Ser Humano
Uma atitude que poderia ajudar o mundo a ser um pouco melhor: O ser humano SER um pouco mais HUMANO
O maior erro do ser humano foi dialogar com a serpente, com serpente não tem diálogo, devemos pisar na cabeça dela ou jogar na fogueira.
(Jefferson Santos)
Desde as mais antigas tradições espirituais, o ser humano interroga-se acerca do sentido último da existência, da natureza da vida e do mistério da morte. Em diferentes épocas e civilizações, essa inquietação assumiu formas variadas, mas sempre convergiu para um mesmo ponto: a tensão permanente entre o apego ao transitório e a busca pelo eterno.
Nos Vedas, encontra-se a emblemática narrativa de Nachiketa, que se dirige a Yama, o senhor da morte, para solicitar-lhe a imortalidade. Diante do pedido, Yama recusa-se a concedê-la, explicando-lhe que a mortalidade constitui parte essencial do ciclo da existência. A verdadeira imortalidade, ensina-lhe, não se alcança pelo prazer sensível, mas pela compreensão do verdadeiro ser. A libertação, nesse horizonte, nasce do autoconhecimento e da superação das ilusões do mundo fenomênico.
Em perspectiva análoga, o budismo apresenta, no Tripitaka, a parábola da jovem tecelã que pede a Sidarta, já iluminado como Buda, que distribua sabedoria a todos. Em resposta, ele ordena que vá à aldeia e interrogue os habitantes acerca de seus desejos. Ao retornar, ela relata pedidos de riqueza, saúde e poder, mas nenhum pedido por sabedoria. “Como posso oferecer aquilo que não desejam?”, indaga o Buda. A lição é clara: o homem, cativo de suas inclinações imediatas, ignora frequentemente aquilo que lhe é essencial.
No cristianismo, os evangelhos narram o encontro de Jesus com o jovem rico, que lhe pergunta sobre o caminho para a vida eterna. Após afirmar cumprir os mandamentos, o jovem ouve a exigência decisiva: vender seus bens e distribuí-los aos pobres. Incapaz de desapegar-se de suas posses, afasta-se entristecido. A salvação, aqui, não é negada, mas condicionada à renúncia e à liberdade interior.
Essas três narrativas, oriundas de contextos culturais e históricos distintos, convergem para uma mesma verdade antropológica: o ser humano deseja aquilo que não compreende plenamente e apega-se àquilo que o impede de transcender. Busca o conforto do imediato e teme o risco da transformação interior. Prefere o perecível ao eterno, o seguro ao verdadeiro, o visível ao essencial.
Desejamos, assim, o que não entendemos. Esquecemos o que precisamos abandonar. Lutamos pelo transitório, mesmo sabendo de sua fragilidade. Sustentamos o insustentável, por receio de perder aquilo que julgamos ser nosso. E, quando o sacrifício se impõe como condição para a plenitude, ainda assim hesitamos, adiamos e recuamos.
Talvez resida aí o drama fundamental da existência humana: saber, em algum nível, que a vida autêntica exige renúncia, mas não possuir, muitas vezes, a coragem de realizá-la. Entre o chamado da transcendência e o peso do apego, movemo-nos em permanente ambiguidade. E é nesse espaço de tensão que se decide, silenciosamente, o destino espiritual de cada indivíduo.
O ser humano passa a vida desejando que os outros mudem, que a realidade mude. Até que um dia ele muda. Só então percebe que não há nada que precisa ser mudado
Vibrar com o sucesso do outro é uma das características mais bonitas do ser humano. Essaqualidade conecta com o fluxo, e nos move ao sucesso também.
Na cabeça do ser humano, mora bonecos fantasiados, inofensivos, mas, também mora monstros armados, capazes de destruir tudo à sua volta.
O Ser Humano é uma figura ímpar no Reino Animal, mesmo tendo o livre arbítrio para decidir o que faz e o que não faz, ele teve a ousadia de criar um deus e ainda responsabiliza-lo quando suas escolhas dão erradas.
A família é o primeiro alicerce do ser humano. Quando esse alicerce falha, os filhos são forçados a se construir sobre um terreno instável.
O ser humano poderia viver com os animais sem maus-tratos, sem violência. A vida deles é curta e a nossa, sem eles, é eterna e solitária.
Misericórdia e compaixão são duas palavras de suma importância que o ser humano precisa cultivar, assim como a empatia e as demais palavras que nos torna humano.
O ser humano é engraçado: te abandona na pior fase da sua vida e depois te procura no seu melhor momento.
O ser humano não é o produto do meio onde vive conforme aprendemos, o ser humano é o produto, o resultado daquilo que sua cognição absorve.
O ser humano que aparenta ser politicamente correto, costuma maquiar seus defeitos no convívio com outras pessoas.
Tomado pelo desejo de transcender os limites da própria existência, o ser humano aperfeiçoa tudo ao seu redor, o que não faz é aperfeiçoar a si mesmo.
O meio pelo qual o ser humano tenta induzir as outras pessoas, manipulando-as a terem certos tipos de comportamentos, é pelo medo, culpa e ganância.
