So Enquanto eu Respirar Vou me Lembrar de Voce
"Atualmente, quem se aprofunda é ridicularizado por quem só navega na superfície — e ainda temos que sorrir, para não sermos chamados de arrogantes."
Deus só vai agir na vida do ser humano quando ele deixar de acreditar em seus próprios méritos achando que é capaz.
Apesar do silêncio, só me faça falar se suas palavras forem capazes de me fazer arrepender de ter ficado calado
Nos olhos dela, só havia o brilho da infância.
Ainda não conhecia o peso do mundo e seus sussurros.
E os desejos fáceis começaram a roubar seu brilho.
Como pode a beleza se curvar a prazeres tão vãos,
quando sua luz teria sido mais pura, se mantida intacta?
O que poderia ter sido um jardim de alegrias verdadeiras
se perdeu em sombras que o mundo sussurrou com falsos encantos.
A terapia ajuda pessoas a se manterem saudáveis, mental e emocionalmente.
Mas só a espiritualidade ativa e consciente mantém corpo e mente em perfeita harmonia.
No mundo ocidental contemporâneo, só é reconhecido que fica rico, fazendo o que gosta, sem ser preso.
Não vire as costas para o teu irmão só por causa de sua aparência, pois muitos destes que se afastam, podem viver cheirosos e bem vestidos, mas de nada adianta isso pois a alma é podre e sombria. 22/05/2025
Só os fotógrafos têm o direito de duvidar. Quando vamos a todas essas regiões do mundo, enfrentando todos os problemas e desafios que você pode imaginar, nos perguntamos: sobre ética, legitimidade, segurança. E cabe a nós encontrar a resposta, sozinhos.
não houve justiça. nem perdão. só o costume de esquecer.
a professora faltou hoje.
mas ninguém perguntou por quê.
disseram que ela "estava estranha" há dias —
como se tristeza usasse crachá.
a vizinha do oitavo foi despejada.
levou um gato.
deixou uma planta na portaria.
ninguém subiu com ela.
ninguém ligou depois.
um amigo meu não responde mais.
não porque sumiu.
mas porque cansou de tentar explicar
por que dói mais quando dizem que você precisa seguir em frente
como se a frente existisse
pra quem ficou soterrado por dentro.
falam muito em cura.
mas quase sempre é cobrança disfarçada.
falam muito em perdão.
mas quase sempre é silêncio em cima da dor alheia
pra não estragar a estética do discurso.
ninguém quer saber o que te quebrou.
só querem que você pareça inteiro.
a mulher que denunciou
foi lembrada como “intensa demais”.
o homem que chorou
foi tachado de instável.
a criança que travou
foi chamada de birrenta.
não existe justiça
quando o critério é o incômodo que você causa.
nem perdão
quando o outro não acha que errou.
e ainda assim,
o mundo continua a se cumprimentar nas calçadas.
a desejar bom-dia
com a voz pastosa de quem não quer escutar resposta.
não houve reconciliação.
houve esquecimento.
que é o nome elegante do abandono.
a justiça virou post.
o perdão, estética.
ninguém quer reparar.
só remendar o que aparece.
e se você insiste em lembrar,
te chamam de ressentida.
te pedem leveza,
mas nunca te devolvem o que te tiraram.
ninguém paga.
ninguém volta.
ninguém segura a mão da criança que você era
quando a dor começou.
perdoar virou roteiro.
mas ninguém ensina a segurar o corpo
quando ele treme só de ouvir o nome.
a justiça falha.
mas o que mais dói
é ver quem sempre se calou
sendo cobrado por não reagir bonito.
a verdade é que a maioria não quer justiça.
quer tranquilidade.
e o perdão?
só serve se vier com laço e silêncio.
hoje,
eu vi alguém chorar no vagão do metrô.
ninguém olhou.
ninguém estendeu palavra.
mas todos pensaram:
“tomara que fique bem.”
como se torcer fosse gesto suficiente.
não houve justiça.
não houve pedido.
não houve volta.
mas houve alguém que entendeu
que continuar,
mesmo sem reparo,
tambem é um tipo de resistência.
e isso, aqui,
é o mais próximo que a gente tem do perdão.
sem justiça, sem perdão — só protocolo
ninguém é salvo.
alguns só têm boa assessoria.
há quem confunda resposta com redenção.
mas o que é dito publicamente
raramente se parece com o que sangra no privado.
o mundo aprendeu a pedir desculpas
como quem emite um recibo:
com data, com cálculo, com linguagem neutra.
desculpa hoje vem com asterisco.
com planejamento de imagem.
com legenda que diz “aprendi muito”
sem dizer o quê.
ninguém quer ser perdoado.
só esquecido.
e rápido.
a justiça também virou performance.
é lenta onde devia ser urgente.
é veloz onde devia ter escuta.
e se você gritar,
vão dizer que perdeu a razão.
se ficar em silêncio,
vão chamar de consentimento.
não há saída fácil
quando quem escreve as regras
também decide quem merece exceção.
no filme,
a ilha prometia liberdade.
e entregava anestesia.
a dor era arquivada.
os traumas, redesenhados.
o passado, editado para caber numa narrativa rentável.
não é ficção.
é estrutura.
é o feed onde tudo parece harmonia,
mas ninguém pergunta quem limpou o chão depois da festa.
o mundo não quer justiça.
quer justificativa.
e isso — isso é o mais desolador.
perdão, aqui,
não nasce de consciência.
nasce de conveniência.
e a paz?
ela existe —
mas só pra quem pode pagar pela versão limpa da própria história.
quem sobrevive,
sabe:
não há reconciliação onde o poder segue intacto.
há só o silêncio de quem entendeu tarde demais
que perdoar também virou moeda.
e que a justiça, hoje,
é só uma sala com espelhos.
e ninguém mais reflete.
Juliana Umbelino
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