Silêncio

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O silêncio molda o caráter e pacifica a mente, no recolhimento da alma, a sabedoria encontra o prumo para guiar cada ação.

⁠O erro de Dalila não foi apenas tirar as forças de Sansão, mas esquecer que, no silêncio de sua queda, as colunas da ilusão também desabam sobre quem o traiu."

"O silêncio das suas escolhas hoje ecoará mais alto que as desculpas que você contará amanhã."

A verdadeira sabedoria não nasce da pressa em falar, mas da capacidade de guardar o silêncio enquanto a mente lapida a razão.

Conhecer a si mesmo é abrir a porta onde Deus e Lúcifer aguardam em silêncio.

Não vivi para acumular vitórias, mas para construir sentido onde antes havia silêncio.

O poder mal administrado não cai de repente — apodrece em silêncio.

Nas adversidades, ore. Diante das ofensas, escolha o silêncio. Às fofocas, ofereça indiferença. Ao ódio, responda com amor. Não permita que a maldade alheia roube sua paz. Afinal, quem caminha com Deus não precisa retribuir o mal, apenas preservar a luz que carrega no coração.

O Idioma do Teu Silêncio


Sou a maré calma que deságua nos teus pés,
o sopro suave que devolve ao teu peito o desejo de voar.
Aprendo o idioma em que tua alma sussurra
e sou o abrigo perfeito quando o mundo te cansar.


Toco o teu tempo com a delicadeza do vento,
desarmo tuas certezas e desfacho qualquer solidão.
Sou a luz branda que ilumina os teus escuros
e o mapa secreto que guia o teu coração.


Decifro o mistério que habita a tua pele,
transformo cada instante da tua vida em poesia.
Te amo na fresta mais quieta da noite
e te vejo despontar como o próprio nascer do dia.


Invento para nós um refúgio sem pressa,
onde o medo não ousa entrar e o tempo aprende a parar.
Sou para você o que a lua é para a noite:
a razão mais bonita e serena de se iluminar.

ENTRE A LUA E O SEGREDO


Há quem goste da Lua,
eu gosto do que ela esconde.
Do silêncio que ilumina,
mas nunca revela de onde
vem aquilo que se sente
quando ninguém está olhando.


Há quem prefira o Sol,
eu prefiro o seu calor.
E talvez seja por isso
que eu tenha tanto medo do amor:
porque algumas coisas aquecem
antes mesmo de serem chamadas de amor.


Tem o café,
sempre quente entre as mãos,
e aquele gosto amargo
que guarda doces intenções.
Tem livros abertos sobre a mesa,
páginas cheias de histórias,
enquanto uma coruja observa
como quem conhece todos os mistérios
que eu ainda não tive coragem de contar.


Talvez seja no ensino
que eu tenha aprendido a esconder.
Ensinar palavras,
ensinar caminhos,
ensinar tantas coisas...
menos a mim mesma
a explicar o que sinto.


E existem as crianças,
com seus olhos sinceros,
que ainda não aprenderam
a disfarçar sentimentos.
Talvez por isso eu tenha medo delas:
porque criança pergunta,
percebe,
e às vezes enxerga
o que adulto passa a vida tentando esconder.


Há girassóis,
que insistem em procurar o Sol.
E há orquídeas,
que florescem em silêncio,
como certos sentimentos
que ninguém vê nascer,
mas que, quando percebidos,
já criaram raízes.


E então existe você.


Sem explicação.
Sem aviso.
Sem motivo que eu consiga nomear.


Eu apenas sinto.


E talvez esse seja o meu maior segredo:


não ter medo de sentir,
mas de descobrirem
por quem eu sinto.


Porque se alguém perguntar,
talvez eu fale da Lua.
Do Sol.
Do café.
Dos livros.
Das flores.
Das crianças.
Do ensino.
Da coruja...


Falarei de tudo,


menos de você.


Porque existem sentimentos
que não precisam ser confessados
para serem verdadeiros.


Alguns só precisam
continuar florescendo
onde ninguém consegue ver.

Às vezes, a melhor companhia é o silêncio.

O Silêncio do Tempo e a Ilusão do Mundo


A morte nos revela a face mais realista da nossa passagem por este plano. Quando partimos, os primeiros dias são cheios de lamentações, homenagens e palavras bonitas. No entanto, o tempo é um rio que não para de correr. Passada uma semana, alguns meses ou um ano, o mundo segue o seu curso, os sorrisos voltam e a nossa existência vai sendo lentamente guardada nas gavetas do esquecimento. Quase ninguém mais fala ou lembra que um dia estivemos aqui. As raras exceções são os nossos pais, cujo amor sagrado desafia a própria morte e nos acompanha para sempre. Compreender essa efemeridade é o maior despertador para a alma: se o mundo nos esquece tão rápido, por que passamos a vida inteira abrindo mão de quem somos para tentar agradá-lo? De que adianta viver para os outros, se no final o que resta é apenas a prestação de contas entre a nossa alma e o Criador? Viva para Deus, viva para quem te ama de verdade e pare de se anular por um mundo que amanhã não se lembrará do seu nome.

É no silêncio da solidão que o sentimento fala o que você precisa mudar.

O sentimento gosta de conversar em silêncio.

É no silêncio que são reveladas as pessoas que combinam com você; se o silêncio incomoda, no fundo, não são da sua sintonia.

O silêncio faz o sentimento falar.

O sentimento fala, e no silêncio, na solidão, é que escutamos melhor.

Se o silêncio do momento não incomoda, o sentimento pela companhia é bom.

O silêncio por falta de assunto não é incômodo; incômodo é a autocobrança para ter assunto.

O silêncio não é constrangedor; só é constrangedor quando a sua sintonia não vibra na mesma frequência que o outro.