Sinto falta do meu Passado

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Finalmente me dei conta, viver de passado deixo pro museu, porque comigo isso não rola. Tentei mesmo, nunca tentei tanto assim, mas você não quis dar valor. Pensou que eu ia correr atrás pra sempre? Sorry, não tô em forma e nem quero participar de maratona. É, cansei. Cansei de você sempre me tratar bem, dizer que sou isso e aquilo, de dar valor quando quer.. depois, diz que não dá, que isso e aquilo impede. Não quer compromisso? Que bom, não sou sobra mesmo! O resto é resto e de resto meu bem, ninguém vive. E outra, ate um pé na bunda te empurra pra frente.

Sim, nós podemos.
Não desista dos seus sonhos.
O futuro é feito do passado.

Faça o que e certo sempre o futuro e um espelho do passado.

DESABAFO

Sentimentos mornos,
alma gelada.

Brisa lavando, no rosto,
o passado quase apagado.

Distâncias internas
sem rumo, sem pernas.

Pele sem perfume,
poros sem arrepios.

Choro sem vela.
Vazio profundo.

De sobra, apenas o olhar
em busca de conexão com o mundo

Sou grata a Deus por mais um ano de vida. 🥳🤩❤️🙌🏽⁠

Essa noite eu posso ser eu mesmo (yah)
Mas também posso ser tudo que você quiser que eu seja

Gosto da minha solidão
do meu canto
do meu quarto
do meu silêncio ...

Não sinto nenhum incômodo
em ficar sozinha .

Pelo contrário ...
Vou delicadamente
me cuidando
e me regando por dentro .

O momento
em que me sinto mais feliz :
É quando fecho os olhos
mergulho profundo
esqueço toda dor
E me acaricio em alento .

Inserida por Paulamonteiro

Glória

Vive dentro de mim um mundo raro
Tão vário, tão vibrante, tão profundo
Que o meu amor indómito e avaro
O oculto raivoso ao outro mundo

E nele vivo audaz, ardentemente,
Sentindo consumir-se a sua chama
Que oscila e desce e sobe inquietamente;
Ouvindo a minha voz que por mim chama

Em situações grotescas que me ferem,
Ou conquistando o que meus olhos querem:
Príncipe ou Rei sonhando com domínios.

Sinto bem que são vãs pra me prenderem
As mãos da Vida, muito embora imperem
Sobre a noção real dos meus declínios.

(in "Dispersos e Inéditos")

A rã de Bashô
sai num pulo do haicai
dele para o meu.

Pequena, mas suficiente para mim, não depende de ninguém,
decorosa, e comprada com o meu dinheiro.

Porque quando alguém, meu caro, vangloria-se / de ser um homem honrado, depois de dar / a sua palavra, esta deve ser sagrada. // E mesmo que a estrada seja longa, feia ou bela, / custe o que custar, nem que ele tenha de ser morto, / mas a sua palavra deve ser mantida.

Só, tudo parece breu.
Um hálito ébrio vem de fora:
Estranho, mas é meu.

sol quente de outono
a mão do amigo morto
toca meu ombro

Folha de jornal
vem no vento ao meu pescoço;
cachecol de letras.

Manhã de frio.
Se fosse menino escrevia
Meu nome no vidro.

A porteira bate -
Do meu lado esquerdo,
A lua de verão.

meu cachorro velho
ouvindo com interesse
o canto do verme

Meu Deus, como ficam / sozinhos os mortos!

Maria-fecha-a-porta
ao toque do meu dedo:
ah plantinha tímida...

E por esta arte de conhecer os homens, digo-vos, meu filho, que se pode aprender, mas que não se pode ensinar.