Silenciar
Juntos outra vez
Coração aflito
À espera do grito
E o silenciar da alma
Esta que suspira e revive
Você dentro de mim
Sentir tua presença
Unir nossos corpos
Ainda que distantes
Por meros instantes
Toco-lhe em teu rosto
Afago tua alma
Reanimo o teu coração
Seguro as tuas mãos
E dou-lhe o beijo de boa noite
Saio lentamente pela janela
Deixo o luar contar nossa história
Junto com as estrelas
De qual o brilho lembra o teu olhar
Vamos sonhar
Pra ficarmos juntos outra vez
Chega um momento
em que precisamos silenciar .
Não para fugirmos de nós mesmos
Mas para arrumar a bagunça ,
que de vez em quando,
a vida nos surpreende.
O silêncio faz serenar a alma
nos traz paz e o sossego de que tanto
precisamos.
Silenciar ás vezes é preciso !
É um carinho necessário que,vez em quando,
a nossa alma implora.
E é o que mais tenho feito agora!
— A mente agitada vê monstros onde há apenas sombras.
Silenciar é enxergar o real.
Entre um pensamento e outro, mora a verdade.
Não é o ruído que cansa, é o apego a ele.
O descanso da alma começa no intervalo do pensar.
Respira e volta a si.
"A maturidade te ensina a priorizar quem soma e silenciar quem drena. Equilíbrio também é riqueza. ✨"💭
" Se tudo anda a gritar por fora pode também a silenciar por dentro.
O contorno externo pode excitar mais que o conteúdo, cuidado!"
- cvsmailart.'. -
O auto-racismo é uma ferida invisível: não sangra por fora, mas corrói por dentro até silenciar a alma.
"A maior revolução da vida é silenciar o ego para ouvir a verdade que ele sempre quis esconder."
Dollber Silva
Em meio a todas as coisas
Por falar, ou silenciar a voz
Por fechar os olhos, ou abrir os mesmos
Por andar, ou manter-me parado
Por ouvir os sons espalhados
E ignorar o que não desejado
Pelo ar (Oxigênio) que entra
Pelo ar (Gás Carbônico) que sai
Por tocar e ser tocado
Pela enfermidade
E pela cura
Graças te dou SENHOR;
Pois tu és Criador e eu criatura.
Silenciar, nem sempre é concordar. As vezes, é apenas uma maneira de evitar confrontar, quem o obvio não quer enxergar.
O que Jesus tem a ver com inteligência emocional?
Jesus sabia quando falar e quando silenciar. Sabia confortar o aflito sem absorver a dor, e sabia ver defeitos sem deixar de amar. Confrontava sem humilhar e respondia à altura — sem perder a compostura — a quem queria o ridicularizar. E, em meio a tantos acusadores, invejosos e julgadores incrédulos com o olhar, nunca sentiu a necessidade de provar alguma coisa — sendo capaz de disfarçar o milagre que acabara de realizar, como quem não quer que saibam, pois não sentia carência de aprovação.
Ele sabia quem era, de onde vinha e para onde ia. Seu propósito era claro, e ninguém o podia atrapalhar.
Jesus viveu pleno em todo momento, mesmo em um mundo de pessoas hostis. Basta observá-lo com profundidade, e aprenderemos segredos de como agir diante das hostilidades — e, principalmente, de como não sermos nós mesmos essas pessoas que provocam o caos relacional.
Na voz da água que cai, a alma aprende a silenciar, e a paz encontra espaço para ficar.
Onde a água cai livre o coração também aprende a descansar.
Carta à Hora Zero
Eu queria voltar
não para mudar o mundo,
mas para silenciar o relógio
antes do primeiro “agora”.
Às 00h00 de um janeiro antigo,
o tempo piscou
e eu já estava aqui
presa dentro de um corpo
que sente demais para este chão.
Não cheguei em casa.
Caí em território desconhecido,
com uma memória vaga
de algo que parecia
mais verdadeiro do que isto.
Nasci sem mapa,
com nervos de vidro
e uma saudade
que não cabe em palavras.
Enquanto outros aprendiam
as regras do jogo,
eu procurava
a porta de saída
do labirinto.
Carreguei dias
como quem carrega pedras no peito
e ainda me pediam
que eu chamasse isso de vida.
Hoje os parabéns
chovem sobre mim
como pétalas sobre um velório:
belos para quem olha,
dolorosos para quem ficou.
Não é sobre morrer.
Eu só não reconheço
este lugar
como o meu.
Se eu pudesse falar com o Criador,
não pediria o fim,
só uma explicação:
“De onde eu vim
que nada aqui me parece lar?”
Mesmo cansada,
continuo respirando,
não como escolha,
mas como quem ainda
não recebeu permissão para partir.
Talvez eu seja isso:
uma alma em exílio,
olhando o mundo
como quem olha pela janela
de um trem que nunca escolheu pegar.
