Shakespeare sobre o Amor Soneto 7
Quero comida não, seu moço. Quero é paz. Quero ver o amor reinar até depois de morto. Olha, vou te falar uma coisa: Eu tenho setenta anos e em nenhum deles eu tive o prazer de ver as pessoas respeitando, se amando, enfim. É só desgraça. E não venha o senhor me falar que a sociedade tá mudando porque não tá não. Se muda, é pra pior, meu camarada. Eu fico admirado quando alguém de boa fé começa a querer espalhar bondade, a espalhar alegria sempre com vontade de mudar o mundo. Por mais que alguém assim faça sua parte pra um mundo melhor, ele não vai mudar. É, amigo, o inferno é aqui e o mundo acabou faz tempo.
Eu morro todo o dia um pouco mais. Não vejo amor, só vejo paz. E paz não é esperança. Ando de bota e lança pelas ruas procurando olhar de criança e amor de cachorro, que é sincero. Caso eu só encontre o caos nosso de cada dia, caso eu só encontre a agonia de não ter o sentimento que eu quero, caso tudo me interrompa, eu não espero. Não espero porque a vida é traiçoeira e anda lado a lado com a morte, com o pecado e com a paz que eu espero. Ou nem tanto quero assim ser.
A paz sempre será possível quando houver amor, aquele amor paciente e prestativo que tudo suporta, perdoa, crê e espera.
Quando o seu amor não é correspondido, a tendência é o acumulo de amor, o bom disso é que você vai ter muito amor pra dar a quem merecer de fato.
O amor é uma bosta, ele acaba e arranca seu coração, te faz chorar pelos cantos, te faz acreditar em mentiras, mostra-lhe a decepção e que você pensa que tudo está perdido, é atingido por bola de emoções que lhe faz recomeçar amar.
...e o amor a dois agradeceu pela dose delicada e protetora de privacidade, como também pela alegria e incentivo dos que torcem pela sua eternidade, mas especialmente pela precaução das partes para que ele, o amor, não tenha que ser mais um amor na vida de cada um dos dois.
Quantos argumentos é preciso pra explicar o amor , talvez milhares , talvez infinitos ou então apenas uma frase , fica comigo pra sempre ...
Ah, o amor! Esse sentimento sacana, que nos dá uma rasteira e nos faz de capacho... e nós nos submetemos a ele com o maior prazer.
