Só o Coração Enxerga
Quando você enxerga com o coração e permite excluir tudo que é supérfluo,
fica quase nada.
E esse quase nada é tudo que realmente importa.
O amor se expressa nas coisas mais singelas.
Fala pelos olhos;
Enxerga pelo coração;
Ouve pelo abraço;
Toca pelo caminhar;
Onde em cada cantinho se percebe; a serenidade do carinho.
"Carinho que afaga a alma"
Que acolhe, sem que o outro se sinta preso.
Que liberta, sem que o outro sinta vontade de ir embora.
O amor tem suas sutilezas.
Onde aquele que é pra ser, encanta mais por sua delicadeza.
"Esse vai pela essência, onde a aparência não faz presença."
Texto: #Andrea_Domingues ©
Direitos autorais reservados 21/09/2018 às 19:45
O olhar em si acredita nas palavras, pois enxerga a boca, não vê a mente e coração de quem lhe fala.
Quando o coração irmana à obra,os resultados aparecem e a beleza salta aos olhos de quem a enxerga com a alma.
Rib. das Neves-MG,(29.09.17).
Não leve a sério minhas palavras elas não sabem o que dizem. Não escuta meu coração, não enxerga minha alma, nem conhece de mim !
Posso fazer o que eu quiser da minha, pois minha mente enxerga longe e meu coração absorve o que é bom, e quanto pensarmos que tudo estará bem... Tudo ficará bem!
"...Meu coração está partido, cratera,
deserto, Grand Canyon, você enxerga
o meu sorriso, mas não as coisas que
ele anda te escondendo...🎶"
JO7∆'FS - RESQUÍCIOS
TENHO CERTEZA
O que é ter certeza? Alguém pode me responder? Se meu coração enxerga com clareza o que meus olhos não podem ver.
O sentimento é traiçoeiro eu sei, mas a razão também não é confiável, se ambas confirmam o que desejei como vou saber se tô errado?
No início meu coração gritava, mas a lógica não queria aceitar, com o tempo o que a razão falava já não fazia sentido escutar.
O tempo as vezes ajuda a não te fazer errar já diz aquele velho ditado quando encontrares o que é certo saberás porque das outras vezes não conseguiu acertar.
27/10/19
quando se enxerga o coração do planalto de um abraço. Diante desse horizonte – macio e vasto – há quem ache o amor uma moda acabrunhada, quem se empanturre de tudo o que permita que não se dê pela sua falta, e quem pressinta que amar é ver mais longe (de cada vez que os olhos se fecham devagarinho, simplesmente). Os primeiros perdem-se nos sonhos. Os segundos olham-nos de cima (e, supostamente, exultam diante da ventura de não sonhar). Os terceiros fazem dos sonhos o passadiço do amor.
Os que se perdem nos sonhos falam da ausência do amor, timidamente, evocando o cansaço. Ou reclamam-no, simplesmente, invadindo de ira todos os seus gestos. No fundo, temem-no, de tanto o desejarem (protelando-o, sempre, para depois). Vivem amarrotados pela distância que vai entre tudo o que sonharam e as brumas dos dias (que não lhes tiram os desejos nem lhos trazem, de surpresa). E dão-se conta dos sonhos que se perderam sempre que, por acidente, esbarram em relações de sonho.
Os que o olham de cima supõem que são as manhãs de sol quem abre as persianas pelo coração. Acham o amor uma relação fora de moda e o melhor que conseguem é encontrar a pessoa dos seus sonhos... para os próximos dias. Não compreendem que a sedução é uma defesa contra os abraços. E não concebem que a segurança seja contar com o amor de alguém (em vez de estar seguro que a pessoa com quem se conta não conte, seguramente, para mais ninguém).
Já os outros reconhecem que, quando ponderamos acerca do que gostamos numa pessoa, já não gostamos dela: reparamos nos pormenores. E que, quanto mais preponderante é um amor, mais a iminência da sua perda nos revolve. Sabem, por mais que não as tenham, que há relações que iluminam a alma e que incendeiam a paixão. E que serão elas a quem chamamos amor. E que esse amor faz do que temos cá dentro uma democracia que nos torna, a todos, iguais nos sonhos e diferentes na forma de os vivermos. E é por isso que, diante das falhas do amor, somos todos crianças desamparadas entre um colo e as cavalitas (como se amar com resignação fosse uma casa de chocolate que, depois de nos distrair, acaba por nos comer). E que o que dói na dor é viverem dentro de nós pessoas que, perante o nosso sofrimento, digam, por palavras nossas: Afinal, quem és tu?
Na verdade, amar é ver mais longe. Mais longe, até, do que se avista quando se enxerga o coração do planalto de um abraço. Saudar os sonhos com a inocência de quem procura neles um trilho especial. E perceber que tudo o que se sonha é pouco mais do que nada ao pé das relações que iluminam a alma e que incendeiam a paixão. E que só essas fazem dos sonhos o passadiço do amor.
