Ser Feliz antes de Qualquer coisa
A cada vez que teu coração
se deixa dominar
Por um momento qualquer
de loucura ou demência
E você age
sem pensar nas consequências
Por estar enxergando miragens
Aguarde o Mar voltar
E nessa volta não haverá de vir nada
Além de uma indomável
Enxurrada de razão
Que há de lhe jogar ao chão
Ou quem sabe até
Num precipício
de onde eu te garanto
Vai ser muito difícil voltar
Portanto
Procure sempre refletir um pouco
Um segundo antes
de agir feito um louco.
Num dia qualquer
Você finalmente percebe
Que a sua vida foi algo
Que você mesmo complicou
Você não precisa
Ter tudo que quer
Porém, se mesmo assim o quiser
Agradeça antes aquilo que recebe
Desobedeça as suas vontades
de vez em quando
E talvez até descubra
Que não eram suas
Tua visão
Não dobra nenhuma esquina
Portanto
Você precisa ir até lá
O teu olhar, às vezes
pode te levar até a Lua
Mas quando chegar lá
Finalmente você vai descobrir
Que é aqui neste lugar
Que a sua vida continua.
Me pergunto se imaginaria
Numa tarde qualquer
Limpando a fuligem da vida
Não saber-lhe a causa
Sem querer saber-lhe a origem
Nunca mais fixar-me no assunto
Eu, a vida e os calendários de papel
Papel que queimou quase sem razão
Pela simples razão de ser feita de papel a vida
Hoje, rabiscada e corroída
Já não dá pra entender quase nada
Coração se cala de papel passado
Que de tão passado se queimou, virou fuligem
Ao tentar deixar lá no passado da gente
É que então se percebe
Irremediavelmente junto a nós
Para um dia cavalgarmos juntos
Numa estrela sem céu
De outro céu sem estrelas
Mais um, de tantos que a vida deu
Quão distante a alguma madrugada
Rumo a uma tarde qualquer
Limpando a fuligem
Sem sequer saber se me perguntaria.
Edson Ricardo Paiva.
Noite fria, claro dia
lembranças de momentos tão distantes
cujas lembrança trazem
qualquer sentimento
exceto alegria
recordando a primavera
de uma existência
mergulhada em agonia
Aonde estão as caravanas de ciganos?
violinistas,flautistas
trapaceiros...vigaristas
Amigas amadas
com seus sorrisos de fadas
que eu via de manhã, quando acordava
que me sorriam, e como névoa
dissipavam
deixando seus sorrisos
e uma alegria que ficava no meu dia
Laranjeiras no quintal
insetos voando lentamente
Feitiço de bruxa
que só de maldade
traz e tira isso da gente
hoje não há mais fadas
e são maldosos os olhares
que outrora faziam sorrir
e não há boca pra dizer nada feliz
não há mais grama no quintal
e nem vontade de dançar na chuva
já não tenho mais ciência
do que haverá
depois da curva
o tempo passa
a vista turva
a luz que a vista ilumina
não mostra aonde
e muito menos quando
a estrada termina
o espelho não mostra um atalho
lá eu olho e vejo
apenas e tão somente
um sorriso de espantalho.
Às vezes, enquanto anoitece
Me sento num canto qualquer
E dirijo uma prece ao tempo
Imploro que ele me esqueça
E o tempo, sem muita pressa
Responde que eu não lhe aborreça
Então eu o ouço e fico mudo
Estudo como ele trabalha
A maneira com que faz as entregas
E quando vai, tudo carrega
O tempo que nada nos nega
Enquanto passa; tudo nos toma
O tempo é uma fera que não se doma
E me espera na próxima esquina
Passa por mim enquanto anoitece
Falso amigo que não me esquece
E me torna a cada dia mais cansado
Me disse uma vez no passado
´´TE darei o que quiseres,
Farei o que me pedires
em seu caminho haverá arco íris
no teu Céu porei estrelas
porém, a nada se apegue
pois um dia haverá de perdê las
Não espere que eu te obedeça
nem imagine que eu vá esquecer te
És semente que um dia eu plantei
e um dia haverei de colher te´´
Caiu uma gota
Gotejou
Gota de quê?
Parece que molhou
Formou uma mancha
Qualquer falha...
ela se espalha.
Tem algo de mística,
não dá pra explicar
com minha parca linguística.
Caiu na folha de papel
onde eu ia escrever
um triste poema;
A ideia me sumiu
A gota foi deixando a folha rota
a folha era tão branca...
Agora está impura,
me distraí
olhando a mancha
esqueci a inspirada tristeza
ela passou; não tem mais nada,
findo o assunto.
A magia da mancha
Fazendo véu
movendo Estrada
Algo inerte ela alimenta
E aumenta, no meio do nada
Uma simples lágrima
No branco do papel
Em certos momentos
da vida indecisa
Pode dizer muita coisa
Eu sonho um Mundo
Em que todos tenham direito
A rir e sorrir de qualquer jeito
Um Mundo que tenha um Deus
Mas não tenha nenhum Rei,
Senador e nem Prefeito
Resumindo: Um mundo perfeito
Onde chova suco de uva
Aos meus pés, espelhos d'agua
No peito, nenhuma mágoa
E eu possa caminhar
Entre as Florestas de Guarda-chuvas
Sem nunca espetar nenhum olho
Lá, as crianças terão piolho
Mas as mães não vão jamais
machucar as suas cabeças, ao tirá-los
Meus pés não terão mais calos
Mas eles existirão em minhas mãos
de tanto ajudar meus irmãos
a construírem as suas casas
nas quais trabalharemos
todos os domingos
E antes que eu me esqueça
Todos os dias serão domingo
e em todos os quintais
Haverá dois pés de manga
No centro da cidade
Uma Torre de Babel
Montada qual Torre Jenga
E tudo será brincadeira
E todos vão falar a mesma língua
idioma e dialeto
Ninguém vai viver à Mingua
E todos serão corretos
Todos os sonhos serão concretos
E tudo de ruim será abstraído
Todos os livros
Ali serão lidos
E todos os nossos problemas
Finalmente resolvidos.
Os ponteiros marcam
as horas no terceiro dia
de uma terça-feira qualquer
na verdade
hoje não é dia nenhum
nem acontece nada importante
não há nada
que não tenhamos visto antes
Talvez, se a gente pudesse
aguçar a terceira visão
alçasse, então
O voo tão desejado
rumo ao conhecimento
Que em outros tempos deixamos de lado
por não saber-lhe a importância
a relevância tão acalentada
Que nossa juvenil irreverência
não viu
foi deixada em segundo plano
por anos e anos
Terceirizada
Como se nada fosse
Mas é preciso passar por isso
Pra finalmente compreender
Que esta metafísica jornada
relegada à condição de coisa qualquer
Não é
É algo
Que vai muito além disso
Mas apenas haveremos de enxergá-la assim
Quando firmarmos compromisso
com nós mesmos
Pode ser perto do fim
ou pode ser também agora
enquanto isso
os ponteiros marcam as horas
em uma tarde qualquer
Quando se tem como referência padrões subjetivos, qualquer afeto se torna exelso, o declínio dos sonhos acaba se dando pelas características incoerentes ao padrão vivido
Pelos bares
Por quaisquer lugares.
De cara uma mulher
Que toma uma bebida qualquer
Que Fala de sentimentos
Que fala do amor
Que sou meio louco
Que gosta um pouco
Que sonha em parar o tempo
Que abraça a todo o momento
Que fica assim a fim
Que encontra em mim
Um jeito novo de amar o amor
Deus sempre aparece depois de um acidente, uma catástrofe, um evento tenebroso qualquer para dar causas a algum sobrevivente. “Depois”.
Mais uma dia como um dia qualquer em que algo é novo, sem o pudor da ideia das máximas da onipotência. Logo me refiro à ideia paternal de um ser superior, para tal, os sentimentos extravagantes, egoístas tão nocivos quanto o meu vício de café da manhã.
A fala do líder controla a voz do outro. De repente o outro é qualquer um, que não preenche requisitos básicos sociais. Se o outro em seu modo de dizer não servir ao líder, a experiência tão pouco tem valor.
O diabo mesmo dominado pelos poderes de Deus e de um santinho qualquer continua operante. Acredita-se que não haverá nenhuma transformação transcendental, ou aparição lunática sobre as nuvens, nenhuma vinda gloriosa de um Cristo salvador para não correr o risco do fim de toda a sobrevivência do mal da religiosidade.
Para apenas um instante de rebeldia se vive anos de submissão no plano de deus, e qualquer escolha que tiver viverá a tristeza da escolha.
O homem tem enorme capacidade de associar um evento qualquer da natureza em um grande milagre do criador e também qualquer catástrofe em um castigo dele.
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