Sinto a tua Dor
Quem teme a verdade é escravo da própria ilusão. Só quem enfrenta a dor de enxergar é livre de verdade.
Um kamorrista não é um homem comum — ele é forjado no atrito entre a fé e a dor, entre o ideal e o mundo real. Sua personalidade carrega a densidade de quem já sangrou em silêncio e seguiu em pé, não por orgulho, mas por missão. Ele não se curva ao politicamente correto, porque sua verdade tem raiz, e raiz não se arranca com vento.
O kamorrista tem um senso de honra inegociável. Sua palavra vale mais do que contratos e seu silêncio vale mais do que muitos discursos. Ele observa o mundo com olhos críticos, mas seu coração permanece fiel a Deus, à pátria, à família e à liberdade — pilares que sustentam sua identidade. Não espera o mundo ser justo para agir com justiça. Ele age porque sabe que a omissão também é uma forma de covardia.
Sua presença impõe respeito. Não por gritar, mas porque carrega autoridade de quem sabe o que defende. Ele ama, mas não se deixa enfraquecer pelo romantismo frouxo do tempo moderno. Ele é leal, mas sabe cortar laços quando a traição entra pela porta. O kamorrista é estratégico como um guerreiro, mas firme como uma rocha que não nega suas raízes.
No fundo, a personalidade do kamorrista é uma resistência viva: contra a mediocridade, contra a mentira disfarçada de virtude e contra a fraqueza vendida como humildade. Ele não nasceu para agradar, nasceu para despertar.
E quem o entende, se inspira.
Quem o teme, o critica.
Mas ninguém o ignora.
Na lágrima derramada não há resquício de dor... ela já é dor.
As outras que surgem descendo face afora são novas dores.
A dita solidão que cita minha alma e que me incita nestes ais... Dita dor de nada e que de resto sou tudo dentro do espaço que agoniza outra hora natimorta sem a sua voz.
MÃE:
Quantas noites testemunhei sua dor por me ver sofrendo pelos tantos ais desta vida ida e, incapaz de resignar-me frente aos desencontros da caminhada, não pude lhe oferecer o consolo e o alívio com um simples sorriso de alegria.
Esta rosa é o símbolo mais pleno do meu amor por você e foi colhida na Obra do nosso Criador.
O seu amor me engrandece e pacifica a minha alma.
Obrigado pela esperança renovada em cada gesto.
A dor é latente e estreitam-me os espaços.
Os vazios se arvoram e inundam os meus olhos... toda vez que insisto em colher as rosas que tentamos plantar neste grande jardim da vida.
Não quero que só nos restem os espinhos e, tampouco, as poucas pétalas que não sobreviverão em face à secura desta história.
Não deixamos o espaço onde estamos pelo amor e, muito menos, pela dor!
Pense na exaustão!
Este é um sentido muito profundo!
Tudo é efêmero e, felizmente, passa!
Se o peso dói seus ombros!... e, por certo, a sua dor é única e intransponível por minhas ações!.... posso, com esforço desmedido, causar boas vibrações para o seu reencontro de jornada!
A dor é o antídoto para a obtenção da luz!
Crescer pode gerar uma certa dor, mas transforma!
Transforme-se a despeito do incômodo surgido,
pois a liberdade sem peso alheio é inenarrável!
A sua dor se refere à falta de ânimo para construir uma nova história!
O antídoto é o agora!
Cure-se!
Na angústia sensacionalista de todos os dias sentidos...
Toda despedida é dor...
E dói entregar nas mãos de Deus aquilo que você não pode mais ter...
Falo de mim porque bem sei que a vida é assim...
Meu coração não aprendeu nada...
Recolho assim minhas palavras em versos...
Feitas de lágrimas e silêncios...
Do que quero renego...
Me pesa na vontade...
Recebo o que me é dado...
E o que me é dado quero...
Mesmo com medo...
E de alma partida...
Só posso clamar aos céus...
Pela vida tal qual entendo...
Sandro Paschoal Nogueira
Esta noite eu durmo de tristeza...
Um balão apagado...
Um caixão à cova...
A dor conhecida e não tão nova...
Vil despojo da triste alma...
De uma estrela morta...
Ainda terei alento diante o pranto?
Teu nada em um jardim de pedras...
A pá de cal como promessa...
Por dentro do que pensamos...
Sou espírito sonâmbulo...
Ser que passa no mundo, sem o ver...
Ainda correm lágrimas pelos olhos...
Doem mais as do coração...
É tão tarde para dizer as palavras necessárias...
É dia...
Mas no peito a noite já é bem escura...
Despertam-me um desejo absurdo de sofrer...
Partistes...
Não haverá retorno...
Vestiu-se para um baile que não há...
Só existem saudades e fotografias...
A vida tornar-se-a agora tão fria...
Resta-me apenas crer...
Em um dia te encontrar se eu puder...
E fazer de nossa eternidade...
Outra história a contar...
In memoriam...
Sandro Paschoal Nogueira
Dor, medo, sofrimento, desespero... esses sentimentos há muito tempo deixei para trás. O que resta agora é apenas o coração de um guerreiro, forjado e endurecido pelos inúmeros combates que enfrentei. Cada batida deste coração é um testemunho de força, cada respiração uma canção de resiliência. Moldado pelo fogo do destino, sou agora um espírito indomável, esculpido pela adversidade e pela coragem.
Seja seu guia, o amor,
a flor que drena a dor,
o sol a resplandecer,
o canto do beija-flor,
o orvalho do alvorecer.
Carmen de Eugenio
Cansei; cansei de tanta dor.
Dor do descaso, dor do acaso que serei.
Cansei! Cansei de disfarçar que tudo está bem.
Fiz até cantar... Agora! Confesso, nem isso me convém.
Sei que o certo é se calar.
Tampouco se queixar.
Mas, agora!
Me dói: a dor do acaso, que serei.
