Silêncio
Tem dias em que tudo o que se precisa é do colo d'uma árvore, da sua sombra, de seu silêncio. Se possível o correr das águas, e o espírito em paz, a agradecer toda maravilha que Deus nos proporciona com a sua infinita bondade.
Quando a música cessa restando somente o silêncio, quando ela se vai e tudo fica tão triste. Minha alma não mais me responde, apenas se senta e aguarda a sua volta.
Quando a melodia vem tão melancólica e me deixa sem chão, encontro-me buscando desesperadamente meios de dar-lhe uma nova canção. E ela entoa tão lindamente como quando sonho com o dia em que te encontro.
"Recuse as migalhas de quem não reconhece seu verdadeiro valor; o silêncio é eloquente quando as palavras carecem de substância. Desconfie da dualidade entre o que é dito e oque é praticado, pois há quem se apresente como algo que não é, buscando ser o que não são."
Ilusão
Por anos busquei pelo teu sim
mas ecoou em meus ouvidos o silêncio,
sinônimo do não, do talvez, ou quem sabe algum dia
esperei tua mão bater à porta
do meu coração
sonhei com o teu sorriso largo, alegrando minh'alma
tua boca me pedindo pra ficar
jurando nunca mais deixar teus olhas sumir do meus
mas foi imaginação nas esquinas escuras da ilusão
onde ouvi tuas juras imaginárias, e teu nefasto adeus.
As batalhas que enfrentamos em silêncio, são asque mais nos fortalecem. Porque o agir de Deus é silencioso e terno.
No silêncio da sala, o tic tac da caneta,
Ecoa pelos corredores, como uma sonata inquieta.
Na carteira vazia, a mente se aventura,
Explorando mundos, numa busca tão pura.
Tic tac, tic tac, o tempo não espera,
Enquanto os alunos aprendem, a mente se esmera.
Cada linha traçada, um novo aprendizado,
Na escola, o conhecimento é sempre renovado.
O tic tac da caneta, um sinal de progresso,
Registrando ideias, num eterno processo.
Na sala de aula, onde o saber floresce,
O tic tac da caneta é a sinfonia que aquece.
Assim segue o ritmo, na dança do saber,
Na escola, onde o futuro começa a nascer.
Com o tic tac da caneta como guia,
Cada estudante escreve sua própria poesia.
Poesia é o silêncio da alma traduzido em letras pelo coração do poeta com a sua caneta cheia de tintas líricas e de sentimentos.
Há um silêncio que pesa n'alma,
num eco suave, mas tão profundo,
que rouba do peito a breve calma,
e veste de cinza todo o meu mundo
Não é tristeza, mas melancolia,
em tudo o que, dia e noite, me rodeia,
e logo a transformo em poesia,
poesia é remédio, que a alma anseia
Trilhas cobertas em rendas de luar,
apenas o silêncio preenchendo o vazio,
as estrelas soberanas e companheiras
anunciavam mais uma noite de estio
Passos ali nas pedras ressoavam
deixando marcas leves, com receio,
no coração apenas as saudades acompanhavam
essa ida sem volta, sem anseios ...
Há tempos contemplo seu tempo
de enigmático silêncio,
sorriso calado, cansado,
mal afinada canção,
acolho-a em meu pensamento,
as vezes ouço sua prece, sua dor,
quando esta voz chegando mansa
se instala em mim fazendo ecos,
murmurando sempre,
porém sem revelar,
se é meu de verdade
esse canto, que me encanta,
em suaves acordes de amor
As vezes, em algumas noites,
um silêncio só meu,
chega impassível, doce e até singelo,
então pensativa e um tanto ausente
como lua nova, envolta em sombras
fujo das auroras solenes,
deslizando,
escondida dentro de mim
Na estrada,
há sementes de silêncio,
germinando beleza em terra fértil
Ancoras e ventos
em forma de sentimentos,
A quietude nasceu,
em pensamentos de paz
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