Seus Olhos Verde Mar

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Espero que aquele seu sorriso ainda esteja de pé, firme e encantador como sempre foi. Que nada amargue o toque de amor que sai dos seus olhos, a firmeza da sua voz que mistura doçura e delicadeza, ainda que às vezes recheada de algumas bravezas. Que os seus dias sem cor sejam pintados pelas águas do mar, pela imensidão do céu, pelas estações do tempo. E que apesar da estrada de chão duro e seco, as flores da primavera perfumem o seu coração de esperança e de certezas por dias mais suaves, mesmo quando o inverno crie tempestades que insistem em permanecer. E por mais que a fragilidade te encontre, que você seja mais forte do que a dor.

Você

Você sempre foi o brilho dos meus olhos.
Você sempre foi o amor que despertou em mim,
Quando tudo parecia sombrio e sem cor.
Você, só você sabe de mim.
Você, só você lê o que eu sinto.
E nos desencontros de todas as noites,
Você sabe me prender em cada amanhecer.
Os dias, meus dias, são feitos de você.
E por você eu dou o céu,
Corro mar, só pra te encontrar.
É pelo o que não fomos que busco
Em tanta beleza que me faz te ver,
E vejo o quanto eu preciso de você.

E então a moça abraçou seus sonhos e seguiu adiante.
Mesmo estando sozinha, não temeu. Seguiu em frente e deu asas naquilo que desejava.
Tentava entender seus atos impensados, suas loucuras e todas as decisões que cometia, e de nada se arrependia.
No fundo, ela era mesmo pequena demais aos olhos desse mundo, mas gigante aos olhos de Deus.
Tinha em seu coração certa convicção, ELE sempre a tiraria do chão. E aos tombos da vida, ela sempre sobreviveria.

No azul do mar
golfinhos saltam -
parecem brincar

negro e revolto
o mar de inverno
pressagía desgosto

Verão de mar brilhante
e o dia marcando passo
na maré vazante

Na noite escura
um mar de espuma
chama pela lua

Nunca o olho do ávido dirá, assim como não o dizem jamais o mar e o inferno: a mim basta.

Mar de tormento
mar de sustento -
ai, triste sina

peixes voadores
ao golpe do ouro solar
estala em farpas o vidro do mar

escreve
a tinta se esvai
o mar se expande

Onde começa, onde acaba
a cabeça, a cauda
da serpente do mar?

Ilhotas boiando.
Sob um céu vasto e sereno
este mar tranqüilo.

O luar no mar.
Um peixe salta, enlevado,
banhado de prata.

No aquário redondo
o peixe dourado
julga o mar enfadonho

espuma do mar
adensa o voo das
gaivotas no ar

Seus olhos se enchem de lágrima, a música se torna instrumental matando qualquer outra palavra, a cidade não respira, o tempo não existe, a solidão é coisa de gente que mora muito longe dali, minha mente aquieta todos os monstros.

Muito custa ao homem revelar-se mau, até aos seus próprios olhos; e não se atrevendo, faz-se hipócrita.

Você não me conta seus desejos. Sorri com os olhos, com a mesma boca que mais tarde, um dia, depois daqui, poderá me dizer: não.

Daí a eterna impaciência, e adoro ver seus olhos de rapariga rondando a enfermaria: eu, o relógio, a televisão, o celular, eu, a cama do tetraplégico, o soro, a sonda, o velho do Alzheimer, o celular, a televisão, eu, o relógio de novo, e não deu nem um minuto. Também acho uma delícia quando você esquece os olhos em cima dos meus, para pensar no galã da novela, nas mensagens do celular, na menstruação atrasada.

Inserida por brunaalencarc