem marcado.
Um velho moinho ao longe...
Não gira... não há vento.
Tudo parado.
Por um momento, sinto-me de tudo deslocado.
Perdido nas curvas da vida.
Achei a entrada com tanta facilidade.
Não encontro a saída...
Por mais que tento.
Não há mais felicidade.
Pergunto-me: ‘quem desejou para mim tanta maldade?’...
Sempre a todos tão bem tratei...
Por todo lugar flores sempre espalhei...
Por que razão hoje são espinhos o que recebo?
Espinhos a quem nunca desejei?
Eu me perdi de vez?
Ou se atrapalhou quem meu caminho fez?
Vou te achar…
E, com alegria, fechar os olhos, e me esquecer de tudo.
Vou embrulhar o tempo.
Fazer um laço perfeito.
Viver o amor que pra nós foi feito.
Talvez na beira do mar
Vendo as ondas que vêm e vão sem parar.
Num dia quente de verão.
Talvez numa praça num canto secreto.
Vou te achar...
Vivo desenhando cenários.
Sentindo pensamento inquietos espiando-nos nas sombras...
Vou te achar.
A bem da verdade, pouco importa o lugar.
Importa mesmo é que vou te achar.
Todos os obstáculos,
cordilheiras, colinas, desertos – ninguém por perto... areia a tudo nublar...
costas sem portos para aporta, um lugar de chegada encontrar.
caminhos insuetos,
travessas sem saída... nem tente atravessar, você só terá a opção e volta voltar...
as mais abruptas subidas...
trilhas abandonadas, que não servem pra guiar mais nada...
caminhos que levam a coisa nenhuma,
rios caudalosos,
curvas tortuosas
descidas perigosas...
Só não solte minha mão,
não vou deixar você perder a razão.
Guio-te com o coração.
BATENDO A PORTA
Hoje caminharei por montanhas e vales até minh'alma de tudo esquecer, sem me importar com o que vou ganhar ou se vou me perder. Hoje partirei sem pensar se um dia voltarei. Hoje viverei sem passado, sem futuro... só quero o presente, neste mundo de pouca luz entre sombras... só no presente ficarei... este momento é o que conta, afinal das contas.
Talvez um dia com uma alma nova nascerei... em um lugar qualquer sem nome, sem beira... e pra vida de verdade voltarei.... muito faceira. Aí sim me importarei com o que de minha vida farei. Dançarei... ah! como dançarei...Hoje nada importa, saí da minha vida batendo a porta
Um pouco de felicidade
Tento segurar com as mãos um pouco de felicidade...
Mas tudo são saudades.
Passam em minha mente filmes de nossa trajetória... nossa história.
Falas eternizadas no passado
Ruídos arrastados.
Voos de esperança
que vem como ondas do mar...
Espero com toda a esperança que um dia voltes a me amar.
O momento não é dos melhores
“O segredo da vida não é ter tudo que você quer, mas amar tudo que você tem”, diz George Carlin... sim, concordo com o humorista norte-americano...
... mas, sejamos realistas... há coisas que aparecem em nossas vidas que são difíceis de amar... então, não as ame... queira-as longe de você... e tenha esperança de que elas irão desaparecer
... agora, você concorda comigo que “não adianta olhar para o céu com muita fé e pouca luta”, como diz Gabriel O Pensador?
Pois é.... é necessário fazer a nossa parte... principalmente quando o céu não está azulzinho, azulzinho... quando nele há nuvens escuras, carregadas, raios e trovões... tempestades... ventos fortes a desequilibrar nossas vidas, tirando tudo do lugar.
Às vezes é hora de chorar... pois “lágrimas fazem parte”... então, my dear friend, “suporte, queixe-se e vá adiante. As únicas pessoas que estão conosco a vida inteira somos nós mesmos. Mostre estar vivo enquanto estiver vivo”... outra vez, citando o humorista norte-americano... e complementando com o nosso escritor, médico e psiquiatra Augusto Cury: “A sabedoria de um homem não está em não errar, chorar, se angustiar e se fragilizar, mas em usar seu sofrimento como alicerce de sua maturidade”.
Pessoas inteligentes sabem que na vida o caminho não é sempre plano e largo... sabem que o Sol muitas vezes diminui seu brilho ou se esconde atrás de pesadas nuvens... pessoas inteligentes sabem que há subidas íngremes, dias nebulosos... e caminhos apertados.
Pessoas inteligentes sabem passar por esses dias, sabem colher alguma coisa que terá alguma serventia um dia, sabem ver nos obstáculos encontrados o que precisa ser de lugar mudado, o que precisa ser guardado, o que precisa ser descartado...
... pessoas inteligentes sabem o que fazer para que dias futuros sejam menos pesados.
Fracasso
O céu se encobriu de novo.
A luz que brilhava se foi.
Partiste.
Tudo ficou tão triste.
Um aperto no peito.
Olhos marejados.
Uma tristeza infinita.
Meu coração desolado.
O ar fica escasso.
Tua ausência maltrata e eu…
sinto-me um eterno fracasso.
Desista
Nego-me a mim mesmo.
Caminho a esmo…
Afasto a cortina.
Um fresta aparece.
Tudo tão claro lá fora a mim me parece.
Aqui dentro tudo está preso em uma teia de indefinições.
Não sei mais ao certo os limites.
Pergunto-me: por que insisto?
Alçapões?
Quem poderá?
Titubeio.
As palavras já não se fazem mais.
Tudo está coberto por uma luz fraca.
Os passos vão para frente, voltam para trás.
Desencontros… descompassos.
O pulso palpita,
A alma grita.
Não há mais saídas.
O espelho reflete um corpo
alquebrado.
Olhos estatelados.
Não há mais dúvidas.
Sobraram apenas as certezas.
A calamidade da certeza me assombra.
Um corpo sem sombras.
Uma mente sem dúvidas.
Quem me poderá desanuviar a mente?
Quem me ensinará a ver a verdade em quem mente?
Minha prece
Os morros lá longe
na escuridão da noite que desce…
desaparecem.
Tudo, há pouco, era tão verdinho.
Aos poucos, tudo em cinza se transforma.
Tudo parece mudar sua forma.
Chuva fininha que do céu desce.
Anoitece.
Tudo umedece.
Pelo mundo todo faço minha prece.
Um novo dia – muita paz, saúde e alegria.
Um futuro sem medos.
Vidas sem desassossego.
Um mundo que não mais adoece.
Faço, por todos, minha prece.
(A)mar
Lá no alto o luar tudo a clarear.
O brilho brilhante das estrelas a ofuscar.
E cá embaixo estou eu a te esperar.
Enquanto não vens o vem e vai das ondas do mar estou a acompanhar.
Vem... e a areia da praia a água salgada a encharcar...
Vai... a onda de volta pro mar o abraçar.
Assim tu longes de mim...
Quem vou eu amar?
Amor de praia...
Falta de ar...
Eu eternamente a te esperar...
Sentimento a me atormentar.
(A)mar... mar... quem vou amar?
