So Nao Muda de Ideias que Nao as tem
Embora a morte que deixa quase todos impactados seja só a morte física — muitos depressivos vivem à exaustão, de tanto morrer a prestação.
Embora a morte que deixa quase todos impactados seja só a morte física — muitas pessoas depressivas vivem à exaustão…
De tanto morrer a prestação.
Vitimando corpos que seguem em movimento enquanto o espírito já se despede em parcelas invisíveis, abatidos por uma dor que o mundo insiste em não querer contabilizar.
A depressão é, talvez, a forma mais lenta, silenciosa e medonha de luto: o indivíduo se despede de si mesmo gradualmente, sem flores, sem velório, sem alardes…
E o mais triste é que, ao contrário da morte física, essa não desperta o mínimo de compaixão — desperta julgamentos.
Às vezes, é muito mais fácil ver só fraqueza e frescura onde só há cansaço mental, e desleixo onde só há desespero, do que praticar a empatia.
Talvez um dia, quando entendermos que o sofrimento do outro também tem voz, ouçamos os que morrem devagar, antes que seja tarde demais.
Às vezes, a melhor festa na laje é aquela em que a convidada de honra só faz barulho para lavar nosso dia.
Noutros tempos, só pensávamos em churrasco na laje, agora, só pensamos em chuva na laje.
Agora as melhores festas na laje são aquelas em que a convidada de honra não traz música alta, nem risadas forçadas, nem fumaça de churrasco.…
Ela chega silenciosa na intenção, mas barulhenta na presença: a chuva.
E faz festa não para entreter, mas para lavar — o dia, a alma, o cansaço acumulado nos cantos que a gente já não alcança.
Noutros tempos, a laje era sinônimo de encontro, carne na brasa, conversa atravessada pelo riso fácil.
Hoje, ela se tornou mirante da espera.
Espera por nuvens carregadas, por um céu que se compadeça do pó, do calor excessivo, da exaustão que já não se resolve só com celebração.
Mudamos o cardápio: trocamos o excesso pelo alívio.
A chuva na laje não exige anfitrião, nem lista de convidados.
Ela chega quando pode, fica o tempo que quer e, ao partir, deixa tudo diferente — não necessariamente resolvido, mas respirável.
É uma festa sem fotinhos, sem brindes, sem sobras…
Só o som da água lembrando que nem todo barulho é invasão; alguns são cuidados.
Talvez o tempo tenha nos ensinado isso: há dias em que não queremos comemorar, apenas lavar.
E, nesses dias, a laje continua sendo lugar de encontro — não com os outros, mas com aquilo que sabe nos escutar e ainda nos permite recomeçar.
Só os tolos acreditam sentir a presença de Deus nas orações contaminadas pelo Discurso de Ódio.
Há orações que sobem como súplica, e há discursos que apenas ecoam ressentimento.
Quando a palavra se veste de fé, mas carrega ódio no tom, ela deixa de ser ponte e vira muro.
Deus não habita a violência disfarçada de devoção, nem se manifesta onde a dignidade do outro é negada em nome de uma verdade supostamente sagrada.
Porque a verdadeira oração não nasce da garganta — nasce do coração.
E um coração mal-acostumado a odiar, perde, pouco a pouco, a capacidade de reconhecer o Sagrado.
Os tolos acreditam sentir a presença de Deus em orações contaminadas pelo discurso de ódio, porque confundem barulho com transcendência e fervor com virtude.
A fé que agride não ora: acusa.
Não intercede: sentencia.
E não busca comunhão: exige submissão.
Não adianta fechar os olhos para rezar, mas permanecer de olhos bem abertos para ferir.
Nem juntar as mãos para orar, mas usá-las para apontar, excluir e atacar.
E, ainda assim, acreditam que Deus habita nessas palavras envenenadas, como se o Altíssimo fosse cúmplice das baixarias humanas.
Usam a mesma boca para abençoar e amaldiçoar, e mesmo assim esperam ser ouvidos.
Mas não é Deus quem os escuta — é apenas o eco da própria intolerância, devolvendo-lhes a agridoce ilusão de santidade.
A oração que não transforma o coração de quem a faz, dificilmente tocará o céu.
Pois onde Deus se faz presente, há silêncio que educa, compaixão que desarma e uma inquietação ética que impede o ódio de se ajoelhar como se fosse fé.
Porque onde o ódio se instala, a presença divina se ausenta.
E onde a oração é usada como arma, o céu não responde — se cala.
Ai dos que se atrevem a usar o Soberano nome de Deus para se esconder, aparecer e se promover.
Pedirão e não receberão, buscarão e não encontrarão, pois dos céus nenhum sinal lhes será dado.
A imagem de
“forte o tempo todo”
só é vendida nas gôndolas da falta de opção.
Essa imagem muitas vezes não nasce da coragem, mas da falta de escolha.
É uma armadura vestida quando não há espaço para fraquejar, quando o mundo exige produtividade, controle e respostas prontas, mesmo em dias em que tudo o que existe é só o cansaço.
Ser forte, nesse contexto, vira sobrevivência — não virtude.
Ninguém é forte o tempo todo.
E nem deveria ser.
A força constante quase sempre desumaniza, silencia dores legítimas e transforma vulnerabilidade em culpa.
Há uma força mais honesta em admitir o peso, em parar, em pedir ajuda, em permitir-se sentir.
Porque a verdadeira resistência não está em nunca cair, mas em reconhecer os próprios limites e ainda assim continuar, um passo de cada vez, do jeito que dá.
Às vezes, o barco resolve balançar um pouquinho mais, só para nos lembrar que o Filho do Homem tem autoridade até sobre a tempestade.
Quando eu era mais medo que fé, olhava mais para as águas agitadas…
Agora, sendo mais fé do que medo, já posso Vê-lo, vindo ter comigo, caminhando por sobre as águas!
Ele sempre está agindo!
Aos meus — consanguíneos e em Cristo — tende bom ânimo!
Meu Pai só permitiu à Tristeza me abraçar até a minha alma aprender a chorar, porque Ele já havia tecido Lenços de Misericórdia.
Há dores que não chegam para nos destruir, mas para nos ensinar a linguagem que antes não sabíamos falar.
A Tristeza, quando autorizada pelo Pai, não vem como castigo, vem como professora silenciosa.
Ela nos abraça não para nos aprisionar, mas para que a alma — ainda rígida, ainda orgulhosa de resistir — aprenda a chorar.
Embora haja choros de remorsos e infortúnios, chorar é um verbo sagrado.
Ainda que muitos infalivelmente fortes considerem fraqueza.
Mas admitir isso seria também admitir que o Filho do Homem fraquejou.
É quando o coração finalmente admite que não é de ferro, que precisa ser cuidado, que não foi criado para atravessar desertos sozinho, longe do Pai.
E Ele sabe disso.
Por isso, Ele não impede o abraço da Tristeza de imediato.
Ele permite o tempo exato: nem um minuto além do necessário, nem um segundo aquém do aprendizado.
Enquanto a alma aprende a chorar, o céu trabalha em silêncio.
Cada lágrima encontra um destino, cada soluço é ouvido, cada queda é contada.
Antes mesmo que o pranto escorra pelo rosto, Lenços de Misericórdia já estavam sendo tecidos — fio por fio, com paciência eterna, do tamanho exato da dor.
Esses lenços não apagam a história, mas secam o excesso de peso.
Não negam a ferida, mas impedem que ela infeccione.
São gestos suaves de um Pai que nunca esteve ausente, apenas respeitou o processo.
Quando a Tristeza se retira, não leva consigo a fé; deixa uma alma mais humana no lugar, mais inteira, mais capaz de consolar.
Porque quem foi enxugado pela Misericórdia aprende, um dia, até a ser lenço nas mãos de Deus.
Quem sabe a dimensão do barulho de um diagnóstico é só quem o vive, os que fazem disso um espetáculo, só imaginam.
Os que atravessam o instante em que um diagnóstico cai sobre a própria vida, sabem: não é apenas uma palavra, é um estrondo que reverbera por dentro.
O barulho não vem do som, mas do silêncio que se instala depois — aquele em que o futuro precisa ser reaprendido, os planos se recolocam em caixas frágeis e o coração passa a ouvir demais.
Para quem vive, o diagnóstico não é manchete nem assunto de corredor.
É matéria de oração, de medo contido, de coragem silenciosa.
E é o peso de ter que continuar respirando enquanto a alma tenta entender o que mudou sem pedir permissão.
Já os que transformam isso em espetáculo ou comentário ligeiro escutam apenas o eco distante.
Imaginam o impacto, mas não conhecem o abalo.
Confundem curiosidade com empatia, opinião com presença e ruídos com cuidado.
Talvez por isso, diante do diagnóstico alheio, o gesto mais humano não seja perguntar, expor ou explicar — mas silenciar, respeitar e permanecer.
Porque há dores que não pedem palco, mas abrigo.
E há barulhos que só quem os escuta por dentro sabe o quanto ensurdecem.
A mentira repetida só vira verdade por ser uma das moedas que custeiam o aluguel das cabeças desocupadas.
A verdade nunca dói, o que dói é o fato de ela diferir das nossas vontades.
E a mentira não cria raízes por força própria.
Ela precisa de solo fértil: mentes desocupadas, críticas adormecidas e consciências terceirizadas.
Repetida, não se transforma em verdade — apenas em hábito.
E hábito, quando não questionado, passa a ser confundido com realidade.
Há quem alugue a própria cabeça por conforto: pensar cansa, duvidar exige coragem e confrontar narrativas cobra um preço muito alto.
A mentira paga esse aluguel com promessas fáceis, inimigos prontos e explicações que dispensam reflexão.
Em troca, exige apenas silêncio interior e obediência ruidosa.
Mas a verdade nunca foi aceita como moeda corrente.
Ela às vezes pesa demais, incomoda, desalinha certezas e devolve ao indivíduo a responsabilidade de pensar.
Por isso, circula muito menos.
Não porque seja fraca, mas porque recusa ser aceita sem resistência.
No fim, a mentira só prospera onde o pensamento crítico tirou férias ou nem sequer existiu.
E talvez o maior ato de rebeldia hoje seja reocupar a própria mente — expulsar o inquilino confortável da repetição e devolver à verdade o espaço que sempre foi dela.
Você ai garota,
Dos óculos circulares
Que estão pendentes
Sobre teu rosto.
Só quero que certifique-se
De que a tua vida
Mantenha-se assim, tão pura
Quanto ao resplandecer das estrelas.
Que continue assim tão doce,
Quanto aos teus sorrisos envergonhados
Que ocasionalmente lhe escapam.
Esta poesia é para você ai garota,
Dos cabelos castanhos.
Que tem uma alma ate bela por demais.
Era um casal,
no fim de um espetáculo
dançando uma música qualquer
que só tocava na cabeça dela,
no meio da multidão
que caminhava em direção
para casa, e não em um
novembro qualquer.
Todos olhavam
ninguém entendia
o que estava acontecendo
mas era diferente,
bonito de presenciar eu diria.
[O primeiro raio de sol que cruza a janela]
A caridade
só pode existir,
num mundo
que abandonou
a solidariedade.
Numa sociedade
solidária,
existe justiça social,
equidade, humanismo,
compaixão engajada,
equilíbrio horizontal.
Não há espaço
para personagens
caridosos
e ninguém precisa
das migalhas
de seres benevolentes
e superiores.
09/06/23
Michel F.M.
"Quem acredita que o dinheiro compra o respeito, na verdade só aluga a conveniência alheia; o respeito real nasce da humildade, não do saldo bancário."
Da vida só levamos o essencial: os momentos vividos! Por isso viva a vida com alegria e com muito amor no coração."
Somos
quase todos
Juízes Seletivos:
só condenamos pecados que diferem dos nossos.
Talvez haja algo de profundamente humano — e perigosamente confortável — em apontar o dedo para aquilo que não nos espelha.
Condenamos com muita firmeza o erro alheio, desde que ele não dialogue com as nossas próprias falhas.
É uma justiça que não nasce do compromisso com o certo, mas da necessidade de preservar a própria imagem.
Quando o erro do outro é distante do nosso, ele nos parece mais grave, mais imperdoável, mais digno de punição.
Mas quando nos reconhecemos na falha — ou na pessoa detrás dela —, ainda que parcialmente, nossa régua muda: relativizamos, contextualizamos, buscamos compreender.
Não há Passação de Pano gratuita: ela nasce da identificação, do pertencimento.
A mesma ação pode ser vista como crime ou deslize, dependendo de quem a comete — ou de quem julga.
Essa seletividade não é apenas hipocrisia; é também um mecanismo de defesa.
Admitir que o erro do outro se parece com o nosso exige muita coragem.
Exige desmontar a ilusão de superioridade moral que sustenta muitos dos nossos julgamentos.
É mais fácil condenar do que refletir, mais simples punir do que reconhecer.
O problema é que essa lógica distorce totalmente a nossa percepção de justiça.
Passamos a viver em um tribunal invisível, onde cada um absolve a si mesmo enquanto endurece a sentença do outro.
E, nesse processo, a empatia se enfraquece, o diálogo se rompe e a compreensão dá lugar ao rótulo.
Talvez o verdadeiro exercício moral não esteja em julgar menos, mas em julgar melhor — com a consciência de que somos, todos, imperfeitos.
Reconhecer isso não nos torna coniventes com o erro, mas nos torna mais honestos diante dele.
Afinal, a justiça que ignora a própria fragilidade corre o risco de se tornar apenas vaidade disfarçada de virtude.
Muitos acreditam que provocar ciúmes aumenta a atração, mas na verdade, isso só afasta a pessoa e só destrói a conexão.😕
Céu de Marte
Eu só queria ter o poder de sobrevoar os teus sonhos para aterrissar diretamente no mais profundo do teu coração,
um dia vou realizar meu desejo de te levar para Marte, lá te apresentarei a paisagem mais bonita já vista pelo homem, te apresentarei a pintura mágica, te mostrarei o quadro mais bonito pintado pelos deuses, sim eu te apresentarei o céu de Marte,
e será a frente desta imagem incrível que eu pedirei a tua mão.
Fortuna
Seguramente eu senti contigo o meu coração bater de um jeito que só você me fará sentir de novo,
ao teu lado de dentro pra fora e de fora pra dentro eu sinto a liberdade, sinto a abundância do amor,
enquanto o avião sobe e o navio desbrava, o soprar dos ventos entre as montanhas sentem o "boom" da vida acontecendo,
ao redor do mundo o meu coração deu muitas voltas até encontrar o teu,
a minha fortuna também é imaterial, pois todos os dias eu acordo e sinto ela do meu lado.
Juntos...
Só algumas horas juntos foram o bastante para o coração inflamar, a mente expandir e o corpo sentir saudades,
No elo, no eco, nos porões ou nas galáxias da vida é sabido que iniciamos nossa história e nunca conheceremos o final dela.
