So Nao Muda de Ideias que Nao as tem
Ter depressão é se sentir vazio.
Ter depressão é sentir um oco no peito.
Ter depressão é se sentir amortecido.
Ter depressão é não levantar da cama.
Ter depressão é não ter vontade.
Ter depressão é se afastar do mundo.
Ter depressão é se afastar dos amigos.
Ter depressão é não fazer mais o que gostava.
Ter depressão é sentir medo.
Ter depressão é ter ansiedade.
Ter depressão é parar de se amar.
Ter depressão é não se gostar mais.
Ter depressão é não gostar mais de viver. Ter depressão é um pico de felicidade.
Ter depressão é um pico de tristeza.
Ter depressão é não entender a razão do viver.
Ter depressão é não entender a razão do seu viver.
Ter depressão é não gostar da razão do seu viver.
Ter depressão é querer se revoltar contra o mundo.
Ter depressao é não poder.
Ter depressão é estar preso na cama.
Ter depressão é não ter vontade de viver.
Ter depressão é não conseguir comer.
Ter depressão é não conseguir dormir.
Ter depressão é nem tomar banho.
Ter depressão é ter uma doença que ataca em silêncio.
Ter depressão é ter uma doença que mata lentamente.
Ter depressão é viver com medo de ser feliz.
Ter depressão é ter medo de momentos bons.
Ter depressão é não pensar.
Ter depressão é não entender.
Ter depressão é não aguentar mais.
Ter depressão é ter pensamentos horríveis.
Ter depressão é ter tristeza.
Ter depressão é não conseguir raciocinar.
Ter depressão é não conseguir sentir.
Ter depressão é provocar a dor em busca do sentimento.
Ter depressão é ter medo de ser amado.
Ter depressao é ter medo que tudo dê errado.
Ter depressão é se culpar por estragar tudo.
Ter depressão é não conseguir sair na rua.
Ter depressão é não conseguir trabalhar.
Ter depressão é ser incapaz de comprar uma blusa.
Ter depressão é hesitar de sair com seus amigos.
Ter depressão é não querer ir para escola.
Ter depressão é ouvir que você tá fazendo drama.
Ter depressão é perder o sentido de tudo. Ter depressão é desistir de tudo!
"Para o indivíduo, o sofrimento pode ser o princípio da sabedoria. Para a comunidade, é o motor da violência, que puxa o carro da história na direção da fornalha ardente em cuja beirada um cartaz anuncia: 'Justiça e Paz'."
Dez de que eu me lembro, eu nunca consegui me abrir com ninguém, durante toda minha vida participei de grupos de tipos de pessoas diferentes, eu tentava ser como elas, tentava me encontrar em algum lugar desse mundo, mas nunca me encachei em grupo nenhum. Por isso, hoje estou completamente passando por tudo sozinho, tentando me descobrir sozinho, só que com isso, como eu nunca coloco nada para fora, sempre guardo para mim! Acho tudo o que eu sempre guardei e escondi em mim, está querendo sair, mas só que não um por um como eles vieram e sim todos de uma vez. Não sei se consigo sobreviver se eles saírem de uma vez só, estou fazendo o máximo segurá-los, mas infelizmente todos os dias eu guardo mais e mais coisas em mim, desculpe mas já virou hábito e uma coisa que para mi não tem mais escolha. Então acho que estou totalmente perdido, e não tenho saída.
Música silente
Postas mãos...
brancas, taciturnas,
alvas feito Jasmim
na primavera...
Noturnas!
Nenhum toque de gaita,
à boca se desenhou.
Era o fim... Porque a canção se cansou.
Nenhum sopro... Nem tom.
Borboletas azuis pousam na tela,
voando dos pincéis, outrora em suas mãos,
e agora, voam pelos ares em procissão...
Tudo silente, emudeceu
A canção se cansou e dentro da gaita se recolheu.
Tristeza de criança
Criança, eu queria estar contigo nas ruas da sua infância.
Correr os campos e jardins com flores.
E dar-te os olores
que a vida te negou.
Queria trocar nossos sapatos,
talvez gostasse mais dos meus.
As minhas roupas (das sobras também), te daria.
Mentiria... Por um sorriso de quem ganha um novo presente...
E você nunca saberia que eu houvera trocado meu riso
pelo teus tristes olhos, contentes!
Fim
Faltam-me palavras para o adeus.
Eu sei... Nunca fui prioridade.
Mas sei o qto te amei.
E a cada vez se distanciando vai,
longe dos sussurros meus, pedindo que fique,
e olhe nos olhos e não se torne em saudade,
esse amor que foi só seu.
Ouça, por favor, os meus ais!
Oh, quanto me ferem os Abrolhos,
quando tenho milhas a caminhar,
chorando. Que fatalidade!
Ou então fechar a cortina para não enxergar a direção...
Se é o caminho do Sempre ou o de volta, regressando.
Maldito amor
Maldita a hora
em que te fiz "meu amor...
" Que lancei-te "flor"
e no firmamento um canto desesperado
e te marquei
"O sempre"
da minha
pobre vida,
mas que tornou esse canto,
gemido da minha dor.
Maldito! Maldito pecado
onde minha alma sufoquei
e quase a matei
por ter -te tanto amado.
Por isso Maldito serás,
e pela eternidade
por sobre minhas lágrimas, caminharas.
Teu riso jamais
terás por paraíso.
Por que se um dia me amaste,
tua dor terás por teu único resgate.
Maldito amor!
PRINCESA DO ACASO
Quisera eu ,
oh princesa do acaso!
Coroar-te com os mais Finos diamantes,
tua tiara enfeitada de rendas e véus
por sobre a fronte.
Quisera depois, depois,
oh realeza! deixar em tua última cama,
um nobre ramalhete de flores exuberantes,
os brancos jasmins a perfumar essa partida!
Nesse momento em que não se tem guarida...
Tudo é belo, mas triste!
É... esse dia existe:
A noiva fora encontrar seu amado,
enquanto a tudo assistimos, consternados.
Na natureza existe um ciclo infinito: do velho nasce o novo, o novo se torna velho; um dia, do velho surge um broto e começa tudo de novo...
Como um desenho na areia se perde ao encontro das ondas do mar, sinto - me o desenho, e o mar o teu olhar.
Quando vem a me abraçar, vejo nossas aureas dançando no luar
Quando com intensidade me beija, torço para que aquele momento eterno seja.
Oras como podes eu de novo me apaixonar ?
Como podes à uma pessoa meu coração em pedaços entregar?
Perguntas que me atormentam ao adormecer, contudo, sonho contigo e á desejo ao amanhecer.
Agora, desejo apenas o seu amor se assim posso dizer, ao seu lado feliz vamos nos fazer.
Nosso futuro vamos escrever, e aos maus olhados, vão nos ver juntos vencer.
Flores de hera
Por ti, na primavera
Caminhei na chuva
Em busca das flores de hera.
Mas sobre ti me enganei...
Tal qual a hera, que não produziu flores
Nem mesmo no fim da primavera.
Esse amor infértil
Também nunca me ofereceu nada
A não ser anoiteceres e madrugadas.
Nunca sozinho um ninho fez para sua amada.
Nem derramou pétalas sobre nossa cama desarrumada.
Porém, tal qual as flores de hera!
Nem um ramo me oferecia.
e nunca, nunca, a mim, tentou ser primavera.
Eu sou
Sou a estrela -do -mar ou o mar das estrelas....
A moça da torre, na janela vendo o domingo passar.
E quem será ela?
E o domingo passa com as donzelas
nuas nas ruas e com as feias em trajes ultrajes.
Eu sou. E o que sou nunca vais saber.
Eu sou sua gota sorvida às margens,
as margens da vida, do seu próprio morrer.
Eu sou a estrela -do- mar ou o mar das estrelas.
VOU DAR UM TEMPO
E quando eu chorar
Vou dar um tempo
Um tempo de as lágrimas
Secarem.
Mas se for inverno
E a chuva cair
E as lágrimas não fugirem
A terra vai alagar.
Pode ser que ninguém vê
Porque talvez a terra
Esteja dentro de mim, de você.
Ou que o barro seja nós!
Pode ser que alguém se afogue
Nesse barro da infinitude.
Vou dar um tempo
Quando eu chorar
E pode ser que a terra esteja
A me habitar, ou aí dentro de você.
Se eu não der meu tempo
Vou me afogar.
