Si Mesmo
Um olhar para dentro.
Aprendo muito sobre mim mesmo, quando observo o outro. Nesta observação não há nenhum juízo formado nem qualquer tipo de preconceito. Contudo, quanto mais observo mais gosto do eu que me governa. Posso viver só? Claro que sim, tenho-me, e, porque me sou, basto-me ! Há uma multitude de coisas que me fazem sobejar a mim mesmo.
Agora, me levantarei, diz o Senhor; agora, me levantarei a mim mesmo; agora, serei exaltado.
Hino do Sacrificado:
A mim mesmo, por mim mesmo, busquei
e a Sabedoria Primordial alcancei:
memória, destino, origem;
somente eu conquistei.
Huginn, Muninn, Geri, Freki:
da Lembrança ao Pensamento;
do Instinto à Fome,
eu sou acompanhado pela
natureza do Homem.
Sacrifiquei a mim mesmo,
por mim mesmo,
para mim mesmo -
em nome do oculto,
não-dito fora de meu tributo.
Aceitei o sofrimento
como preço do Sentido -
tal é o sangue simbólico,
do egoísmo nascido.
Na Yggdrasil fui enforcado,
e com a Lança Gungnir
perfurei a mim mesmo,
(eu, somente eu)
durante o ciclo eterno do Nove -
e, como Sacrificado,
vislumbrei de tudo o Fim,
e a observação absoluta escolhi,
do Ragnarok.
Pois, nele, os nomes
deixarão de ser dito,
enquanto tudo retornará ao pó -
ode à morte que no infinito governa;
não-ser que atrai à divina contemplação,
que sela o Obscuro no universo,
à corrupção da alteração.
Sim, é fato: entreguei o Olho divino
ao Logos arcaico, à memória cósmica,
do poço de Mimir como
intelecto pré-racional,
anterior à morada de deuses
e suas vitórias.
Sim, conheço,
(eu, somente eu)
conheço o Possível pela perda,
pelo sofrer do que amei;
enquanto, no silêncio, permaneço
no afastamento do sagrado,
que pela minha morte foi pago.
Ora, no símbolo, e pelo símbolo, morro.
(eu, somente eu)
Por mim mesmo, eu morro.
Sozinho, eu morro.
Dou-me à morte como oferenda,
pelo sublime que permanece
à realidade em sacrifício,
como a realização da sabedoria mítica:
tal é das runas a magia não-dita.
Ofereci a mim mesmo, por mim mesmo,
para conviver com o inevitável saber
da trágica morte
vindo a mim;
e, pelo mistério das runas,
para obtê-las e enxergar o oculto,
enforquei-me
sem jamais temer dos deuses
o fim.
Assim, retorno aos Nove Mundos
após o Abismo ver,
os segredos conhecer,
e meu destino contra Fenrir perceber;
realizando o destino do fim divino,
como morada do eu mítico.
Estou exausto, perdido em mim mesmo. Onde se escondeu minha autoestima, meu amor-próprio, quando meu corpo já não responde?
Estou exausto, perdido nas profundezas do meu próprio ser, onde se escondeu minha autoestima, meu amor-próprio, quando meu corpo já não responde aos desejos da alma?
Dentro de mim arde um sofrimento silencioso, uma chama eterna que acende um farol de alerta no coração. Ao me erguer e encarar o espelho, vejo refletida a urgência da libertação, o clamor doce da alma que anseia por renascer. Finalmente compreendo.
A luz divina dança em meu ser, e por isso escolho amar com a pureza de quem não se curva à humilhação. O amor verdadeiro é entrega total, é voo sublime, é doação sem correntes, sem súplicas por migalhas. É um gesto sagrado, natural, que jamais fere a essência.
Não seria essa, talvez, a mais sublime forma de dignidade?
A vida é o amor que não se concretiza, um sonho etéreo que pulsa no silêncio do peito... E eu, com um suspiro profundo, me rendo a essa doce e amarga verdade.
Eu me recuso a ser diferente de mim mesmo, sou como sou e amo ser eu mesmo e sempre serei eu mesmo, ninguém além de mim.
Levei anos para me aceitar como sou, mas agora, amo tudo isso.
Se os outros não gostarem, que assim seja.
Bom dia!
Cada manhã eu acordo e digo para mim mesmo... eu posse escolher hoje, ser feliz ou viver de amu-humor, mas a felicidade é plena e nao dar lugar a amu-humor. Feliz terça-feira 🍀 ☺️
Ery santanna
O que mais faço de errado é fingir para mim mesmo que meu coração não sente o que ele sente por você.
"Não importa o quanto a vida seja difícil, vou continuar sendo uma versão melhor de mim mesmo todos os dias."
Hoje, Eu sou mal, serei mal até o dia que Deus me resgatar de mim mesmo. Então Deus, livre-me de mim, estou cansado de falhar perante a missão que me deste e o lugar que me colocou, puts cara, porque é dificil assim, seguir a ti, eu queria perder a minha vida inteira e tudo que tenho por amor e ti e aos meus amigos, mas eu não consigo, corro numa esteira esperando chegar em algum lugar.
A verdade é que eu em mim mesmo não tenho provisão de esperança, nem mesmo que eu posso sair desta situação, o meu Eu me assombra dia e noite, me ameçando de aparecer cada vez mais forte. Não Deus, eu não quero ser como a mim, porque em mim não há nada de bom, deixa-me te amar mais uma vez, Deixa-me te honrar mais uma vez, Deixa-me chorar mais uma vez.
Deus, me livre de mim. Por favor...
“Você devia se cuidar mais.”
“Há um tratamento.”
Sobre mim mesmo eu disse: “Eu nunca me cuidei ou me tratei.”
Eu grito,
não mais para o mundo,
mas para me resgatar de mim mesmo.
Grito tudo o que calei,
tudo o que doeu em silêncio,
tudo o que me fez pequeno dentro de mim.
Deixo a dor sair sem pedir desculpa,
deixo o peito tremer,
deixo a voz falhar…
mas não deixo mais ficar.
Porque esse grito não é só ruptura,
é nascimento.
No meio do caos da minha própria voz,
algo em mim respira de novo.
E pela primeira vez,
eu não me sufoco…
eu me escuto.
*A melhor versão de mim*
Hoje, vivo a melhor versão de mim mesmo.
Não porque tudo está perfeito, mas porque decidi fazer uma revisão honesta da minha trajetória.
Olhei para dentro, encarei meus erros, reconheci meus excessos e abracei minhas virtudes.
Removi palavras que feriam, hábitos que me sabotavam, desejos que não condiziam com minha essência.
Deixei para trás vícios disfarçados de rotina e pessoas que, ao invés de somar, drenavam minha energia.
Foi um processo silencioso, às vezes doloroso, mas absolutamente necessário.
Hoje, caminho mais leve. Com mais verdade, mais consciência, mais paz.E sigo aprimorando, porque ser melhor é um movimento contínuo.
Se você também sente que é hora de se revisar, se limpar, se reencontrar… saiba que nunca é tarde.
A melhor versão de você está te esperando. Basta coragem para começar.
꧁ ❤𓊈𒆜🆅🅰🅻𒆜𓊉❤꧂
Encontro em Fumaça
Sentei-me diante de mim mesmo —
mais jovem, mais leve, mais inteiro —
como quem ainda não havia aprendido
a negociar com o mundo.
Havia silêncio suficiente
para caber duas versões da mesma alma.
Olhei para ele —
e, talvez por hábito, talvez por fuga —
acendi um cigarro.
A chama breve iluminou o intervalo
entre quem fui
e quem me tornei.
Ele me olhou sem dureza,
sem reprovação —
apenas com um espanto limpo,
quase infantil.
E então se levantou.
Sem pressa.
Sem ruído.
Sem discurso.
Levantou-se como quem não reconhece mais
aquele gesto,
ou talvez —
aquele homem.
Fiquei ali,
com a fumaça desenhando dúvidas no ar,
tentando entender
em que ponto da estrada
eu havia aprendido a precisar daquilo
que antes não me habitava.
— Não era sobre o cigarro.
Era sobre ausências.
Sobre os silêncios que deixei de escutar.
Sobre os pesos que aceitei carregar
sem perceber quando começaram.
A cadeira à minha frente vazia
doía mais do que qualquer julgamento.
Mas então —
quase como um eco que não se apaga —
senti que ele ainda estava ali.
Não no corpo,
mas na lembrança intacta
de quem eu fui
antes das camadas.
Apaguei o cigarro.
Não como redenção —
mas como gesto de escuta.
E no instante em que a fumaça cessou,
algo em mim também se assentou.
Ele não voltou a sentar-se.
Mas também não foi embora.
Porque há encontros
que não pedem reconciliação em palavras —
apenas um pequeno retorno
àquilo que nunca deveria ter sido deixado.
E ali, no silêncio,
sem precisar dizer nada,
eu me reconheci de novo.
— ainda inteiro,
mesmo depois de tudo.
Paulo Tondella
Eu tive vergonha de mim mesmo
por ter pensado que estava traindo meu parceiro(a), e descoberto que trai a mim mesmo
Às vezes tenho a sensação de viver alguns passos atrás de mim mesmo. Caminho, falo, tomo decisões… mas meus pensamentos parecem observar tudo de longe, como se não reconhecessem totalmente as minhas próprias ações. Há um desencontro silencioso entre quem pensa e quem age dentro de mim.
Sou impulsivo. Sei exatamente os caminhos que deveria evitar, mas, ainda assim, meus pés parecem escolhê-los primeiro. É como assistir a mim mesmo atravessando portas que já sei, de antemão, que não deveriam ser abertas.
Também não sei se amo como os outros amam. Eu cuido, me preocupo, assumo responsabilidades, tento proteger quem está por perto. Faço tudo aquilo que dizem que o amor faz… mas o sentimento dentro de mim é estranho, deslocado, como se estivesse escrito em um idioma que todos entendem menos eu.
Às vezes choro em silêncio. Não por grandes tragédias, mas por pequenas falhas repetidas, por erros que eu mesmo construo com as minhas próprias mãos. Existe uma parte de mim que gostaria profundamente de ser melhor, mais claro, mais correto, mais inteiro.
E, ainda assim, carrego um peso que talvez nem seja meu. Sinto-me responsável por tudo que chega até mim: pelos problemas, pelas pessoas, pelos desencontros. Mesmo aquilo que claramente pertence ao mundo dos outros acaba encontrando um lugar dentro de mim.
Talvez por isso eu viva assim, um pouco perdido, um pouco atento demais, tentando, no meio da banalidade dos dias, encontrar algum ponto onde meus pensamentos e minhas ações finalmente decidam caminhar lado a lado.
