Seres Humanos
Os seres humanos não têm existência própria. Isso é fácil de perceber quando estão imóveis ou distantes, mas quando começam a falar, a sorrir, a flexionar as pernas e a tossir, somos iludidos com esse simulacro de vida.
Aprendi muito cedo que seres humanos não são compostos de uma coisa só. Somos duas partes que compõem o todo.
Temos a consciência, que inclui a mente e a alma, as partes intangíveis.
E temos o ser físico: a máquina que sustenta a consciência e nos faz sobreviver.
Se estragar essa máquina, você morre. Se negligenciar essa máquina, você morre. Se achar que sua consciência pode sobreviver sem a máquina, você morre logo depois de descobrir que estava errado.
A arte revela um mundo inconsciente aos seres humanos, facilitando o acesso à essência de sua própria consciência.✍️🎭
E se os seres humanos não fossem apenas uma criação de Deus, mas partes literais dele?
E se, ao criar os primeiros humanos, Deus tivesse dividido uma parte da sua própria essência para dar origem a seres verdadeiramente conscientes e independentes? Talvez quisesse testar a sua criação, observar o universo através de outras perspetivas, ter companhia ou simplesmente deixar de existir sozinho. Mas e se não tivesse previsto completamente as consequências dessa decisão?
E se cada novo ser humano precisasse de receber uma pequena parte dessa essência divina? Quanto mais a humanidade crescesse, mais fragmentada ficaria a força de Deus. O seu poder continuaria a existir, mas estaria distribuído por milhares de milhões de pessoas incapazes de agir como uma só consciência. Deus não teria desaparecido, mas estaria progressivamente mais fraco enquanto entidade individual.
E se os animais tivessem sido uma experiência anterior, criada com fragmentos menores ou sem a mesma liberdade e consciência? E se os dinossauros tivessem sido uma das primeiras criações a crescer para além do equilíbrio esperado? Talvez Deus tenha permitido que dominassem o planeta durante milhões de anos, até perceber que já não conseguia controlar a sua expansão e teve de recorrer a uma solução extrema para recomeçar.
E se os humanos fossem a tentativa seguinte? Seres fisicamente mais pequenos, frágeis e com vidas mais curtas, que aparentemente seriam mais fáceis de controlar. No entanto, Deus teria subestimado a inteligência, a capacidade de adaptação e a velocidade de reprodução da humanidade. Com a agricultura, a medicina e a tecnologia, os humanos começaram a ultrapassar quase todos os limites naturais, tal como os dinossauros tinham feito, mas de uma forma muito mais rápida e difícil de travar.
Nesse caso, e se aquilo a que chamamos “mal”, como doenças, catástrofes, epidemias e outros acontecimentos destrutivos, não fosse apenas castigo ou crueldade? E se fossem tentativas cada vez mais imperfeitas de abrandar o crescimento humano e recuperar parte da força divina? Ou, pelo contrário, e se essas tragédias fossem consequências involuntárias do enfraquecimento de Deus, que já não teria poder suficiente para manter o mundo completamente estável?
E se Deus já não conseguisse controlar com precisão aquilo que criou? Talvez apenas fosse capaz de influenciar forças naturais, originando acontecimentos demasiado grandes e indiscriminados. Isso explicaria por que motivo as catástrofes não atingem apenas pessoas consideradas más e também destroem vidas inocentes. Não seriam julgamentos perfeitos, mas ações desesperadas de uma entidade que está a perder o controlo.
Mas o que acontece à parte divina de uma pessoa quando ela morre? Regressa a Deus, fortalecendo-o novamente, ou permanece separada para sempre? Se regressar, talvez a vida e a morte façam parte de um ciclo de distribuição e recuperação de energia. Se não regressar, então cada nascimento aproximaria Deus de uma fragmentação definitiva.
E se Deus não puder simplesmente eliminar a humanidade porque isso significaria destruir partes de si próprio? Talvez tente apenas limitar o nosso crescimento, esperando que encontremos equilíbrio antes que a sua consciência original desapareça por completo.
E se a razão pela qual Deus parece silencioso não for a sua ausência, mas o facto de já não estar concentrado num único lugar? Talvez Deus esteja presente em cada consciência humana, observando o mundo através dos nossos olhos, sentindo através das nossas emoções e agindo através das nossas escolhas, mas sem conseguir reunir todas essas experiências numa única vontade.
E se os nossos impulsos para criar, proteger, amar, conquistar e destruir forem manifestações diferentes dessa mesma entidade fragmentada? Talvez o conflito humano seja, literalmente, Deus em conflito consigo próprio.
Nesse cenário, será que a humanidade está lentamente a destruir Deus, ou está a transformar-se numa nova forma dele? E se o verdadeiro objetivo não for obedecer a uma entidade exterior, mas aprender a unir as partes distribuídas por todos nós? Talvez Deus esteja cada vez mais fraco enquanto ser individual, mas possa tornar-se novamente poderoso se a humanidade algum dia conseguir agir como uma consciência coletiva.
E se Deus nos criou para ter companhia, mas acabou dividido entre todos nós? E se agora estiver à espera que as suas próprias partes percebam aquilo que são e encontrem uma forma de voltar a unir-se?
Quem vive criticando e menosprezando os outros perde a chance de conhecer seres humanos incríveis por pura soberba e ignorância.
o que difere os seres humanos dos animais, além da capacidade de pensar, é a capacidade de saber que eles estão errados, e mesmo assim não conseguem parar.
"Todos os seres humanos são irmãos, e por isso a guerra não tem sentido diante da verdadeira consciência de unidade e fraternidade.”
Os traços que individualizam os seres humanos, são meramente físicos pois, espiritualmente todos nós fomos criados à imagem e à semelhança de Deus.
O Infinito é um limite para nós seres humanos, pois para ELE o Infinito é apenas mais um detalhe de SUA revelação.
Deus permite situações de vida, incluindo o sofrimento e as adversidades, para que os seres humanos sejam purificados, moldados e transformados, visando a um coração mais puro, dependente e dedicado a Ele.
“Entre o dogma e o caos, o Direito constrói uma terceira possibilidade: regras para seres humanos que não possuem certezas absolutas.”
Quanto mais conectados ficamos, mais urgente se torna compreender por que tantos seres humanos continuam profundamente sozinhos.
Como seres humanos imperfeitos podem instituir uma ordem suficientemente justa para que possam coexistir sem que a própria imperfeição destrua a possibilidade da convivência?
Como seres humanos imperfeitos podem construir uma ordem minimamente justa para viver juntos em uma sociedade tecnologicamente acelerada?
A razão aproxima os seres humanos porque procura aquilo que existe de comum entre eles, enquanto o fanatismo frequentemente transforma diferenças em fronteiras.
A desigualdade entre os seres humanos pode nascer da natureza, mas a desigualdade transformada em privilégio jurídico, econômico ou político é também uma construção social.
Os seres humanos frequentemente acreditam não naquilo que os fatos demonstram, mas naquilo que seus desejos tornam psicologicamente conveniente acreditar.
