So Nao Muda de Ideias que Nao as tem
Já quis voltar atrás, mas percebi que Deus só anda pra frente. Entregar o passado não é rendição, é reconhecer que há um caminho maior que nossas voltas. Olhar adiante é aceitar que alguns capítulos existem só para ensinar, não para reescrever.
Já carreguei culpas que não eram minhas só pra manter a paz. Há um preço pela paz que não nos pertence pagar, libertar-se dessas culpas é reencontrar leveza.
O amor não precisa ser grande, só precisa ser sincero. A sinceridade do amor vale mais que gestos grandiosos, é nela que se mede sua verdade.
Em meio a cenários sombrios, você não precisa esperar pela luz. Escolha ser a faísca que, por si só, reacende a esperança alheia.
Quando o peito aperta até sufocar, Ele não só vira abrigo, mas sussurra a paz e sincroniza o ritmo da minha respiração.
Há um alívio que a lógica não alcança e a medida não capta. Ele só se revela no toque silencioso e profundo da Sua graça.
Não é a diminuição da carga, mas a certeza inegociável de não estar só que alivia o peso e me permite seguir.
Não se contente com a metade; busque a plenitude que só a verdade revelada pode oferecer à sua alma.
A esperança não é um fogo claro, é brasa enterrada. Só os que escavam com as unhas percebem o calor que resta. Nem sempre ressurge em clarões, às vezes é apenas um sopro. Mas esse sopro acende, pouco a pouco, a vontade de continuar. E eu sigo, carregando o pequeno lume como um sacramento.
O afeto verdadeiro não se pauta por retorno imediato. Ele planta árvores que só darão sombra para outros. Quem ama assim não contabiliza juros ou notas. Ama porque o mundo precisa de sombra e de fruta. E espera, paciente, que alguém sente a semente.
O mundo só respeita quem se levanta mais rápido. A superação não está em não ter feridas, mas em ter a atitude implacável de continuar a luta.
O coração ferido só cura quando a mágoa é exilada, a beleza não está em esquecer, mas em ressignificar. O tempo não tem que nos encantar, ele precisa apenas nos oferecer a maturidade de ver o perdão como um ato egoísta de libertação própria.
Não tenho medo da escuridão, pois aprendi a acender luzes dentro de mim, sou lanterna própria, sou fogo interno, sou chama que não se apaga.
O passado bate à porta às vezes, mas hoje eu só abro se for para aprender, memórias não me prendem mais, elas me guiam, com cuidado, mas guiam.
A vida não se revela como um mapa, mas como uma escadaria em névoa, só a fé no peso do calcanhar ilumina o degrau seguinte. É um ato contínuo de confiança cega, jamais um exercício de visão panorâmica.
