Sinto a tua Dor
O Som da Luta
Uma história sobre coragem, esperança e propósito em Angola
O sol ainda dormia, mas o bairro já acordava.
O cheiro do carvão aceso misturava-se com o barulho dos chapas lotados e das vozes que se perdiam nas ruas estreitas.
Era mais um dia em Angola — onde o relógio da sobrevivência nunca para, e a esperança é o último bem que o povo se permite perder.
No meio daquela correria, Manuel ajeitava o seu pequeno carrinho de madeira, carregado de garrafas de sumo natural que ele mesmo preparava à noite.
Enquanto o resto da cidade ainda sonhava, ele já estava em movimento.
O seu lema era simples:
> “Quem quer mudar de vida, começa antes do sol nascer.”
Manuel não nasceu com oportunidades.
Cresceu num bairro onde a poeira é mais constante do que a eletricidade, onde o trabalho é pesado e o reconhecimento é raro.
Mas, desde cedo, ele aprendeu com a mãe que “trabalhar com dignidade é melhor do que mendigar respeito.”
Durante anos, procurou emprego.
Fez cursos, entregou currículos, e ouviu promessas vazias.
Cada “vamos te ligar” soava como uma esperança que morria devagar.
Até que um dia, cansado de esperar, ele decidiu criar o próprio caminho.
Pegou um carrinho velho, juntou umas frutas emprestadas e começou a vender sumos na rua.
No início, foi alvo de risos e comentários:
“Um formado a vender sumo? Isso é vergonha!”
Mas Manuel respondia com um sorriso e dizia calmamente:
> “Vergonha é roubar. Trabalhar nunca foi.”
O tempo passou.
O carrinho que parecia um fracasso virou uma barraca simples, mas movimentada.
As pessoas começaram a reconhecer o sabor dos seus sumos — e, mais ainda, o brilho da sua determinação.
O que era sobrevivência começou a virar sustento.
E o sustento, aos poucos, virou inspiração.
Manuel passou a ajudar outros jovens do bairro a começarem pequenos negócios.
“Não temos muito”, ele dizia, “mas temos mãos, mente e vontade. Isso já é capital.”
Hoje, quem passa pela sua barraca vê mais do que produtos — vê uma história viva de resistência.
Ele ainda enfrenta dias difíceis, ainda há contas que não fecham, ainda há lágrimas escondidas.
Mas, em cada amanhecer, Manuel prova a si mesmo que o sucesso não é sobre ter tudo — é sobre fazer algo com o pouco que se tem.
Quando alguém lhe perguntou o que o manteve firme em tempos de desespero, ele respondeu sem hesitar:
> “Foi a fé. Eu acreditei que Deus não me fez para desistir.”
O som da luta continua ecoando nas ruas do bairro.
O mesmo som que vem dos vendedores, das zungueiras, dos mototaxistas, dos estudantes que andam quilômetros para aprender.
Cada um à sua maneira, todos gritam a mesma verdade:
“Enquanto houver esperança, há motivo para continuar.”
E assim, no coração de Angola, entre poeira e calor, entre lágrimas e sorrisos, nasce uma geração que aprendeu a lutar com o que tem — e a acreditar que o amanhã pode, sim, ser melhor.
> Porque em cada angolano há um guerreiro.
E enquanto o coração bater, nunca vamos desistir.
Minhas palavras me cortam, mas ainda assim as escrevo para não sentir dor. Então me pergunto: sou apenas eu quem sangra ao ler o que escrevo, ou aqueles que leem sangram mais do que eu?
Deus está preparando algo extraordinário para a sua vida, por isso essa prova, essa dor, esse choro.
Temeis a dor da alma...
Mais que a dor da carne.
Porque tudo que não se completa
É um vazio infinito.
A sua traição pode ter sido apenas virtual. Mas em mim, a dor e a morte que causou, serão eternamente reais!
Como é doloroso não desistir... Peso de nossa consciência e caráter faz este trabalho, mas a dor reflete fisicamente e psicologicamente em nós... O que fazer então? talvez fechar os olhos e por alguns momentos viver no mundo de seus sonhos seja acalentador
AUTOPSICOGRAFIA:
Entre o ser e o ter... Eu não sei!
Qual a dor e a que não foi
Quem sou não sou nem serei
Pois ambas as dores me dói
Quão a dor de se ser rei...
Ansiei ser tudo que se há
Ninguém a mim pôde ver
Se viu não há de encontrar
Senti o meu ser escorrer
Da vida que não me está
"Dor guardada vira veneno.
Dor falada vira remédio.
E leoa que encontra onde falar...
encontra onde se salvar."
Van Escher
A riqueza trilionária só encontra seu propósito quando deixa de contar moedas e passa a curar dores, transformando o poder do ouro na humildade de quem estende a mão para que ninguém mais precise caminhar sozinho ou ser humilhado pelo frio do abandono.
A Dor da Ausência e o Silêncio de Deus
Dia das Mães
Dia das Mães deveria existir todos os dias, porque mãe não é apenas quem gera uma vida, mas quem dedica a própria vida ao cuidado, à proteção e ao amor pelos filhos.
Uma mãe suporta dores silenciosas, enfrenta batalhas invisíveis e, mesmo cansada, continua tentando oferecer o melhor de si.
Reflexão Humana
E talvez seja justamente aí que nasce uma das maiores reflexões humanas.
Desde pequenos aprendemos que existe um Criador, o Pai da humanidade, aquele que deu origem ao universo e à vida. Mas quando uma mãe parte, deixando filhos para trás chorando sua ausência, inevitavelmente surge a pergunta que ecoa no íntimo de muitos corações: por quê?
Porque uma mãe humana, limitada, imperfeita e cheia de falhas, ainda assim luta até o fim pelos seus filhos.
Ela não deseja abandoná-los. Ela quer protegê-los, vê-los crescer, acompanhá-los pela vida.
Então por que o Pai todo-poderoso permitiria essa separação?
O Valor do Amor
Talvez ninguém tenha respostas completas para dores tão profundas.
Mas a ausência de uma mãe ensina algo que palavras não conseguem explicar: o valor imenso do amor que ela representava enquanto estava presente.
Para os Filhos
Essa reflexão é para todos os filhos que já sentiram o vazio deixado pela partida de sua mãe.
Porque certas saudades não passam — apenas aprendemos a carregá-las.
E é inevitável o grito silencioso de um filho ou de uma filha:
“Oh mãe… que falta você faz.” 🥹
Chico Uchoa
Hoje, o erro torna-se aprendizado e a dor transmuta-se em paz. Uma nova história não começa com o esquecimento, mas com a consciência de que o verdadeiro amor nunca foi uma promessa de outro, mas uma presença que já habita em você.
Ser assistente social é comprender a dor de quem sofre, buscando fazer valer as políticas públicas sociais.
A verdadeira compaixão não busca plateia, nem transforma a dor alheia em espetáculo; ajuda em silêncio, porque sabe que a dignidade vale mais do que a exibição de um ato.
