Silenciar
Em meio a todas as coisas
Por falar, ou silenciar a voz
Por fechar os olhos, ou abrir os mesmos
Por andar, ou manter-me parado
Por ouvir os sons espalhados
E ignorar o que não desejado
Pelo ar (Oxigênio) que entra
Pelo ar (Gás Carbônico) que sai
Por tocar e ser tocado
Pela enfermidade
E pela cura
Graças te dou SENHOR;
Pois tu és Criador e eu criatura.
Silenciar, nem sempre é concordar. As vezes, é apenas uma maneira de evitar confrontar, quem o obvio não quer enxergar.
O que Jesus tem a ver com inteligência emocional?
Jesus sabia quando falar e quando silenciar. Sabia confortar o aflito sem absorver a dor, e sabia ver defeitos sem deixar de amar. Confrontava sem humilhar e respondia à altura — sem perder a compostura — a quem queria o ridicularizar. E, em meio a tantos acusadores, invejosos e julgadores incrédulos com o olhar, nunca sentiu a necessidade de provar alguma coisa — sendo capaz de disfarçar o milagre que acabara de realizar, como quem não quer que saibam, pois não sentia carência de aprovação.
Ele sabia quem era, de onde vinha e para onde ia. Seu propósito era claro, e ninguém o podia atrapalhar.
Jesus viveu pleno em todo momento, mesmo em um mundo de pessoas hostis. Basta observá-lo com profundidade, e aprenderemos segredos de como agir diante das hostilidades — e, principalmente, de como não sermos nós mesmos essas pessoas que provocam o caos relacional.
Quem não se conhece acredita no olhar do outro.
A alma fala — mas é preciso silenciar para escutá-la.
Podem falar mal, eu não vou revidar.
Eu vou silenciar, e deixar Deus falar por mim.
Minha paz não depende do que dizem,
depende de Quem me sustenta.
Na voz da água que cai, a alma aprende a silenciar, e a paz encontra espaço para ficar.
Onde a água cai livre o coração também aprende a descansar.
Às vezes, silenciar é um ato de saúde emocional.
Na psicologia, o silêncio consciente é um limite: ele protege quando o diálogo deixa de ser troca e passa a ser disputa. Há pessoas que “gritam” não pela voz, mas pelo controle — usam repetição, culpa, intimidação ou confusão emocional como formas de manipulação, muitas vezes de maneira automática, quase psicoprogramada.
Nesses casos, responder não esclarece, apenas alimenta o ciclo. O silêncio não é fraqueza, é lucidez. É escolher não entregar suas palavras a quem não escuta, e não permitir que sua energia seja usada contra você.
Quem se conhece, aprende: nem toda comunicação merece resposta, e nem todo barulho merece atenção.
#psicolovida 🔑📚
Carta à Hora Zero
Eu queria voltar
não para mudar o mundo,
mas para silenciar o relógio
antes do primeiro “agora”.
Às 00h00 de um janeiro antigo,
o tempo piscou
e eu já estava aqui
presa dentro de um corpo
que sente demais para este chão.
Não cheguei em casa.
Caí em território desconhecido,
com uma memória vaga
de algo que parecia
mais verdadeiro do que isto.
Nasci sem mapa,
com nervos de vidro
e uma saudade
que não cabe em palavras.
Enquanto outros aprendiam
as regras do jogo,
eu procurava
a porta de saída
do labirinto.
Carreguei dias
como quem carrega pedras no peito
e ainda me pediam
que eu chamasse isso de vida.
Hoje os parabéns
chovem sobre mim
como pétalas sobre um velório:
belos para quem olha,
dolorosos para quem ficou.
Não é sobre morrer.
Eu só não reconheço
este lugar
como o meu.
Se eu pudesse falar com o Criador,
não pediria o fim,
só uma explicação:
“De onde eu vim
que nada aqui me parece lar?”
Mesmo cansada,
continuo respirando,
não como escolha,
mas como quem ainda
não recebeu permissão para partir.
Talvez eu seja isso:
uma alma em exílio,
olhando o mundo
como quem olha pela janela
de um trem que nunca escolheu pegar.
Os métodos podem silenciar a voz de Deus em sua vida. Porque quem sempre sabe o que deve fazer, deixa de ser dependente do Senhor.
“Seguir em Frente”
Seguir em frente é o que realmente importa agora.
É preciso silenciar o barulho, deixar para trás vozes vazias
e não seguir a multidão que repete o que não entende.
A escolha mais sábia é mudar, melhorar e olhar para dentro.
Quando concluímos a travessia, precisamos saber
o que queremos de verdade para nossa vida.
Limpe a mente, ajuste hábitos e permita que as mudanças
cheguem com leveza e felicidade.
Lembre-se: o Deus que você procura está dentro de você.
Nada muda do lado de fora sem transformação interna.
Templos e discursos podem ajudar,
mas o verdadeiro contato com o Criador é seu — direto e íntimo.
Estamos entrando em um tempo de maior consciência espiritual.
Para atravessá-lo com equilíbrio, carregue princípios simples:
humildade, sabedoria e suavidade.
Eles conduzem à paz e à harmonia necessárias para seguir em frente.
Quantas mortes cabem em um homem?
Quantas vezes preciso
me congelar por dentro,
silenciar o sangue,
matar versões de mim
para que outra respire?
Há reinícios que não são começos,
são funerais discretos.
Enterros sem caixão,
onde sepulto nomes,
rostos, culpas e promessas quebradas.
Recomeçar não é viver:
é sobreviver ao próprio incêndio.
É virar cinza consciente,
sabendo que a chama não acabou —
apenas mudou de forma.
Toda vez que me mato por dentro,
algo em mim aprende a nascer.
E talvez o verdadeiro milagre
não seja recomeçar do zero,
mas continuar existindo
mesmo depois de tantas mortes.
Quando quiser,
dê um grito.
Quando precisar,
converse com um amigo.
Quando silenciar,
deixe o bem te dominar.
