Seria
“Às vezes, agradeço a castração moral que me impõe limites. Seria perigoso demais ter uma mente fértil e questionadora num mundo que adestra para servir aos donos da matriz.”
No horizonte de eventos.
Tudo é visto com a beleza.
Qual seria o seu horizonte de eventos?
Pois a busca por beleza te faz admirar algo?
E enquanto isso nota feiura e contraste do caos te faz ter sentimentos. Para o qual o evento te proteja em sua mente a inércia da imagem. E tudo que se faz ou seja torna se maravilhoso. Num estado absurdo os sentidos lhe da realidade.
Os sentidos lhe dao liberdade e um sentido da vida.
Sem os sentidos vivera dentro da escuridão não haveria sentimentos apenas lembranças.
De um evento parado numa cena do desconhecido.
Às vezes me pego pensando em como seria minha vida se eu tivesse tomado outra decisão oito anos atrás. Tem muitas coisas que acontecem na nossa vida que não conseguimos entender e o que nos basta é o questionamento. E começa o verdadeiro dilema do que poderia ter sido evitado, de qual forma eu deveria ter agido e assim segue por anos na minha cabeça. São tantas perguntas sem respostas, tantos sonhos deixados para trás. Passaram-se oito anos e ainda sigo com isto na mente, seria um arrependimento? Acho que não. Enfim, minha vida é uma loucura
Se justiça fosse critério, o Brasil seria indígena e a Palestina árabe, não territórios usurpados por massacres e assinaturas.
Amor: benção ou ferida?
Qual seria o verdadeiro sinônimo do amor?
Para quem dá certo, talvez ele seja uma das sete maravilhas do mundo.
Mas... e para aqueles em que não dá?
Hoje percebi que, para mim, o amor é mais dor do que felicidade.
A todos os apaixonados, desejo tudo de bom — o melhor dessas sete maravilhas.
Mas eu... eu não nasci para isso.
Dói até escrever, mas não quero mais.
Não quero mais orar por alguém que não soube valorizar o que eu sentia.
Deus sabia que meu amor era verdadeiro.
E ainda assim, você me traiu.
Traiu... em todos os sentidos: me trocou, me feriu, me deixou em pedaços.
Agora só me resta dizer:
Desejo o melhor para você, mas acabou.
Acabou o meu amor por você.
Todos os dias da minha vida acordei com a certeza que seria o melhor dia dela. E realmente cada um deles foi. Muitos deles levei uma surra dela, mas foram esses que me fizeram forte o suficiente para viver com in dias em que ela foi generosa comigo. Todos os dias, ruins ou bons, fizeram a pessoa que sou hoje, por isso não tiraria nenhum deles da minha vida.
Pra quem é cego, enxergar por um dia seria o maior milagre da vida. Pra quem é tetraplégico, dar um passo seria o sonho de uma vida inteira.
O mundo seria muito melhor com mais empatia, porém essa atitude não passa de uma utopia, muito rara hoje em dia, porque as estruturas sociais priorizam cada vez mais o individualismo, no máximo dão prioridades aos laços familiares e comunitários, que muitas vezes são rompidos pela ganância. Se até entre os próprios familiares essa capacidade de se colocar no lugar do próximo está desaparecendo, imagine entre pessoas de outras nações.
O que é a verdade?
Não seria um romance proibido,
De dois amores que se escondem
Dos olhos públicos curiosos,
Para que se amem em secreto?
E que não foi capaz de escapar
Do anonimato, do segredo,
Revelando-se um escândalo?
E, muitas vezes, não seria a verdade
Senão uma desavergonhada escandalosa?
Não seria um espelho embaçado,
Que não reflete bem nossa face,
Mas, mesmo assim, permite-nos
Um vislumbre aproximado
De nossos rostos?
Ou nossa sombra pelas paredes,
Com seu desenho não tão exato,
Sem noção tridimensional,
Distorcendo-se à medida
Do movimento de nossos corpos
Ou da luz que nos ilumina...
Incapaz de nos representar
Como faz o pintor a um quadro.
Uma simplificada aproximação?
Não seria, senão, como um alvo
Para um arqueiro,
Onde as flechas são atiradas,
E tenta-se atingir
O mais perto do centro?
Uma narrativa que tenta ser
Tão próxima da realidade,
Como a flecha ao meio do alvo?
Não seria ela
Como as estrelas do céu
Que não podemos tocar,
Ser apenas desejosos disso?
Não seria a verdade
Como o corpo de uma mulher casada
Que pertence a outro homem
E nunca poderemos tocar,
Nem nos mais ambiciosos sonhos?
Não seria, então,
Como o troféu de um esporte,
Tal como os gregos amavam praticar,
Que exige um treinamento rigoroso,
E a cada falha, procura-se evolução,
Até conquistar o resultado?
Não seria a verdade
As ideias que vagam
O pensamento dos loucos,
Um sonho dentro de nossas mentes,
Inventada pelos neurônios?
Ela existe fora da mente delirante?
Poeira poética do doloroso amar
Eu achava
que entraria em sintonia com o amor.
Você seria a melodia
da minha poesia empoeirada.
Mas ela vai ficar guardada.
De.novo.
Já que você
será o ritmo
para os ouvidos dela.
E eu desconfiei...
te ver amar.
Me enganei
imaginando ver
o seu amar em mim.
Me dói.
Uma dor familiar.
Uma história velha,
com protagonista novo.
Me dói o coração:
falhar no amar
mais uma vez.
Às vezes, a gente insiste em seguir por onde o coração jurou que seria mais seguro. Faz planos, desenha caminhos, pinta setas no chão. E de repente a vida, com sua sabedoria antiga, vira o mapa de cabeça para baixo. Empurra para longe do que parecia óbvio. Convida a recomeçar.
Dói um pouco no início… mas logo a gente percebe que mudanças também são forma de cuidado. Que o inesperado abre frestas onde entra uma luz que a gente não enxergava antes. Que nenhum desvio é castigo: é realinhamento.
E quando a alma continua limpa, disponível e inteira, até o vento forte vira mensageiro. Ele sopra, balança, mas não derruba. Porque quem caminha com fé sempre encontra algum brilho no meio da travessia — um clarão que aquece, uma coragem que renasce, uma esperança que não se apaga.
No fim, há sempre um caminho que se revela.
E, de alguma forma misteriosa, ele escolhe a gente no exato momento em que também escolhemos continuar.
Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Você chegou na minha vida em um momento muito frágil e por essa fragilidade achei que você seria um porto seguro.
Levei um tombo, e como uma criança quando cai sai procurando alguém pra ajudar chorando, então descobri que tava sozinha e também não era mas uma criança.
Eu sacrificaria pedaços da minha carne, mas mesmo assim seria considerada egoísta por querer manter meus ossos.
O medo do fracasso nos fez permanecer em lugares onde o certo seria partir, na esperança de que a insistência pudesse salvar o que se desfazia.
