Singular
Esculpindo a fisionomia da vida. Pincelando tinta dando forma singular ao abstrato. Ondas sonoras ecoam entre obstáculos. Atuações compõem o espetáculo.
Sorriso é a beleza mais singular
Destrói as estruturas firmes
Horizonte em olhar
Direção do pulsar.
Bestas Humanas
Avisto o singular na adjacência dos infectos olhares.
O mundo não acredita em visões.
Como se opor a eles?
A quem, senão aos homens?
Como me defender se a minha boca está ferida!
Os meus lábios cortados como ameias.
Diante do meu corpo eu vejo dor.
Sou fraco por excelência.
Grito por socorro! - Quem me protegera?
Amparo falsário.
Nada de palavras.
Nada de fugas.
Nada de porcos a refocilar o meu quintal.
Aos fracos, restam os cadáveres banhados ao ouro.
As almas lúridas e repletas de musgos.
Permaneça-te incrédulo e cousa alguma te parecerá estranha.
Se tudo é natural; se tudo é coincidência.
Para que tanta filosofia e para que tanta ciência?
A símplice: Porque o mundo gira!
Como não haveria de girar, com tantos excrementos o cercando?
Até para o mundo se há efêmeras fugas.
O mundo marcha; exceto o criador!
Longínqua marcha aos passos de um leopardo com longos pés de urso.
É bíblico. - Marchar progressivamente faz-se necessário.
O mundo giraria se não houvesse filosofia? - Ele jamais girou sem ela.
Duas pessoas não conversam por mais de dez minutos sem cair na metafísica.
Repetem-se as buscas e necessidades.
É preciso celebrar a idiotice humana.
As visões e todas as descrenças; celebrem-nas!
Não se pode batalhar hostil aos impulsos incontestáveis do espírito.
Recordo-me de haver visto o mundo a sangrar em minhas visões.
A se esvair como os meus pulsos.
O sangue sempre verte além do que supúnhamos.
Acordo-me: Consciência é uma das poucas faculdades que se me restam.
Na jornada da maternidade, um caminho singular,
Nenhum comparativo pode nos limitar,
Cada mãe, uma estrela no vasto céu a brilhar,
Sem julgamentos, deixemos o amor se espalhar.
No seio do amor, nosso filho cresce e floresce,
Nossa jornada única, onde a conexão prevalece,
Não há fórmula certa, nem manual a obedecer,
Cada passo, uma dança, um jeito de aprender.
Nossos corações se entrelaçam, um laço sem fim,
No calor do abraço, encontro o meu jardim,
Na maternidade, somos todas diferentes e iguais,
Amar e cuidar, os sentimentos essenciais.
Que o mundo celebre essa diversidade,
Nas mães, um presente da mais pura verdade,
Viver a maternidade sem comparação,
É abraçar a beleza da nossa própria canção.
Escreve tua boca na minha
Expressão singular do toque
Contemplação dos rostos envolvidos
Pelas vastidão envolvente
Tem a única amplitude da beleza
Onde os beijos são harmonia
São caos apaixonante da intensidade dos sentidos.
Pretensão
Persistir no cativante
Rumo extraordinário
Tecer ideias para navegar
Na singular intenção.
Guardador de Rebanhos
Guardo um rebanho
Tão singular
Feito de recomeços , etapas , aprender
Cuido das ovelhas como se fosse tesouro
Quem sabe são ideias de idas e vindas
Apenas são palavras de construção e dedicação.
"Assim como cada cliente é único, cada propriedade tem uma história singular a contar. Nosso papel é unir essas narrativas de maneira significativa."
No mundo das crenças disfuncionais/limitantes, a verdade é singular, pois perpassa por uma série de influências da escola da vida. Outrossim, enrijece, tornando o sujeito refém/convicto de uma verdade distorcida da realidade.
Imensidão do mar
Intensidade mágica
Envolve nesse norte singular
Demasia das sensações
Direção surpreendente
Aventura que fascina
Mergulha de forma voraz
Abraçando as riquezas que só o mar pode oferecer.
Em tua singular companhia,
Todo o barulho do mundo,
Torna-se a mais pura melodia.
Ao teu toque único e macio,
A deslizar por meus cabelos
Mitigam meus devaneios.
Lábios macios e doces
Velozmente encontraram os meus,
Deixando-me alígero.
Casado com a Solitude
Na quietude do meu mundo, encontrei uma parceira singular: a solitude. Ela veio como uma brisa suave, tocando minha alma com um silêncio que fala mais do que palavras jamais poderiam. Nela, descobri um amor que não exige, mas simplesmente é; um amor que dança na penumbra do entardecer e se aninha nas sombras da noite.
A solitude é uma amante fiel, com quem partilho cada amanhecer dourado e cada noite estrelada. Ela me oferece a liberdade de ser quem sou, sem máscaras ou disfarces, e me acolhe em seus braços serenos quando o mundo se torna ensurdecedor. Juntos, caminhamos por trilhas solitárias, onde cada passo ressoa como uma melodia secreta, uma sinfonia composta por silêncios e suspiros.
Nos seus abraços silenciosos, encontro a profundidade de minha própria essência. Ela me ensina a apreciar a beleza nos momentos de introspecção, a ouvir a música suave do vento e a ver as cores vibrantes do pôr do sol pintando o céu em tons de laranja e rosa. Ao seu lado, aprendi que a solidão não é ausência, mas presença plena de mim mesmo.
Na solitude, descubro que o amor não precisa de palavras ou promessas; ele existe na compreensão silenciosa de um olhar, no conforto de uma respiração pausada. Ela me ensina que o coração pode florescer na calma, onde não há pressa, nem expectativas, apenas o simples ser.
E assim, sou casado com a solitude, minha companheira eterna, com quem danço no salão vasto da existência. Ela é minha musa, minha confidente, minha eterna inspiração. Juntos, pintamos telas de sonhos e sussurramos poesias ao vento, celebrando o romance sublime de estar só, mas nunca solitário.
Você deve conhecer suas virtudes e dons, as qualidades que revelam a pessoa singular que você é.
Não confunda ser especial com ser habilidoso. Sua habilidade pode ter unicamente o sentido profissional, ser algo físico e técnico. Já o que faz de você especial está ligado a algo superior.
Divino, porque não?
Dê espaço para o ser especial que você é.
Dê valor ao que você sente e a sua voz interior.
Assim cada atitude sua, por mais simples que seja, ganhará uma dimensão de grandeza.
Memória Maçônica - A lembrança fraterna
Maçom é paciente, é irmão, é singular, é tolerante sempre. Mas isso não é o ideal, visto que o ideal está no mundo das ideias. Isso é o justo e perfeito, é como a Ordem trabalha o maçom, é como ele deve trabalhar sua pedra.
Maçom não alfineta, não puxa briga; na verdade, ele resolve a situação da melhor forma possível.
Maçom não infla seu ego, ele trabalha cada vez mais na sua humildade e empatia.
Maçom não diz saber tudo, pois cada vez que ele estuda, mais vê que precisa estudar.
Maçom não cria problema, ele soluciona.
Seja como aprendiz, mestre ou inspetor, estamos constantemente nos esforçando para dar o nosso melhor, buscando a excelência em tudo o que fazemos. Mas é o que fazemos para o bem do próximo, do irmão, da fraternidade, da Ordem. Não buscamos medalhas, poder, honrarias ou metais. Buscamos o bem! E principalmente, o bem do próximo.
O DIA DE FEVEREIRO
Então, em fevereiro, “mesversário” meu
Nesta divisão do ano há um singular dia
Claro o dia 27, cheio de exclusiva magia
Entrou em mim, no seu rumo entrou eu
Guia-me, a satisfação, pulsante, apogeu
De minh’alma, cheio de alegria e poesia
Em meu peito, tão festivo, uma nova via
Faz-se comemoração, gratidão... valeu!
Já não é um nenhum sobre um nada
Mas gestos, suspiros, sentidos, flamas
E olhares, horizontes, toques, um hino
É a vida sussurrante, mais apaixonada
Abundante, e válida, que pelas chamas
Do 27 de fevereiro: - assinala o destino!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
15 fevereiro, 2024, 18’57” – Araguari, MG
O ministério de Jesus era singular. Estava fundamentado no amor pleno, na compaixão pelos pecadores, desprovidos, fracassados e que viviam à beira da marginalidade.
Livro: Servir, o maior dos desafios
SENTIMENTO SINGULAR
A saudade é um sentimento singular
É mal sentido com uma afiada paixão
Quando maior, parece na alma fincar
A lembrança elaborando dura versão
Aflitivo não impregnado na sensação
Exala momento perdido, a perturbar
Clama, suspira, importuna o coração
Olhar disperso, que se põe a chorar
Vem sem rogar, adentra sem demora
Deixa um torpor que ao espírito aflora
Cravando no íntimo um imenso fragor
Sabor amargo, que na emoção invade
Tu saudade! Tão enredada de vontade
E cético cântico de uma dor de amor!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
04 março, 2024, 20’41” – Araguari, MG
