Shakespeare sobre o Amor Soneto 7
04/07/2018
QUEIRA-ME BEM
Queira-me bem porque o resto tu tem,
vem de mim este ousado querer,
abrindo este novo amanhecer.
Este é o maior bem, meu bem, "te tenho me tens"!
A conjugação é restrita, cabe no exíguo espaço de um simples querer.
Te quero, me queres...
Querer por querer é apenas uma simples medida de ser
mas, amar por amor este sim tem calor.
Na alquimia do amor, o querer vem como desejo de ter,
enquanto o ter se confunde com o ser...
Te tenho, me tens...não apenas sou, somos!
Somamos prazeres e conquistamos lindos amanheceres
"A vida em nós acontece enquanto em nós sonhos florescem
Vivendo sempre este novo amanhecer de calor e amor!"
AREIA DA PRAIA
(Edson Nelson Soares Botelho)
Areia da praia com sua magia
Quanto mistério no seu silêncio
Esconde tantas aflições
E momentos felizes
Mistério do mar que a beija
Levando consigo todos os segredos
Deixando a saudade
E levando a verdade
Mistério do vento que acaricia
Ditando todos os desejos
Transformando sonhos em realidade
Mistério do sol que aquece
E no infinito desaparece
Dizendo que o amor só acontece uma vez
DO OUTRO LADO DA VIDA
(Edson Nelson Soares Botelho)
Paixão da minha vida, tua voz a falar mansamente
Tive a certeza que estava diante de um grande amor
Nunca esquecerei, quando ouvi de ti a frase eu te amo
Foi como um borbulhar de emoções dentro do meu coração
Hoje quando digo eu te amo, e ouço de ti a mesma frase
Sinto essa emoção como se a cada dia, fosse uma vitória
Diante de todas as tribulações, a frase eu te amo
Eterniza no tempo, como um hino da vitória
Superamos todos os obstáculos da vida
Pisamos em espinhos, mas nunca nos deixamos.
Estamos ligados pelo amor para sempre
Eu não quero nunca te perder, mas se for do destino
Que tenhamos que nos separar pela morte
Ficaremos na eternidade, na luz desse grande amor
APRENDIZADO.´.
(Ellen Ketlen)
(Edson Nelson Soares Botelho)
Afirmar o bem negar o mal
Afirmar a verdade negar o erro
Afirmar a realidade negar a ilusão
O uso construtivo da palavra em benefício próprio
Quando a vaidade nos procura
Quando o orgulho nos humilha
Quando a ignorância nos acusa
Quando a crítica nos fere
O silêncio na gentileza do perdão
Esperar o tempo para construir a paz
Arquiteto, Mestres e Pedreiros
Nos três pilares da construção
Na paciência, no tempo e no perdão
Construímos o nosso caminho de luz
CANTO II
Janela d'alma, visão
Íris líquidas pingantes
Longe, longe, coração
Ah, distâncias distantes.
Na ronda teu juízo
Envolto em madeira e terno
No bosque paraíso?
Na floresta inferno?
Se com luz,
Voo alto
Asas de Ismália.
Se na cruz,
Não falto
Mortalha.
Lembranças, que lembrais meu bem passado
Lembranças, que lembrais meu bem passado,
Pera que sinta mais o mal presente,
Deixai-me, se quereis, viver contente,
Não me deixeis morrer em tal estado.
Mas se também de tudo está ordenado
Viver, como se vê, tão descontente,
Venha, se vier, o bem por acidente,
E dê a morte fim a meu cuidado.
Que muito melhor é perder a vida,
Perdendo-se as lembranças da memória,
Pois fazem tanto dano ao pensamento.
Assim que nada perde quem perdida
A esperança traz de sua glória,
Se esta vida há-de ser sempre em tormento.
A vida é como uma montanha-russa,
nela temos altos e baixos.
Ela pode nos trazer momentos de inércia,
ou momentos de sucesso.
O conceito de vida pode ser complexo,
muitas vezes sem nexo.
Mas às vezes o conceito pode ser simples,
simplesmente ser feliz.
Acontece que a vida passa rápido,
rápido como um trem-bala,
no qual estamos embarcados.
Por isso temos que viver e não ter medo de ser feliz,
sempre buscar as melhores companhias,
e nunca esquecer que somos eternos aprendizes.
Me sinto mal quando olho para o horizonte
E me lembro pelo que me fez passar,
Mas já passou né? tanto faz.
E você não admite, ta certo você ainda mais linda.
Eu não quero ter você aqui mas sinceramente eu necessito.
Você não me quis... ainda sinto falta de você,
penso e retorno a mim, meu amor não me ajude.
E então olho para frente
E vejo o resto da minha vida
E vejo quanto tempo perdi te esperando.
Pensando em você
Mas não quero mais
Quando olho ao horizonte
A vastidão me acalma
Hoje escutei aquela musica
Me Recordei dos Maravilhosos
Momentos curtos e pequenos
Que muito breve passamos juntos!
Através da vidraça os olhos já não alcançam
o horizonte em detalhes acinzentados,
descortina-se lá fora a visão da liberdade,
embora ali dentro existam braços acorrentados
Sobre a mesa simples a louça especial,
ornando com a toalha de renda branca e linda,
tingida por pétalas de flores caídas,
apenas lembranças, outra tarde quase finda...
O corpo transpirou e quase dormente
deixou agitar o coração em desarmonia,
n'alma os sonhos, aos poucos, sucumbiram...
Percebeu grande vazio, tão de repente !
flutuando nesse escuro vácuo de agonia,
ao amor que se ausentou, lágrimas surgiram...
A NOITE
Oh! jornada negra! O silêncio debruçado
Lá fora... um raio rasgando o céu, espia
A minha alma, teimosa, cheia de porfia
Fria, chuva que cai, molhando o cerrado
No horizonte desfalece a luz do fim do dia
No céu tenebrosa, a lua, e o quarto calado
E só, trevoso e largo, o trovão estardalhado
Troando a solidão da chuvosa noite vazia
Devassa... oh! jornada escura de loucura
Que estardalhaça no peito suspiro fundo
E excarcera o medo sem qualquer ternura
Pobre umbroso de arrelia, e moribundo
O sono, pávido e prostrado de amargura
A noite, chuvosa, faz-se lento o segundo.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, 25 de outubro
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
INIMPUTÁVEL
A concatenação do texto é necessária
como cauterizar um sangramento o é
tirando uma hemorroida ou amputando um pé,
e deve progredir conforme a faixa etária.
Outrossim confrontar opiniões contrárias
conduz ao quebra-pau, edificando a fé
de que esta Humanidade é mesmo uma ralé
e vale a pena crer que exista coisa vária.
Porém a coerência é algo coerente,
refutando um sofisma além de insofismável,
pois sempre é sim, ou não, e coerentemente.
Procure terminar de forma inoxidável,
mantendo a hemoglobina azul ou transparente,
e um texto aí está, com siso, inimputável!
Marcos Satoru Kawanami
.
O GAMBÁ E A CONDIÇÃO HUMANA
Sarnento e definhando em mortuária
postura sorumbática cadente
aparece um gambá noturnamente
lá no pomar da dona Januária.
Em termos de gambá, tem faixa etária
de alguém que já viveu eternamente,
assombração albina e recorrente,
que é mais assombração por ser precária.
Não acho o que me diz o tal gambá,
talvez alguma coisa visceral,
alguma coisa ruim mas sem ser má.
Porém o bicho é feio, e, na real,
convocando a razão mais para cá,
cagaço não define a coisa mal...
Marcos Satoru Kawanami
.
CORRENTE
Aplique-se em trabalho virtuoso,
na luz da primavera, o tosco Marcos
zanzando pela Lapa, aos pés dos arcos,
recebe por conselho de um idoso.
Cagou para o conselho valoroso,
beijou a vida de um viver anarco,
remou contra a maré, furado barco
achou de o recrutar, desventuroso.
De déu em déu esteve sem paragem,
a cada porto foi mais tosco sendo,
e o porto calendário na contagem.
Mas, no inverno, de frio estremecendo,
falou “busque a virtude” o néscio Marcos
vendo um rapaz aos pés dos mesmos arcos.
Marcos Satoru Kawanami
.
ASSOMBRAÇÃO
Tenho uma solidão, tapera sombria
Assombrada, de sonhos penitentes
Onde anda a ilusão tristonha e fria
Na saudade, poetando os ausentes
E no vazio, a alma sem doce poesia
Tal paz duma sepultura, os poentes
Sois, num entardecer de melancolia
Tatalam as mãos, olhar e os dentes
No silêncio o ranger da imaginação
Pelos cantos os vultos em prantos
Das lembranças, tal qual fiel serva
Que invadem as órbitas da emoção
Soturnos fantasmas e, quebrantos
Segregando o espírito na tênia treva
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Novembro de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
ME PERDI, E ME ACHEI
Não me perdi na imensidão... me perdi
Na melancolia do cerrado. E me julguei
No chão, e da terra então, eu me achei
Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui
Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali
Outros houve, e assim, eu então farei
Caminho, na diversidade, caminharei
Num ardor sublime, na terra araguari
Ah! Ó saudade de cólera tremenda
Os sonhos sonhados agora fugitivos
E as lembranças ao coração inflama
Poetizaram nas rimas desta lenda
A emoção tão comuns dos vivos
Os desenganos os deixo na lama.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Novembro, 2018
Triângulo Mineiro
Olavobilaquiando
Eu vou apagar de mim;
todo esse sentimento inverso;
Na incapacidade de ser vivido;
Guardarei comigo, apenas os versos.
Da menina mais pura que já vi;
O doce encanto que exalas;
Pureza criada pela natureza;
Que fez morada em minh’alma.
O sonho que não passará de encanto;
Onde meu eu perdeu-se em teus encantos;
Sonhando o que não podia viver.
No fascínio do teu ser
Por deveras eu confesso,
tu serás eternamente, o meu mais lindo verso.
Desalento
De tristeza minh’alma está completa;
A sentir furadas de espinhos;
Na noite em que me sinto sozinho;
Revendo conversas trocadas com você.
Na impossibilidade de ter, caminhei na contra mão do destino, E agora, eu dissipo meus sentimentos sozinho, escrevendo em folhas;
Pensando em você.
-Wesley Giovanny
Abraça - me simplesmente
Não me abraces, se ser só preferes
Nesta vida viverei eu descontente
Já que amor por mim não sentes
Serei nesta vida plenamente triste.
Se um dia eu seu coração partistes
Memória de mim não te consentes,
Esquecestes do meu amor ardente,
Que um dia ainda eu amor encontre.
Possa eu neste amor merecer - te
Se algum amor por mim em ti restou
Esqueça eu e tu sofrer plenamente.
Porque se o amor no tempo ficou
Permita Deus tão logo abraçar - te
E deste abraço viver eternamente!
O que afeta é a ditadura
Há à inércia apática da felicidade, a crença
Há à emoção da sensação, à paz felicidade
Há à isso regras ou leis e ditos espirituais
que seguem, insistentemente no desapego!
O que desapegar flutuará e será de quem?
De certo que ficará liberto no firmamento,
aberto feito a redoma limitada da sombrinha,
que desapegada de suas mãos irão em vão!
A inércia de seu reflexo te emoldura em ato,
em fato, em quadro quadrado ou bola redonda,
mas o triângulo é que tem ponta e aponta Deus!
Deus é o sol na ponta, o sangue na direita...
e o petróleo à esquerda, está aí trinidade
e a ditadura seguirá sobre o que afeta!
Só sabem explorar o povo
Enquanto isso a reforma continua
porque o nióbio é um tesouro
que o Brasil dá como carne crua
à aqueles que sabem que é ouro!
Se a tecnologia não existe
sabemos que foi inventada
mas, o Brasil persiste
em tratar todos feito boiada!
O incentivo que dá ao povo
é liberdade que põe couro...
para chicoteá - lo de novo!
Porque a tradição é a exploração
do povo é do trabalho duro!
Explorar a terra, não sabem não!
