Sinto falta do meu Passado
Pumba: Em alturas como esta, o meu amigo Timon diz: atira as costas para trás do passado.
Timon: Não, não, não, amador, está calado e cala-te! É: tens de atirar o passado para trás das costas.
O objetivo de vida do meu 'eu' presente será sempre ser superior ao meu 'eu' passado e sempre inferior ao meu 'eu' futuro. Dispor do mínimo de idealização de um 'eu' futuro soberano já nos torna superior. Mantendo nossos princípios apenas aprimorando-os. No futuro alcançaremos o que no passado era inalcançável. Ascenderemos à utopia da evolução. Praticando a caridade de uma totalidade de formas. Mas jamais presumindo que grandes transformações nos sucedem de um dia para o outro, ainda que seja possível...
Minhas memórias
Por vezes enxergou o meu passado e vejo a razão para lutar hoje, amanhã e para sempre.
O meu passado precisa servir do meu sucesso hoje.
O meu passado precisa ser o espelho do que sou hoje.
Esse passado não pode me tornar vítima da pobreza.
Esse passado me tornou o homem cheio de nobreza.
Essas memórias que reflectem o meu esforço diário.
O foco do que é vivido no mundo cheio de pobreza.
O passado, O passado me faz construir o bem estar de mim.
As minhas memórias, as minhas memórias
Conhecimento é tudo em minha vida! É o que me permite avaliar meu passado, entender meu presente, e desenhar o meu futuro.
Posso sentir vergonha e até não querer falar do meu passado, mas se ele fosse apagado, eu sei que não seria o que sou hoje.
Hoje começa o melhor tempo da minha vida.
As dores do meu passado estão do outro lado da porta, e agora uma nova fase se inicia e os sonhos vão sair do papel.
A roupa surrada e velha que não me cabe mais, também vou deixar para trás.
Desse momento em diante, vou deixar que milagres se manifestem em minha vida, pois acredito no "Deus" que em mim habita.
Até a hora que aqui escrevo, consegui sair de todas as tempestades,afirmo que não foi fácil atravessar os temporais da vida e os meus próprios demônios, mas hoje, agora, nesse exato momento, começa o melhor tempo da minha existência!
Ponto final, sem reticências.
Nildinha Freitas
Pedaços de um meu passado, aqui no MS...
O gado ali mugia, a noite estava fria, o pantanal a subir, reunimos toda a tropa, meu Ponteiro, peão experiente, na estrada a se perder, eram só quinhentos bois, chamavam feijão com arroz, quando com menos de mil, começávamos a subir! Ao longe escutava o berrante, do João bobo a estremecer, ponteiro quieto e amado, o João bobo afamado, ninguém sabia o porquê! Daquela triste alcunha a sina de bobo se ter, foi num amor de um passado, outro homem endinheirado, um patrão do bem viver, numa madrugada fria, chegou a ver sua guria, com o patrão se perder, voltara um pouco mais cedo, parecia que o enredo a trama ali se tecer, foi sangue para todo lado, nem mesmo o delegado quis ele ali o prender! Nunca mais tocou no assunto, o patrão virou defunto levou ela a morrer. No rebote ia o Chiquinho ao seu lado o Toninho, para o gado não se perder, meninos bons de parelha, nas mulas iam faceiros, cantando seus padecer, era moda de viola, aquelas tão bem chorosas, lágrimas a se descer! Nos desgarros o culatreiro, ao fundo muito ligeiro, manobrava o teu saber, dava gritos tão chorosos, se misturando aos mugidos, do gado que já nervoso, sentia a longa viajem que tinham a se fazer. Ao longe ainda se via os burros cargueiros e as bruacas, e o relampear das tralhas, nosso almoço a se perder! Adão era o cozinheiro, e preparava ligeiro, comidas, que só quem enfrentou a lida conhece o seu sabor, arroz de carreteiro, feijão gordo, paçoca de carne feita no pilão e carne assada no folhão, Adão procurava um rio, montava o seu fogão, tudo era impecável, as panelas areadas, com areia e sabão! Passou se então vinte dias a boiada conduzindo, chegamos num espigão, parei ali meu cavalo, fiz um pequeno ressalvo, montando meus pensamentos, viajei noutros sertões, me veio ali na mente, aquela que não foi crente e magoou meu coração, Maria Rita malvada, me abandonou na estrada, seguiu só seu coração, não quis saber do boiadeiro, pois quem tem pouco dinheiro, não deve ter coração, assim seguiu seu destino, me deixou como um menino, chorando pelos tendões, um coração magoado, um poeta apaixonado, nas estradas das solidões, assim se segue o boiadeiro, quando a noite chega inteira, na junta dos companheiros, em volta de um bom fogão! As lágrimas correm faceiras, molhando a nossa bandeira, chegam pedindo perdão, cada qual tem sua história, não são somente de glórias, são grandes decepções...
(Zildo De Oliveira Barros) 22/03/16 manhã
Quando vier te confrontar com palavras perdidas buscando humilhar o teu passado diz, o meu passado foi o que foi passou eu não preciso mudar o que está com o passado adormecido, no entanto hoje eu posso erguer a cabeça viver o melhor de mim.
Se fosse possível, eu ter uma relação com o meu passado, jamais haveria um futuro e nem tão pouco viver este presente... Vida louca vida.
Dor
As memórias ainda doem, meu passado ainda me condena e, a cada segundo, esse mesmo passado me atormenta. Depois de anos, sem saber onde estou ou para onde vou, sinto, às vezes, que esse passado não vai parar de me perturbar. Mas o que eu posso fazer, se o passado não muda? Não adianta eu olhar para ele e fingir que não existe ou nunca existiu. O mesmo passado que me perturba foi o que me fez ser quem eu sou. E, mesmo que eu não seja o mais feliz, eu sei que posso sorrir. Mesmo que eu não seja o mais bonito, eu sei que posso ser elogiado. Mesmo sem saber muito bem o que é o amor, eu sei que posso ser amado.
A vida é uma coisa engraçada. Ela coloca pontos de interrogação onde aparentemente já existia uma resposta. Mas o que eu deveria fazer com esses pontos de interrogação? Eu deveria resolvê-los? Ou simplesmente ignorá-los? No final, não importa o que eu faça com eles, pois, independentemente de como eu lidar com isso, vai me causar dor. E o pior é que esse nem é o problema, pois a dor ensina, a dor cria caráter, a dor gera vidas. A dor é necessária para continuar tentando e tentando. Às vezes, até eu mesmo penso: "Será que a dor vai parar? Ou será que ela vai continuar?" E, depois de muito tempo me perguntando a mesma coisa, cheguei a uma conclusão: ela não vai continuar e nem parar, ela sempre vai estar ali, pronta para me perturbar — seja com perguntas ou com respostas. A dor sempre vai me perseguir, não importa o quão rápido eu corra dela.
Existem vários tipos de dor: física, sentimental, psicológica etc. Mas como se lida com essas dores, se você não consegue lidar consigo mesmo? Como posso saber como combatê-las, se, nas minhas memórias, não me recordo de alguém ter me ensinado?
As coisas da vida são difíceis. Sempre vão ser. Mas não cabe a mim decidir quando tudo isso vai acabar — cabe a mim decidir enfrentar tudo isso. Mas como eu enfrento, se já desisti de mim mesmo? As pessoas falam para eu continuar, mas eu mal consigo me amar. Tento entregar um sentimento que, até um tempo atrás, estava apagado dentro de mim. Esse sentimento é o amor. Sim, aquele mesmo amor que pode causar o pior tipo de dor. Mas o amor não é mau — não quando se sabe amar. Às vezes, é normal achar que o amor vai te matar.
Amor — um sentimento, uma palavra, uma emoção, uma demonstração, uma coisa bela. O amor é tudo isso. Mas, infelizmente, o amor também é dor. Só que essa dor some quando, em minha mente, lembro que existe uma pessoa neste mundo capaz de me amar. E também sinto que esse amor que eu sinto por essa pessoa não vai me matar ou me sufocar. Quando as pessoas falam e os passarinhos cantam, eu tampo os ouvidos. Mas, mesmo de ouvidos tampados, ainda consigo ouvir aquela voz dizendo: "Eu te amo, meu amor. Eu sei que tudo isso vai passar." Mesmo que eu me coloque no lugar mais silencioso do mundo, ainda consigo me recordar daquela voz — aquela voz que me faz esquecer toda essa dor.
Desperdício é me procurar na minha escrita, poesia, na música, no meu passado, no meu olhar e no meu pensar e no meu sentir, pois estou em contante movimento me redescobrindo. @vvalentim
Não sou dos dias de hoje e sim um visitante do passado, perdido no tempo e espaço do meu romantismo, que julguei atemporal, romantismo este quase finado, que sobrevive na busca de alguém possa enxergar e sentir, não minha face ou embalagem do meu corpo, mas a minha essência, a minha luz e sentir sim o meu amor.
PASSADO EM BRANCO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Meu olhar frente ao seu direto ao vazio;
rompe o crânio, se livra e não tem nostalgia;
não encontra magia e não revive um tempo
que perdeu em miragens de felicidade...
Sua boca não diz, quando fala comigo;
tão apenas relata o necessário e pronto;
bate o ponto certeiro do assunto formal;
nunca bate com nada que meu pulso marca...
Eu a culpo do mal de não sentir saudade
a não ser da saudade que podia ter
se você se restasse de quem foi outrora...
Dói demais não sentir a mais longínqua dor
pelas cores e os traços que o tempo esvaiu
num amor transformado nesta folha em branco...
INDO EM FRENTE
Demétrio Sena, Magé - RJ.
O passado aquém do muro...
embrulhei o meu presente
em papel de futuro.
