So Nao Muda de Ideias que Nao as tem
Deus não nos força a nada, dá-nos toda a liberdade para escolhermos ser felizes ou errar, e ajuda-nos a emendar o erro se for essa a nossa vontade.
Já que todos fazemos parte d'Ele, Ele sente o bom e o mau em nós.
Então melhor fazê-LO feliz todos os dias da melhor maneira que soubermos e com certeza que sentiremos a mesma felicidade em nós.
Saber que não podemos ver Deus e amá-lo e esperar dele a força na hora das aflições e a alegria depois da prova ultrapassada é fé.
Não duvides da força que te pode mover para além deste pobre mundo visível!
Quantas vezes não percebeste donde surgiu a ajuda certa, aquela que te tirou do fundo do poço, de um mau caminho, de um vício ou mesmo te livrou de uma má pessoa...
Deus mostra a verdade e nos livra tantas e tantas vezes da ilusão!
E nós choramos em vez de lhe agradecer!
Tantos anjos nos acompanham e ajudam a ultrapassar as provas que temos que passar. Para nosso bem, não nos podem livrar de evoluir e muitas vezes só pela dor alcançamos a sabedoria precisa , para pôr fim a ciclos de vida, mas eles se mantém ao nosso lado para dar força.
Não queiras ser quem tu não és!
Tu não precisas de ser igual a ninguém, não te deixes cegar pela Luz dos outros, tu tens luz própria, acende-a e preocupa-te por mantê-la acesa.
Deixa que os outros brilhem e iluminem o teu caminho, apenas, quando a tua luz esteja enfraquecida e não te esqueças, mostra gratidão e humildade.
Na simplicidade aprendemos que reconhecer que precisamos dos outros, não nos diminui, mas nos engrandece.
Assumir nossa ignorância exige muita humildade neste mundo.
Não podemos ajudar quem acha que sabe tudo, o orgulho não deixa aprender, torna-nos arrogantes e dos arrogantes ninguém sente falta!
O orgulho não nos faz bem, adoece-nos a alma!!!
O coração se o calas, o corpo fala. As pessoas ficam doentes porque cultivam e guardam as coisas não digeridas, dentro do coração.
Se tiveres consciência que a tua alma pertence a Deus, serás guiado.
Não acumules raiva, ódio, esqueçe a razão e cuida do coração
Não será este um dos propósitos de todas as almas?!
Procura que a tua alma vá leve no dia da tua partida, rápido chegarás ao teu destino.
Sinto falta de tudo, mas o seu colo, não há melhor que o acalento do seu peito, seu abraço, seu calor. Boa noite!
A juventude está em ter sabedoria mas não envelhecer com a idade dos homens. Porque ser jovem é ser consciente de que a velhice não significa envelhecer e sim aproveitar a vida!
“Toda a crítica que não obedece a um princípio ético deixa de ser crítica e passa a ser uma ofensa à integridade do outro ser.” Furucuto, 2026
Algumas despedidas não levam apenas alguém.
Levam pedaços de nós.
Lúcia Barros. Morreu 20 de janeiro 2017
Não quis vir de mãos vazias; trouxe suas flores preferidas, as tulipas, meu amor. Em cada pétala deixei cuidado, saudade e promessa. Que ao tocá-las você sinta meu coração chegando antes de mim, em silêncio, dizendo: estou aqui.
Te amo.
A escuridão é a ausência da Luz, e aqueles que nela habitam não suportam os corações iluminados pela Presença de Deus.
O MELHOR SORRISO
É aquele que vem da alma
De um jeito que contagia
Sorrir não precisa de motivos
Basta ter alegria.
O sorriso ilumina a vida
Não precisa de fantasia
O mundo fica colorido
Sorrir é uma poesia.
Quem sabe exibir um sorriso
É capaz de transmitir amor
Uma boa gargalhada
Demonstra bom humor.
Sorria com o coração
De forma contagiante
Espalhe o melhor sorriso
Suave ou extravagante.
Sorrir não precisa de maquiagem
Ele transborda emoção
Quem recebe é um brinde
Benefícios e admiração.
Irá Rodrigues
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Eu não comecei pela filosofia.
Eu cheguei nela por insistência.
Insistência em entender por que certas ideias organizam o mundo e, ao mesmo tempo, machucam as pessoas. Insistência em perceber que nem todo conhecimento liberta — alguns apenas sofisticam a violência. Insistência em não aceitar respostas prontas, principalmente quando elas vêm embrulhadas em moral, salvação ou promessa.
Quando olho para trás, vejo um caminho estranho, não linear, mas coerente.
Começa com Sócrates.
Ele diz que nada sabe, mas inaugura um tipo de saber que desautoriza todos os outros. Tudo passa a ter que ser explicado pela razão. O mito vira erro. O sofrimento vira falha de compreensão. A vida passa a precisar fazer sentido para ser aceitável. Ali, algo se perde: o simbólico, o trágico, o que não se resolve.
Platão organiza esse erro. Cria um outro mundo, perfeito, verdadeiro, e rebaixa este aqui a rascunho. O corpo vira suspeito. A vida concreta vira insuficiente. A salvação é sempre fora, depois, acima. A singularidade já não importa tanto quanto a ideia.
Quando chego a Nietzsche, algo finalmente quebra. Ele não quer consertar o mundo, não quer substituir um Deus por outro, não quer fundar um novo ideal. Ele apenas desmonta a mentira e vai embora. Não promete nada. Não consola. Diz, em essência: a vida é isso — e agora aguenta. É duro, mas é honesto. E pela primeira vez não me sinto sendo conduzida.
Marx aparece com uma denúncia importante: a desigualdade, a exploração, o sofrimento material. Mas comete, para mim, o mesmo erro de Sócrates. Acredita demais na própria teoria. Acha que descobriu a causa última e que, a partir disso, o mundo pode ser reorganizado. Troca Deus por História, fé por sistema, salvação por revolução. Quando essa filosofia sai da estante e vira prática, vira também morte, imposição, gente reduzida a meio. Talvez o erro não tenha sido pensar — mas aplicar como verdade final.
Depois vem Foucault. Ele explica com precisão como funcionam os dispositivos de poder, os ambientes de privação de liberdade, a autoridade travestida de cuidado. A obra é brilhante. Mas algo me incomoda profundamente: ele ganha status falando sobre o cárcere, enquanto quem viveu o cárcere permanece invisível. Pior — o sistema aprende a linguagem da crítica, se apropria dela, e continua violentando de forma mais sofisticada, mais limpa, mais aceitável. A tortura não acaba. Ela se educa.
É aí que algo se esclarece para mim:
o conhecimento não é neutro.
Ele pode abrir horizontes, sim — mas também pode reforçar estruturas injustas, legitimar desigualdades e camuflar violência.
Eu sei disso não por teoria.
Eu sei disso no corpo.
Privação de liberdade não é conceito.
É porta fechando.
É decisão retirada.
É palavra desautorizada “para o seu bem”.
É cuidado que dói.
É tortura institucional que depois ganha nome bonito.
Quando alguém que nunca viveu isso fala com autoridade, é celebrado.
Quando quem viveu tenta falar, é silenciado, patologizado, desacreditado.
Isso me ensinou algo fundamental: há saberes que não cabem na teoria. Há verdades que não se transformam em conceito sem perda. E há experiências que, quando viram objeto de estudo, já foram traídas.
A tragédia grega me ajudou a entender isso melhor do que qualquer sistema filosófico posterior. Na tragédia, o sofrimento não tem moral da história. Não há redenção. Não há aprendizado edificante. Em Édipo Rei, tudo acontece, o horror se revela, e nada melhora. Ainda assim, há catarse. Não porque a dor é resolvida, mas porque ela deixa de ser solitária. O sofrimento não vira culpa individual. Ele vira condição humana compartilhada.
A tragédia não diz que a vida vale a pena.
Ela diz que a vida não precisa valer a pena para existir.
E isso, estranhamente, alivia.
No fim desse percurso, eu não virei filósofa acadêmica, nem teóloga, nem militante de nenhuma verdade. Eu virei alguém com anticorpos. Anticorpos contra mentira elegante, contra promessa de salvação, contra sistemas que dizem saber demais sobre a vida dos outros.
Eu pensei o dia inteiro. Questionei Sócrates, Platão, Nietzsche, Marx, Foucault. Atravessei filosofia, cristianismo, tragédia, poder, sofrimento. Meus neurônios pediram demissão. Ficaram só dois — Tico e Teco — repetindo: aguenta.
E valeu a pena.
Não porque encontrei respostas, mas porque alcancei clareza. Uma clareza sem conforto, sem missão, sem necessidade de contar para ninguém. Porque nem toda descoberta quer plateia. Algumas só reorganizam silenciosamente a forma como a gente vive, lê, escuta e não se deixa enganar.
Eu não vou sair por aí explicando isso.
Não por medo.
Por discernimento.
Nem todo mundo quer atravessar esse tipo de pensamento. E tudo bem. Eu atravessei. Isso basta.
Monalisa Ogliari
A máquina do tempo
Ainda não inventaram uma máquina do tempo.
Daquelas que fazem tudo voltar exatamente ao ponto antes da escolha errada.
Antes daquele caminho que você já sabia que daria errado, mas mesmo assim seguiu.
Não por ingenuidade.
Mas porque, às vezes, a gente precisa errar para encerrar.
A vida é cheia de bifurcações silenciosas.
Algumas oportunidades passam rápido demais.
Outras nos encaram de frente, exigindo decisão imediata.
Como aquela prova do concurso tão sonhado.
Horas de estudo, planos guardados, expectativas contidas.
E então surge ela: a questão que divide o destino em duas alternativas.
Você lê.
Relê.
Duvida.
Marca.
Dias depois, o gabarito revela o erro.
E junto com ele vem o pensamento cruel:
“Se eu pudesse voltar atrás…”
Mas não dá.
Diversas oportunidades surgem durante a nossa estada na vida.
Muitas deixamos passar. Outras até aproveitamos.
Mas é preciso atenção: a oportunidade de ouro quase sempre aparece uma única vez.
E o arrependimento de não tê-la agarrado não a trará de volta.
O tempo não devolve. Ele apenas substitui.
E alguém pode ter segurado o que soltamos.
É aí que mora o peso.
Não no erro em si,
mas na certeza de que estivemos perto.
Só que a máquina do tempo não existe.
E talvez isso seja um favor.
Porque se ela existisse, viveríamos presos corrigindo o passado
e nunca aprenderíamos a sustentar o presente.
O erro não veio para te punir.
Veio para te ensinar.
Talvez aquele caminho não fosse o seu.
Talvez aquela porta fechada estivesse apenas te protegendo de um lugar onde você não permaneceria inteiro.
A vida não se resume a uma prova, a uma escolha, a um único momento.
Ela se constrói na sequência.
Na insistência.
Na capacidade de aprender e seguir.
Nem tudo que deu errado foi perda.
Algumas coisas foram livramento.
Outras, preparação.
E o conforto, por mais estranho que pareça, está nisso:
o tempo não volta, mas também não para.
Enquanto houver movimento, há possibilidade.
A máquina do tempo não existe.
Mas a chance de recomeçar…
essa aparece todo dia, disfarçada de hoje.
Não sei amar
Não sei me relacionar
Não tenho paciência com nada
Não sou bom com gente nem com animais...
Nem comigo mesmo eu sei lidar!
Eu só sou bom com plantas
de preferência as que tem muitos espinhos
(Óbvio, assim como eu!) muita cor e muito perfume!
Eu acho que o nome disso é cansaço...
Burnout!
William Marques de Oliveira
