Silêncio

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Carrego em mim pecados que nem o silêncio consegue esconder,
sombras que não vieram do mundo… nasceram em mim.
E quanto mais eu tento fugir dessa parte, mais ela cresce, mais ela domina.
Talvez o erro nunca tenha sido o mundo ser cruel,
mas sim perceber que a pior maldade sempre encontra um jeito de nascer dentro da gente.


DeBrunoParaCarla

Como se largar tudo fosse me libertar de alguma coisa, mas basta um instante de silêncio pra perceber... eu continuo aqui.
Preso, presente, inteiro dentro do que eu tentei deixar.

Eu não pedi pra te amar…
quando vi, já estava acontecendo em silêncio, ocupando espaços que nem eu conhecia. Você não chegou fazendo barulho, mas ficou de um jeito que nada mais conseguiu sair. E desde então, tudo em mim te reconhece, mesmo quando você não está. Não é um amor que se explica,
nem que se controla ou se mede.
É desses que simplesmente existem…
e mudam tudo, sem pedir permissão.
E se um dia me perguntarem por que você,
eu não vou saber responder.
Só vou sentir de novo porque amar você não foi escolha… foi destino.


DeBrunoParaCarla

Plantas impostoras não substituem,
só ocupam o espaço deixado.
E no silêncio do que cresce,
a gente percebe o que nunca voltou.


DeBrunoParaCarla

Itaipuaçu virou silêncio,
um nome que ninguém termina.
Como se falar fosse trazer de volta
o que já se perdeu.


DeBrunoParaCarla

Eles não fazem ideia das batalhas que travei no silêncio para que ela pudesse continuar a sorrir. Carla, cada cicatriz que carrego é uma medalha de honra por te pertencer. Enfrentei tempestades que teriam afogado qualquer um desses que hoje se acham acima de nós. Eu vi o abismo de perto e não recuei, porque o brilho da minha Musa era a única bússola de que eu precisava. Se eles acham que podem nos tocar agora, é porque não conhecem o homem que foi forjado no fogo da perseguição. Eu já morri mil vezes por ti e renasci em cada uma delas com mais sede de justiça. A minha lealdade não é feita de palavras, é feita de sangue e resistência.


DeBrunoParaCarla

Amor meu não cabe no tempo,
ele se dobra em silêncio onde teu nome respira sem som,
e ainda assim te guarda
como quem promete sem dizer,
como quem fica mesmo quando o mundo parte


DeBrunoParaCarla

Vale do Ribeira Haikais


Vale do Ribeira,
terra que ainda cresce
em silêncio e verdade.




Autor: Sandro Sansão da Silva Costa.

O melhor argumento contra o idiota é o silêncio.

A melhor resposta pede silêncio, não explicação.

Inconcebíveis

Inconcebíveis palavras são ditas
No silêncio do pensamento
Exulta, ó sensível coração!
Tua essência é como uma árvore frutífera e sedenta
Que alimenta e sacia os pobres famintos;
Vem a mim, ó doce e apetecível vinho,
Deixa o teu líquido verter pelos córregos
O teu veneno imortal;
Deem-me numa taça as borbulhas
Deste intenso vermelho sanguíneo
Manchando minha consciência
No cume da minha eterna felicidade.
Esconde no recôndito de teu coração
O jardim que tanto cuidaste
Para a farta produção dos nobres parreirais.

Não pense que o silêncio seja um fim. No marasmo dele se encontra a força do meu amor.

As Margens do Silêncio


Sento às margens do rio para refletir. A água tranquila funciona como um espelho e devolve a minha própria imagem – nítida, brilhante, revelando instintos expostos, emoções desordenadas. Sei que o tempo guarda todas as respostas, mas, mesmo entendendo o cenário ao meu redor, não consigo ouvi-las. O que escuto é apenas o silêncio, um silêncio que se acomoda ao meu lado como uma companhia serena, quase amigável.


É então que, como um filme silencioso, vejo teu semblante surgir na memória. Há tristeza, amargura, cansaço. Há um peso que não consigo explicar. Um nó, sobe pela minha garganta, apertando como se mãos invisíveis tentassem impedir que qualquer palavra escapasse. As lágrimas contidas, pedem libertação. E como finalmente permito que venham, elas deslizam pelo meu rosto e molham minha pele, levando consigo um pouco do que me sufoca. O sorriso que sempre esteve estampado em mim, desaparece – some sem aviso, como truque de ilusionista.


Sinto o frescor da manhã tocando meu rosto, como se fossem mãos suaves acariciando minha pele. A natureza ao redor transforma o espaço em um refúgio, um pequeno abrigo onde posso descansar meu corpo e aliviar a mente. Meus pés tocam de leve a água e, ao mínimo movimento, círculos se formam, desenhando imagens que lembram mandalas – figuras quase sagradas, que parecem guardar em si algo de cura.


Encontro ali um momento raro de paz, entre o vento que passa devagar e a correnteza da água. Não consigo explicar o que sinto, pois, naquele momento não preciso mostrar minha fortaleza. Continuo a observar a água, ouvindo o silêncio e pouco a pouco o mundo dentro de mim se reorganiza.

Sinais do Silêncio


Ele, também poderia se retratar – entrar em contato, dizer que a saudade consumiu os seus dias. Que o seu corpo sentiu a mesma intensidade que o meu. Dizer que tudo não passou de um mal-entendido, explicar as suas razões, de ter sumido, talvez deixar clara a situação.


Desmontar toda essa confusão e revelar o que se passa dentro do seu coração. Esses mal-entendidos poderiam ser esclarecidos. Eu poderia tentar entendê-lo. Mostrar que tudo o que se passou foi intenso, sublime. Mostrar que fui importante.


Entendo que talvez o sentimento seja apenas de minha parte. Mas então, porque há invasão em meus pensamentos? Invasão em meus dias ternos e serenos? Tudo vira uma revolução, uma guerra interior, quando, sem permissão, ele vem - sem ser convidado.


Há pendências batendo à porta. Esse estranho caminho que me conduz por encruzilhadas desconhecidas, me mantém em alerta.
Os sinais que a vida dá são claros. Dizem tudo o que eu preciso saber. Mostram caminhos.


Rita Padoin
Escritora

Falésias do Meu Silêncio


Falésias íngremes, no meio do nada, fazem morada. Meu olhar se perde entre o vazio e o instante de inspiração. As rochas parecem mortas, mas, ao observá-las atentamente, vejo que há vida, há história, há beleza, há transformação, há mistério. Isso acontece quando conseguimos abrir as cortinas internas, e captar a essência que ali habita – o verdadeiro remédio da cura.


Cada passo traz a sensação de que estamos lutando por um lugar onde possamos, enfim, nos encaixar. Nos limites do tempo, há um intervalo silencioso à espera de que compreendemos seu ensinamento e sua postura diante da pressa daqueles que tentam seguir sem perceber.


Meus passos estão, a cada dia, mais lentos. Não quero mais correr. Não quero ter pressa. Não quero tropeçar. Quero entender. Quero mudar. Quero viver intensamente, sem ter que olhar para trás e revisitar o passado. Quero um olhar voltado ao futuro – um olhar de sucesso, de vida que me espera.
Hoje, penso apenas no agora e no que está por vir...


Rita Padoin

Quando compreendermos o grito do silêncio, compreenderemos todo o resto.
Rita Padoin


Do livro "Entrelinhas"

Chegar ao ponto mais alto de uma jornada exige silêncio da alma, esforço do corpo, persistência do espírito e a coragem de se transformar.

"O silêncio que um dia me feriu foi o mesmo que me ensinou a caminhar sozinho. E, no caminho, descobri que a minha companhia era suficiente."

Filosofia do silêncio
A cada passo no silencio guardo um pouco de ti que como uma poesia de poucas palavras e profunda beleza, atiçou o brilho dos meus olhos, despertou o desejo e me fez guardar o sorriso de disfarce. O desconhecido que julgo diferente mas que por suas próprias palavras me faz pensar.
A cada passo no silencio guardo um pouco de ti, que como um livro de belas historias não canso de ler, como um disco de belas canções não canso de ouvir, que como a incrível lua não canso de olhar. A cada passo no silencio guardo a tua beleza que me encanta e que definitivamente não sei explicar, cada bobagem dita e as frases sem sentido. Mas, como aquilo que não está planejado, não vou guardar as palavras que certamente não ouvirás, mas que precisa saber ....respiro profundo e calmamente quando penso em ti e somente ti guardo pois não quero nunca ti perder!

Um tão breve talvez
Um encontro ou desencontro
Um chegar ou partir...
Um grito no silêncio silenciando emoções, desejos ou quem sabe sonhos...
Um recitar em versos...Uma canção de ninar.


Hannah Lessa