Silêncio

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Nos gritos do silêncio denuncio a dor de existir em mim.
Me aproximo do que é o fim: o inaudível.
Pois se a morte proporciona algo, esse algo é o silêncio.

Os velórios são recobertos pelo som do inaudível.
E, os olhos são porta-vozes e as lágrimas os discursos ensurdecedores da finitude.

Por isso poucos suportam o silêncio...
e um minuto sem palavras
torna-se em momentos de angústia.

A angústia da morte que habita-nos
soa como brados arrebatadores no emudecer do mundo.

Danço ao som do teu silêncio, à espera que uma nova música surja

Eternidade...

Ser pai é mágico...
Em silêncio, aprecio teus traços.
Que são meus...

A verdade pode até machucar,
Mas a dor logo passa.
O silêncio é cruel.
Permanece machucando e a ferida não cicatriza.

O silencio da madrugada é como música para os meus ouvidos.

No silêncio e solidão
escuto mesu pensamentos
e ele pede permissão
para recolhimento
e como lhe dei um sim
noites e dias na vida
algumas vezes em mim
faz-se a poesia sentida .

A explicação e a verdade é a única alternativa para tentar corrigir um erro. O silêncio e a mentira é a forma mais eficiente de assumi-lo!

Aprenda a escutar o silêncio de sua mente e sentir seus pensamentos.

...Eu te amo no silêncio musicado da manhã
No viço e corado de um romã
No sabor de toda fruta...

Esquizofrenia...

Silêncio!
Necessito de silêncio...
Já basta o vozerio dentro de mim...

De olhos abertos
Olhando pro teto
Pro gostoso silêncio
Brincando de pique esconde com o olhar

"Nenhum silêncio é igual ao outro. Diferenciá-los é fundamental para quem deseja, também, sentir além das palavras.”

E diante do tão aconchegante e tranquilo silêncio, volto a ouvir, novamente, aqueles sussurros, que de leve, invadem o meu intimo. Transformando assim, aquilo que nem eu mesma pude identificar a sua real serventia, em pequenas ruínas de existência.
Com os olhos fechados tento ver o que eu apenas posso sentir através das escuras e sombrias pálpebras. Que me transportam para algum lugar entre a multidão. E através do nada em meu interior, por descuido, encontro o tudo.
Ao abrir os olhos, percebo que aquele sussurro era, de fato, o seu sussurro. Aclamando o meu nome em meio à tão tumultuada e confusa, multidão de vozes gritantes.
Tento mais vezes lhe encontrar, porém, os meus olhos não veem nada além da escuridão e do silencio. Me movo de lugar, saio para fora, cheiro o seu perfume em meu travesseiro. Mas nada. Ele sumiu, foi embora e eu nem pude responder o seu aclamo.
Me sinto uma fracassada, procurando a morte a cada segundo, a cada passo...
Dias se passam e horas também, e então, como se fosse a última vez que pudera sentir meus cílios se movendo, fecho meus olhos. Deixando para trás tudo que me fazia feliz e levando apenas memórias incrustadas em minha mente, com uma leve brisa de tristeza envolvendo meu corpo.
Saio perambulando em caminhos distantes, como se eu não existisse. O tempo não passa. Não encontro nada, além da duvida. A tão cruel e dolorosa dúvida.
Sento-me no chão, pouso meus braços sobre minhas pernas, tento dar vida às lágrimas. Mas elas não surgem, trazendo de volta apenas o pânico do silêncio. Do tão aconchegante e tranquilo silêncio.
Sem sentir nada, além da tristeza, fecho novamente meus olhos, como se eles fossem uma passagem para o infinito. E outra vez do nada em meu interior, no mais profundo descuido, encontro o tudo.
A sua voz doce e macia sussurrando em minha mente. Levitando-me no azul do céu, tão claro como a cor de seus olhos... Tudo estava perfeito, mas era necessário voltar a mim mesma.
Ao abrir novamente meus olhos, fecho-os no mesmo instante.
O suor invisível percorre meu corpo...
Será que ele realmente voltou para me buscar?
Não. Ele não voltou. Eu que fui até ele. Deixando tudo e todos para trás, até mesmo minha vida. A tão longa e passageira vida.

Mesmo que haja rejeição dos filhos pelo amor de mãe, a tristeza se encobre no seu silencio.

A quem entende o significado do silêncio,
é concedido o dom de ouvir o que as palavras não dizem.

Se as palavras ferem...
Então o silêncio se faz
Assasino...

Penso, logo escrevo.
Mato, logo recordo.
Choro, logo sofro.
Ando, logo caio.
Fico em silêncio, logo fico só.
Procuro, logo acho.
Amo, logo vivo.
Sonho, logo realizo.

Sem Palavras, Mudo...

O silêncio,
Dizendo tudo,
No mundo surdo...

No Colo Da Loucura

Existe uma canção no silêncio,
Que baila dentro de mim,
Em notas sem partituras,
Tocadas em sons sem fim.

Existe uma loucura dentro de mim,
Que assola a minha alma,
Em reverberações transitórias,
Escrevendo minha história.

Existe uma luz sobre minha cabeça,
Que deixa azul a minha aura,
Refletindo do lado fora,
Minhas partículas incandescentes.

Existe força no meu cansaço,
Que se agita dentro de mim,
Em movimentos intensos,
Fazendo-me perder de mim.

E nessa canção da loucura,
E nessa luz do cansaço,
Eu me entrego ao resgate,
No colo dos desalmados

Eu vou amar o teu silêncio a cada não resposta.