So Nao Muda de Ideias que Nao as tem
A ânsia de grangear as riquezas materiais desvia-nos das verdadeiras riquezas reais. Nessa louca odisseia, gastamos o que mais precioso existe em nosso finito tesouro, o tempo. E emriquecidos dos tesouros materiais, já não temos onde buscar créditos de tempo para desfrutar de todas as nossas conquistas pessoais, porque gastamos o precioso tempo que não volta nunca mais.
Dizem que tempo é dinheiro, mas o tempo é preciosidade como a vida, e tal como a areia na ampulheta, vai se esgotando naturalmente até ser extinta.
O tempo passa, as coisas mudam, e até o que outrora era imposição por castigo, um dia passa a ser opção de vida, literalmente.
O tempo passa, como a chuva que cai, suas águas seguem seu destino. Assim é a vida, as muitas vidas são como as muitas águas das chuvas, vários destinos sem retroceder nas suas respectivas jornadas. O tempo é riqueza para ser bem gastada, não tem crediário, o pagamento é a vista, imediato.
Viver, ouvir e ver, lutar e vencer. Vida em ação, rios que correm no ser, a jorrar em plural direção, impelido pelo emanador da vida, o coração.
Solitário em meio a multidão, ressequido imerso ao mar, distante de tudo mesmo rodeado de gente.
Antagonismo que submerge o ser, mera expectativa em sobreviver.
Vem, vamos seguir em frente, como as águas de um rio, que jamais retrocede. Seguindo, deixaremos um pouquinho de nós no caminho, qual a água do rio, que encharca suas beiras, hidratando árvores e plantas rasteiras, dando vida enquanto se despede do seu lugar original, se lançando a imensidão do oceano, de igual modo, nos adrentaremos na imensidão do acaso, no porvir, onde tantos quantos foram, não retornaram para nos contar como estão, que a vida é intensa em lapsos temporais, momentos únicos que não voltam jamais. Portanto, vida = viver intensamente direção ao além.
Ninguém é pleno em conhecimento, mas todos dependem uns dos outros, sucessivamente, e dessa forma, o conhecimento se acumula e favorece a coletividade, de geração em geração.
A pervesidade se homizia nas trevas, desejos malignos de outrem contra alguém. Espreitando os dias para se regozijar das adversidades sucumbenciais na vida de terceiros, que gratuitamente elegeram como algozes. Mas o bem e o mal são sementes as quais disponiveis estão para semearmos deliberadamente. Logo, não colheremos, senão, aquilo no qual temos semeado.
Se amar, amarga vida.
Se amor, a dor sofrida.
Se buscais uma saída.
Delongas idas, segue em seu labor, ama em todo tempo, o desejado amor.
Viver ou sobreviver? Eis a questão do ser. Quem se iludide vive bem, se compreendes a realidade, sobreviver é o que se tem.
Em silêncio eu gritei, o desespero alardeou? Lancei palavras ao vento, e ninguém escutou.
O terror diário alucina, quem o sonho abandonou. E num instante fecha-se as cortinas, e o espetáculo então findou.
Descompromissado com meu eu a despir em textos meu. Deixo me levar em palavras sem sentido, e provavelmente com toda intensidade em meu ser, manifestos nos mais complexos sentimentos desconexos da realidade fática que me oprime.
Sei lá sabe? Neste pensamento acelerado, submerso em tantas palavras, gerindo as glossolálias exprimidas, mediante um aflito espírito atônito, confrontando o silêncio sepulcralde respostas inalditas, doa mistérios ressurgentes, que abarca toda a vida.
Quem se importa com uma vida torta, esperando a porta se abrir?
Quem desentorta, ou salva uma vida morta, que perambula por sair?
De onde menos esperamos é que se manifestam as decepções, pessoas que consideramos repentinamente ferem os nossos corações. Lições para a vida, breves reflexões.
Vou indo, na estrada da vida, seguindo em frente, em constante partida. Porque o corpo continuamente se refaz, até o dado momento que não mais, terá a capacidade de restaurar a vida, mesmo até, em seus tecidos epiteliais. Sim, os corpos seguem à extinções, e o que fica nesta vida são as memórias, principalmente, as que marcaram os nossos corações.
