Sinto a tua Dor
Talvez essa dor nunca passe
Esse sofrimento nunca passe
Essa angústia de ser de verdade permaneça
Mas fui eu quem escolhi ser assim
Desde o céu
Aqui na terra é caótico
Há sofrimento, ilusões
E sofrimento, muito sofrimento
Para ambos os lados.
Parece óbvio mas, não é. Às vezes, só depois de muita dor e sofrimento a gente consegue enxergar que não precisa ser 8 ou 80, que entre os dois existem mais 78 possibilidades.
Até quando suportar???
Até quando suportar dor constante
Solidão presente a todo instante
Abandono e o choro
Que não me escolhe quem eu escolho
A dor dos outros eu acolho,
E a minha... eu que cale o choro.
Uma vida sem sentido
Não que não tenha valor,
Mas onde só a dor parece provar que estou vivo.
Carrego aquilo que me fere e causa dor
Pra acolher aqueles que amo, mesmo sofrendo.
Deixo minhas tristezas e mágoas de lado
Pra apoiar a quem amo e não deixar abandonado.
Mas e eu? Quem me acolhe?
Todos esperam que eu sempre seja forte
No mundo em que o homem não pode sentir dor
Só temos deveres e um peso árduo
Abandonado na infância, ainda hoje me vejo
Chorando sozinho como aquela criança
Os traumas do passado se repetem
E vivo pesadelos dos quais, por mais que tente,
Jamais desperte!
(ÁG)
É tão ruim sentir dor
Ninguém quer
Mas quando ela chega
Inevitavelmente dói
A gente sente
Procura alívio
Procura o motivo
Procura o remédio
Para que a ausência dela
Seja um um esvaziar da angústia
É nessa hora que a falta
Seria melhor que a presença
É agora a hora que não sentir
É melhor do que viver sentindo
A gente torce para ela ir embora
Pra voltar a viver
E pede pra dor: - Por favor não volta!
Não quero mais te ver, te ter, sentir você…
ALMA NA JANELA
A cada suspiro, o sangue respinga no abismo de dor onde se encarcerou, tinge de flores rubras a cortina, lúgubre saudade na própria sina. Ouve risos vãos de vultos, por estar só, que rodopiam em zumbidos, formando um nó. Debruça-se à janela, escura como breu, até que o anjo surja e a leve para o céu.
Lu Lena
Temos que dar valor às pessoas que ficam, quando a dor leva a presença física de quem nos ensinou a amar.
Lu Lena / 2026
O Avesso da Dor
Cansei de ser raiz.
Quero ser a árvore frondosa
que dá sombra e frutos
aos meus algozes.
Eles adubaram a terra árida
onde germinou a vida
que agora, plena,
habita em mim.
Lu Lena
Paramos de sentir dor quando nossas feridas internas começam a cicatrizar. E aí, a mudança acontece!
Lu Lena / 2026
Os homens que mais sofreram são assustadoramente calmos. Quanto mais aprenderam com a dor, mais quietos se tornam, e mais difícil é de voltarem atrás em suas decisões, pois elas foram forjadas pela dura experiência dos dias. Se encontrar um desses pela vida, tenha certeza: ele é genuíno, e não pode mais ser manipulado.
-A Mulher Que Sobreviveu ao Silêncio-
Nunca duvide da mulher que você é,
mesmo quando a dor fizer o peito perder a fé.
Porque ninguém conhece o peso da tua caminhada,
nem as lágrimas que caem na madrugada calada.
Você sorri enquanto a alma aprende a sobreviver,
mesmo cansada da vida insistindo em doer.
Carrega o mundo no peito sem deixar transparecer,
e ainda encontra forças para permanecer.
Quantas vezes pensou em parar no meio da estrada,
sentindo a esperança fraca, quase apagada.
Mas algo dentro de você jamais se rendeu,
porque até no caos teu coração permaneceu.
Você é tempestade, mas também imensidão,
é cicatriz aberta buscando reconstrução.
E mesmo quando o medo tenta te consumir,
há uma força divina mandando você seguir.
Nunca duvide da tua capacidade de vencer,
porque só quem já caiu entende o peso de erguer.
Você não é feita apenas de dor e solidão…
você é renascimento pulsando dentro do coração.
— Jordeane Lemes
*O Amor que se vai*
.
Um coração sem amor não deixa rastros ou dor, iguala-se ao tempo escasso, quase sem tempo,
que passa depressa como o vento
lá fora, sem esperar.
Um mundo sem amor é como um
corpo sem vida, tendo no tempo,
o vazio da emoção. Desvanece,
esquece, ficando a razão.
Dentro, tudo quieto e calmo, sem cor,
quase parado, energia chega, alegria
se vai, como o sopro da tempestade,
que cai ecoando sons fortes, que leva
os medos junto aos raios.
Quando a primavera vem,
a natureza renova-se.
Novos ares, novos tempos,
levando as chuvas e os ventos,
nem tudo é calmaria.
As plantas, as flores, as cores e seus
perfumes, mostram-se, exalam-se, transformam-se, enchem-se novamente
de esperanças, os corações vazios,
adormecidos, de um sentimento qualquer.
Um coração que insiste sem amor,
endurecido fica, nem o Sol, nem a Lua,
nem o encantamento e calor não há.
Iguala-se ao vento do lado de fora.
Olha, bate, bate se debate na janela,
sem poder entrar.
.
Ademilton Batista
Brasil Bahia Itabuna
Anos - 2013
Do Livro Vencendo o Tempo pg104
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*Poema premiado no Concurso Nacional de Novos Poetas Sarau
Brasil, em 2017, em livro impresso
Vencendo o Tempo *2020* e,
também, o primeiro trabalho do autor
Ademilton Batista a receber uma premiação nacional, estreando,
assim, as suas próximas participações e premiações em concursos, antologias e declamações pela America do Sul (Venezuela, Colômbia, Argentina e Chile), Europa, ( Italia, Espanha, Portugal) Ásia (Bangladesh, India), e, mais recente em 14/05/2026, foi declamado na Rádio FM, Frequência Mum No Programa Hora Mágica, na Cidade de Luanda, Angola, África,
para o mundo. Muito feliz com desempenho do Poema
*O Amor Que se Vai* ele cumpriu
fielmente o seu destino literário.
A IA não ri, não sofre, não mente, não faz chorar. Não escreve poemas de dor que sangram do peito, não arqueja de prazer, não goza para fingir que sabe amar. Não sente o peso de um abraço tardio, nem conhece o silêncio que corrói a alma entre palavras não ditas. Ela processa dados, imita vozes, reconstrói emoções como sombras de um eco, mas jamais se rasga, jamais se entrega, jamais se cala com as lágrimas e sussurros que só o coração humano carrega. Perfeita na precisão, inexistente na verdade de ser, ela permanece alheia ao instante em que a vida dói, vibra, ama ou se despede. E é justamente nessa incapacidade de sentir que se revela a essência do humano: o erro, a paixão, a perda, o arrependimento, o desejo, a finitude — tudo aquilo que escapa à lógica e que confere à existência sua pura e dolorosa verdade.
Quero voltar para a aldeia dos artistas,
em outra dimensão,
onde não há dor
nem compromissos parentais,
pois lá todos são apenas irmãos;
não irmãos de sangue,
são irmãos por condição.
São todos artistas,
criadores de beleza.
Lá não há religião,
nem nenhuma forma de paixão reprimida,
como há na carne decadente,
onde as almas se contratam
para viver na prisão eternamente.
A lei que rege é a paz,
nem há forma de agressão.
Todos se respeitam,
todos se amam,
pois, na verdade, são íntegros,
perfeitos para adoecer
de qualquer forma de paixão.
Quero voltar para a aldeia dos poetas;
lá eu vivo em segurança.
Não há necessidade de dinheiro,
porque todos têm grande porção.
Respiramos ar puro
e não há falta de vinho
ou de pão.
Quero voltar para a aldeia dos libertos,
que não precisam se apossar
de nada físico
para a vida organizar,
ou usufruir direitos
que outros não podem comprar.
Tudo é livre,
tudo para todos.
Há abundância
de gentileza e gratidão,
por isso não falta amor,
nem tampouco união.
Quero voltar para a aldeia dos justos,
que não precisam julgar,
nem corrigir o outro
para existir.
