So aquilo que Nao nos Pertence e que nos Completa
Envelhecer é quando o tempo começa a despir a alma de tudo aquilo que um dia usamos para agradar o mundo.
Aos poucos, caem as máscaras,
diminuem as pressas,
silenciam as vozes de fora
e aprendemos a escutar o que sempre viveu dentro de nós.
Já não importa tanto parecer.
Importa ser.
Já não buscamos tantos aplausos.
Buscamos paz.
O tempo pode levar a juventude do rosto,
mas, quando vivido com verdade,
faz nascer uma beleza que não envelhece: a da essência.
Talvez envelhecer seja isso:
deixar de viver para os olhos do mundo
e finalmente começar a viver para a verdade da alma.
O Direito começa na lei, mas revela sua grandeza quando consegue enxergar aquilo que a lei ainda não aprendeu a reconhecer.
Recebemos da vida aquilo que somos, aquilo que damos, aquilo que preservamos e aquilo que nos importamos. Se quisermos receber, temos que dar, doar e se empenhar o melhor que podemos ser. A vida é um espelho, o seu reflexo é o que emitimos.
Às vezes é necessário olhar para trás e ver que tudo aquilo que deixamos escorrer entre as valas comuns, tem um significado concludente. O que vias de fato necessitamos, nem as tempestades mais severas conseguirão derrubar.
O que nos impede de viver é a nossa incapacidade de entender que a vida nos dá apenas aquilo que precisamos.
Deixamos de lado tudo aquilo que nos leva ao auge da evolução por achar que o caminho é árduo. No entanto, procuramos o fácil que não nos leva a lugar nenhum.
Que seja dela a arte, as vísceras, e tudo aquilo que em mim se contradiz; seja dela a ambição que me devora, e o coração que nunca mais se quis.
Seja dela o reino que me invento, as conquistas, a glória e a euforia; sejam dela os versos que lamento, e a tardia luz da minha alegria.
Seja ela o canto derradeiro nos dias em que a tristeza me consome; e a canção que há de erguer-me inteiro, quando a glória novamente me der nome.
Seja ela, somente ela, sem princípio, sem razão, sem fim; pois, entre tantas coisas que há no mundo, que seja dela tudo o que há em
mim.
— Allamerk Benne
O comportamento humano é uma disputa permanente entre aquilo que declaramos valorizar e aquilo que nossas escolhas efetivamente recompensam.
Aquilo que chamamos nascimento e morte pode ser apenas alteração das relações entre elementos preexistentes.
Aquilo que chamamos realidade jurídica é frequentemente o resultado de incontáveis relações microscópicas entre interesses, comportamentos e instituições.
