So Nao Muda de Ideias que Nao as tem

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A espiritualidade não exige templos,
é a arte de habitar o agora,
a profundidade onde se
reconhece o mistério da vida.

Quando estou
dentro de ti:
não sou apenas corpo,
sou alma que encontrou o infinito.

Não ando sozinho,
carrego comigo a
humildade, sabedoria
e a proteção dos que
vieram antes.

Quem entende
a profundidade da
caminhada,
não teme o desvio.

Um coração
que rejeita
o outono
não aprende a
amadurecer a dor.

Bruxo/a
caminha
entre os ruídos
do mundo não físico
e escuta o que
não se diz:
a respiração
da Natureza.

O amor não é clausura — é voo que se faz a cada amanhecer.

Natal




Natal não é a data que aparece no calendário, mas o silêncio de alguém
que se aprende a escutar.
É pão repartido antes de ser explicado, é perdão antes de ser merecido, é a ética simples de um gesto pequeno que salva mais que discursos bem vestidos.
No ponto máximo da humanidade,
o sentido acontece.
Natal não termina à meia-noite.
Ele começa quando alguém escolhe ser luz num mundo mascarado de bondade, e o homem, por um instante, aprende que existir
é caber no outro.
Amar, depois do Natal,
é continuar o milagre de aprender
a partilhar quando o mundo grita.

O Natal acontece
para percebermos
que o sentido da vida
não se compra, constrói-se.
E que o Amor é
o melhor embrulho.

As pessoas são desonestas, insensíveis, invejosas, e falsas. Os humanos não fazem parte desta corruptível equipa.

A sabedoria está em não controlar a energia, mas em a escutar. Reconhecer quando a mesma pede expansão, quando exige recolhimento, e perceber que pensamentos e desejos não são coisas, mas sim fluxos.

O relógio marca a velocidade do tempo, mas não consegue soletrar
a velocidade das ausências.

Por vezes, quebrar regras
não é desordem:
é fidelidade ao que
ainda não existe.

No fim, o que contou não é o que deu certo, é o que nos transformou.
Uma vida sem riscos pode ser longa,
mas raramente é memorável.

Ir não é afastar-se, é querer ser
do tamanho do horizonte.

A lua cheia não
ilumina a noite:
ensina-te a atravessá-la.

Há abraços que não
se desfazem,
mesmo quando
os braços se soltam.

Viver no agora, não é reduzir a vida ao instante, mas aceitar que é somente no instante que a vida pode ser transformada.
É um acto de reconciliação com a própria alma e com o tempo.

Sobreviver à injustiça é como recuperar de uma mordida de cobra, algo que ela não conseguiu destruir: a consciência de que o veneno diz mais sobre quem o carrega do que sobre quem foi mordido.

Dividimos a estrada,
mas não os silêncios.
Cruzamos olhares,
mas não as tempestades.
E ainda assim, seguimos
caminheiros de horizonte, mas
estranhos na travessia.