So o Tempo pode Entender um grande Amor
“Uma linha invisível conecta os que estão destinados a se encontrar, apesar do tempo, do lugar, apesar das circunstâncias.”
(Provérbio Chinês)
Amor… meu amor, parece que quanto mais te procuro, mais você desaparece.
Nem sequer um novo romance, nem sequer um bom dia ou boa noite.
O que será que planejas?
O que será que escondes?
Somente meu velho amigo tempo dirá
Se você guardou algo para mim
Se eu vou te encontrar…
O tempo vem passando e a vida se esvaindo
Eu ainda estou te procurando?
Eu ando seguindo o meu caminho
Não tenho me preocupado muito…
Porém agora tenho te permitido
Aparecer de momentos em momentos
Uma hora vai fazer voltar os batimentos
Vai se apropriar novamente de meu peito.
Ninguém é eterno; a vida é assaz efêmera; por isso, antes da partida, deixo gravado nos alfarrábios históricos do tempo minhas ações sociais de amor e profunda ternura pelas pessoas que amei de verdade.
Esse texto, que ora é escrito em forma de canção, nos mostra a incerteza, visto que o tempo não nos pertence apenas.
Mas se você soubesse que demora pra começar e começa com a certeza que ainda é tempo.
Com o toque suave das notas do piano, das melódicas do saxofone, da entrelinhas da arpa e dos baixos sons dos instrumentos que soam como recomeços, tranquilidade e a certeza da confiança.
No fim, nós dependemos do outro pra saber, será que ainda é tempo?
Eu só queria mais minutos de ainda é tempo contigo. A dualidade na qual estes singelos versos e rimas demoram a começar e terminam cedo, seria um lembrete?
Provavelmente seja pra nós não nos esquecermos que tudo passa rápido demais, mas ainda sempre existe tem tempo, de recomeçar.
As estrelinhas deste mundo devem conversar com o nosso coração. Ressoar em cada célula do nosso efêmero, corpo e emoções.
O tipo de canção que nós escutamos com o fone de ouvido e olhos fechados.
Saiba que você não pode escolher se vão te ferir, mas pode escolher quem te ferirá.
Se apaixonar é dar uma "arma" a alguém e acreditar que essa pessoa não pode atirar, como um arco e uma flecha do amor.
Eu posso até ser acertado, por isso, segurar o arco em direção a ti mesmo, sabendo que a flecha vai doer, tentando e se arriscando.
De outro norte, nós estamos com receio de soltar, alguém não quer se machucar e os olhos fechados é questão de confiança, ou é porque preferimos "não enxergar o amor"?
A pessoa que ficar comigo vai ter um homem inesquecível?
Não existe como eu te amar,
Caso tu não me deixastes chegar.
Não existe como te dar tudo de mim e o que você precisa,
Se você não me deixar te dar tudo de mim.
A vida real consiste em buscar a felicidade, primordialmente por estar sempre na esperança de sê-lo muito em breve.
As palavras são como criação rítmica da Beleza e o seu único recurso é o sentir.
Será que a loucura (amar, virtudes, prazeres, emoções, e buscar a felicidade) é ou não o mais sublime da inteligência humana?
Uma vida sem amor é como um mundo sem vida, sem racionalidade.
Não quero o que eu peço, mas o que eu realmente preciso.
Reciprocamente de eu te fazer feliz e me fazer feliz também.
Friso que é você que pode aumentar o tamanho, a mágia, o brilhantismo e o talento do mundo em mim.
Perfeito! O tempo nos consome de uma maneira tão insaciável, que quando paramos e percebemos, as páginas e folhas estão borradas e esmagadas, sem folhas limpas pra escrever uma nova história, até apagar, renovar e procurar uma folha pra retratar um novo capítulo terás esforço e perseverança...
Pode demorar hoje, amanhã, um ano ou até a eternidade..
Nos lençóis do tempo, paixão a queimar, Esposa fogosa, sem se domar. Entre a indecisão e o querer explorar
Tratamento de silêncio
Ofereço a você o melhor perfume, ofereço a você o melhor sorriso, ofereço a você o melhor de mim. Me ofereço a você sem nada.
Pareço uma fonte inesgotável, mas
se engana você a não me enxergar de
verdade.
Veja bem, meu bem, existe sempre uma porta aberta na minha vida. Depois que o coração trancar não vai ter como voltar por lá.
Você aceita o que te ofereço, mas essa é a única coisa que você quer ter? É o que te faz ter delírios de sentimentos sinceros? É o que te motiva a não cair? É a segurança no ponto mais perturbado? É a beleza que toma toda sua atenção? É o que você procura durante o dia? É o que você não não vive mais sem?
Quer ter o que ninguém tem, mas não dá para ter sendo o que todo mundo é.
A morte espreitou, silenciosa, enquanto caminhávamos lado a lado por aquele jardim. As folhas sussurravam ao vento uma melodia antiga, e o sol se punha, pintando o céu de tons dourados e vermelhos. O mundo parecia segurar o fôlego, como se até mesmo o tempo estivesse com medo de interromper nossa conversa.
Ela olhou para mim com olhos que guardavam oceanos inteiros.
— Você acha que vai doer? — perguntou, sua voz suave como um segredo compartilhado entre as estrelas.
Eu segurei sua mão, sentindo a delicadeza de seus dedos, e respondi com a sinceridade que só o amor pode inspirar:
— Não mais do que a vida sem você.
As palavras saíram como uma promessa silenciosa, uma declaração de que não havia dor maior do que a ausência de sua presença em meu mundo. Pois o que é a dor, se não o preço que pagamos pelas lembranças que construímos? O que é o medo do fim, se não o reflexo de um amor tão vasto que transcende até mesmo as fronteiras da mortalidade?
Naquele instante, percebi que o amor é a única coisa que transforma o desconhecido em certeza, que faz com que cada instante valha a pena, mesmo diante do inevitável. Porque, ao seu lado, até a eternidade parece apenas um momento fugaz, uma breve pausa na dança cósmica da vida.
Ela sorriu, e o sol pareceu brilhar um pouco mais forte, como se os céus também reconhecessem a beleza daquele momento.
— Então vamos viver — disse ela, com uma confiança que acendeu meu coração como uma chama eterna.
E ali, de mãos dadas, continuamos nossa jornada, sabendo que a vida, com todas as suas dores e incertezas, nunca poderia nos separar. Pois em cada olhar, cada toque, e cada palavra sussurrada, encontrávamos um pedaço de eternidade ao nosso lado.
O amor, afinal, é o que nos mantém vivos. É o que nos faz enfrentar a morte com um sorriso e dizer: "A vida, sem você, seria o verdadeiro fim."
Cada canção nesse disco tem uma história. Guardo todas - como uma velha guarda na penteadeira pó de arroz vencido, bibelôs de louça, fotos de amores antigos esmaecidos pelo tempo
O tempo
E quando você se foi o tempo não resistiu e parou de caminhar, resolveu dolosamente ficar estacionado nas sombras daquilo que foi bom, que foi mágico.
Em cima do arrependimento e baseado na falta do saber controlar o direito de te amar deixei cair na roda dos ventos o meu humor, a verdade sobre nós e tudo aquilo que era mais puro e plural.
Nessa melhor fase da minha vida haviam planos, eu conseguia ter a sensibilidade de capturar teus pensamentos e sabia cuidar dos nossos melhores dias em segredo.
O que me resta é capturar as nossas lembranças com leveza e transforma-las em uma declaração de amor todos os dias ao pôr-do-sol para ver se o tempo resisti e me responde se ainda terei o direito de ama-la novamente.
Cometi o erro de abraçar fantasmas,
aquele tipo de abraço que sufoca a alma.
Pedi perdão ao tempo, por nunca o ter deixado partir,
por prendê-lo demais, assim como prendo a fumaça do cigarro em meu pulmão, êxtase.
Vivi em um labirinto de memórias, onde cada curva me levava ao mesmo ponto: o que poderia ter sido? Corredores vazios, sussurros do passado.
Se soubesse antes o que sei agora, teria feito do amanhã o meu refúgio, a certeza da incerteza, cada novo dia uma forma diferente de ver as coisas, sem pressão, sem arrependimentos.
Mas aqui estou, um pouco mais cansado, um pouco mais sábio, e percebo, enfim, que o passado é um livro já lido, e o futuro, ah, o futuro é a página em branco onde eu posso finalmente escrever minha história.
Soltar a fumaça presa no pulmão, me libertar dessa ilusão.
𝖯𝗈𝗂𝗌 𝖾́…
𝙽𝖺 𝗏𝖾𝗋𝖽𝖺𝖽𝖾 𝗇𝖺̃𝗈 𝗌𝖺𝖻𝖾𝗆𝗈𝗌 𝗈 𝗊𝗎𝖾 𝗇𝗈𝗌 𝖾𝗌𝗉𝖾𝗋𝖺 𝖽𝗈 𝗈𝗎𝗍𝗋𝗈 𝗅𝖺𝖽𝗈
𝖤𝗇𝗍𝖺̃𝗈 𝗏𝗂𝗏𝖺 𝗂𝗇𝗍𝖾𝗇𝗌𝖺𝗆𝖾𝗇𝗍𝖾
𝖯𝗈𝗋𝗊𝗎𝖾 𝖽𝖺𝗊𝗎𝗂 𝖺 𝗉𝗈𝗎𝖼𝗈 𝗉𝗈𝖽𝖾𝗆𝗈𝗌 𝖾𝗌𝗍𝖺𝗋
𝙾𝗎𝗏𝗂𝗇𝖽𝗈 𝗇𝗈𝗌𝗌𝖺 𝗎́𝗅𝗍𝗂𝗆𝖺 𝗆𝗎́𝗌𝗂𝖼𝖺
𝖫𝖾𝗇𝖽𝗈 𝗇𝗈𝗌𝗌𝗈 𝗎́𝗅𝗍𝗂𝗆𝗈 𝗅𝗂𝗏𝗋𝗈
𝖥𝖺𝗓𝖾𝗇𝖽𝗈 𝗇𝗈𝗌𝗌𝖺 𝗎́𝗅𝗍𝗂𝗆𝖺 𝗏𝗂𝖺𝗀𝖾𝗆
𝖥𝖺𝗅𝖺𝗇𝖽𝗈 𝗊𝗎𝖾 𝖺𝗆𝖺𝗆𝗈𝗌 𝗉𝖾𝗅𝖺 𝗎́𝗅𝗍𝗂𝗆𝖺 𝗏𝖾𝗓
𝖣𝖺𝗇𝖽𝗈 𝗈 𝗎́𝗅𝗍𝗂𝗆𝗈 𝖺𝖻𝗋𝖺𝖼̧𝗈 𝖾𝗆 𝗇𝗈𝗌𝗌𝖺 𝖿𝖺𝗆𝗂́𝗅𝗂𝖺
𝖭𝗈𝗌 𝗇𝗈𝗌𝗌𝗈𝗌 𝗉𝖺𝗂𝗌 𝗈𝗎 𝖾𝗆 𝗇𝗈𝗌𝗌𝗈𝗌 𝖿𝗂𝗅𝗁𝗈𝗌
𝖤𝗇𝗍𝖺̃𝗈 𝖾𝗌𝖼𝗈𝗅𝗁𝖺 𝗆𝗎𝗂𝗍𝗈 𝖻𝖾𝗆 𝖼𝗈𝗆𝗈 𝗏𝗈𝖼𝖾̂ 𝗀𝖺𝗌𝗍𝖺 𝗈 𝗌𝖾𝗎 𝗍𝖾𝗆𝗉𝗈
𝖠𝖥𝖨𝖭𝖠𝖫 𝖲𝖮𝖬𝖮𝖲 𝖳𝖮𝖣𝖮𝖲 𝖬𝖮𝖬𝖤𝖭𝖳𝖮𝖲 𝖤 𝖤𝖫𝖤𝖲 𝖯𝖠𝖲𝖲𝖠𝖬 𝖬𝖴𝖨𝖳𝖮 𝖱𝖠́𝖯𝖨𝖣𝖮
Para seguir enfrente precisamos, apenas de alguém que nos ame, sem precisarmos nos preocupar que precisamos seguir enfrente.
Minha consciência se parte, em mil pedaços quentes,
Invasora das minhas noites, dos meus dias ardentes.
Como posso amar, se amor nunca recebi?
O que é o amor, se nunca o senti em mim?
Espero olhares, atenção, mas o silêncio impera,
Ninguém me vê, ninguém me espera.
Sou múltiplo, sou visões de cada ser,
Fragmentado, difuso, difícil de se perceber.
Quando me ergo, logo sou roubado,
Quando conquisto, sou invejado.
Tenho medo de mim, da minha própria mente,
Ela pode me ferir, me fazer inconsequente.
Temo a felicidade, essa névoa passageira,
Que pode ser falsa, efêmera e traiçoeira.
E o amor? Ah, o amor, uma dor que não entendo,
Feito de mentiras e interesses, um jogo que não defendo.
Verdadeiro amor é o que liberta,
Mas também acolhe quando a volta é incerta.
Felicidade, ilusão que o tempo tece,
Existe e não existe, como o tempo que nos enlouquece.
Não sei se sou feliz, se sou amado,
Mas sei que estou, em mentes espalhado.
Cada um cria uma imagem de quem sou,
Mas a verdade, essa ninguém alcançou.
Sou mistério, sou sombra, sou eco no ar,
Ninguém sabe quando vou, quando vou falar.
E para descobrir quem sou, quem me tornei,
Somente eu, talvez, jamais saberei.
Como posso amar, se nem a mim eu pertenço?
Me saboto ao ver o ideal, meu próprio cárcere imenso.
Por que amar, se amor nunca conheci?
Se ninguém me tocou, se ninguém surgiu para mim?
Eu sou do silêncio, da solidão confortável,
Poucas palavras, uma vida impenetrável.
Feliz estou quando estou só,
Mas se alguém invade, sinto-me em pó.
Cada um me vê de um jeito diferente,
Alegre, triste, bravo, indiferente.
Sou o reflexo do que sentem por mim,
Mas eu, no espelho, nunca me vi assim.
Vivo nas sombras, sem me encontrar,
Espero, um dia, pela gratidão chegar.
Ajudo sem esperar nada em troca,
Mas a alegria deles me faz sentir mais forte.
Quando sorriem, sinto-me leve,
Quando choram, o peso em mim se atreve.
Ser bom ou ruim, já não sei discernir,
Só sei que a pena eu não quero pedir.
Queria que entendessem quem sou de verdade,
Mas como, se em mim, também há essa dualidade?
Subo, mas querem me manter no chão,
Quando conquisto, olham-me com estranha visão.
Comemoro suas vitórias, com o coração aberto,
Mas quando é minha vez, o olhar é deserto.
Percebi, querem que eu permaneça pequeno,
Subordinado, preso no mesmo terreno.
Falam que desejam meu crescimento,
Mas na verdade, temem o meu alento.
Inveja, essa planta que cresce no escuro,
Amar é complexo, e o respeito é tão duro.
O amor, agora entendo, é ilusão,
Ninguém ama, ninguém com devoção.
Neste mundo, dor e sofrimento imperam,
Os pequenos momentos de luz logo se encerram.
Damos o melhor, com o que nos foi dado,
Oportunidades raras, conhecimento moldado.
E no fim, talvez seja melhor assim,
Sozinhos, em paz, sem esperar o "fim".
