So Nao Muda de Ideias que Nao as tem
Meu caro Marte,
Eu não sei como começar essa carta, pois eu tenho tantas coisas para te dizer, mas não sei se você vai querer me ouvir. Sei que eu não fui honesto com você.
Eu me arrependo de tudo o que eu fiz, de tudo o que eu disse, de tudo o que eu não fiz. Eu me arrependo de ter te abandonado, de ter te esquecido, de ter te perdido.
Mas eu também me sinto confuso. Eu me sinto dividido entre dois mundos, entre dois sentimentos. Eu não sei se eu amo você, ou se eu odeio você.
Talvez você esteja com raiva de mim, com nojo de mim, odiando por mim. Eu sei que você deve estar pensando em me esquecer, em me perdoar, em me matar.
Eu não sei o que você vai fazer. Eu não sei o que você vai decidir, o que você vai escolher, o que você vai sentir. Eu só sei que eu preciso de você, que eu sinto falta de você.
Por favor, me dê uma chance, me dê uma resposta, me dê uma esperança. Por favor, me diga o que você quer, o que você precisa, o que você sente. Por favor, me ame, me odeie, me mate.
Com amor e confusão,
Saturno
Um homem não deveria chegar ao fim da vida com as mãos vazias e solitário.
Quando compreendemos o que é a condição dos velhos, não podemos contentar-nos em reivindicar uma “política da velhice” mais generosa, uma elevação das pensões, habitações sadias, lazeres organizados. É todo o sistema que está em jogo, e a reivindicação só pode ser radical: mudar a vida.
O homem não vive nunca em estado natural; na sua velhice, como em qualquer idade, seu estatuto lhe é imposto pela sociedade à qual pertence.
A pessoa melindrosa está sempre se sentindo vítima, acredita que não ofende ninguém, interpreta tudo do seu jeito para se sentir ofendida.
A liberdade de imprensa não é construída por robôs, o que é construído por robôs são as fake news.
"Redenção é ser invulnerável ao passado. Ainda que ele viva à espreita. O passado não está para ser reescrito, tampouco para ser ressignificado; certamente para ser assumido."
O poeta é um sujeito que não sabe das coisas.
As vezes o silêncio é a melhor maneira de nos vermos como pessoa.
Pois dar um salto adiante e não saber regrá-lo é realmente muito desconfortável.
"O mundo conta com a sua colaboração; ajuda-te, viva de um trabalho honesto, não se omita em se esforçar, a tua contribuição, pode ser um pingo d'água no oceano, mesmo assim é infinitivamente importante"
"A única coisa que conquistamos sem esforço é o sofrimento" Ademar de Borba
Quando não conquistamos nada na vida, somos criticados e quem sofre somos nós. Há pessoas que não conquistam nem mesmo aposentadoria".
Eu tenho muito medo de ficar velho. Não idoso. Idoso eu sou.
"Não adianta correr se estamos no caminho errado" Ademar de Borba. Está orientação serve principalmente para os jovens. Eles querem subir na vida, mas ao invés de se dedicarem aos estudos, preferem perder o seu tempo com jogos eletrônicos ou futilidades"
Nada faz sentido
Isso faz sentido?
Nada nesse mundo faz sentido
Você não faz sentido
Eu não faço sentido
Nós não fazemos sentido
O mundo não faz sentido
A vida não faz sentido
Não faz sentido dizer que nada faz sentido
E não faz sentido procurar sentido em algo que não tem sentido
A própria palavra sentido acabou perdendo o sentido
No fim, acho que isso nem fez sentido
Never More
I
Não te perdoo, não, meus tristes olhos
Não mais hei de fitar nos teus, sorrindo:
Jamais minh’alma sobre um mar de escolhos
Há de chamar por ti no anseio infindo.
Jamais, jamais, nos delicados folhos
Do coração como n’um ramo lindo,
Há de cantar teu nome entre os abrolhos
A ária gentil de meu sonhar já findo.
Não te perdoo, não! E em tardes claras,
Cheias de sonhos e delícias raras,
Quando eu passar à hora do Sol posto:
Não rias para mim que sofro e penso,
Deixa-me só neste deserto imenso...
Ah! se eu pudesse nunca ver teu rosto!
II
Ah! se eu pudesse nunca ver teu rosto!
E nem sequer o som de tua fala
Ouvir de manso à hora do Sol posto
Quando a Tristeza já do Céu resvala!
Talvez assim o fúnebre desgosto
Que eternamente a alma me avassala
Se transformasse n’um luar de Agosto,
Sonho perene que a Ventura embala.
Talvez o riso me voltasse à boca
E se extinguisse essa amargura louca
De tanta dor que a minha vida junca…
E, então, os dias de prazer voltassem
E nunca mais os olhos meus chorassem...
Ah! se eu pudesse nunca ver-te, nunca!
