Ser como o Aço
Para viver bem Nesta vida é preciso ser forte, já para se ter sucesso, é preciso ser de aço inoxidável às vezes!
A crise do lamento
Apoio os dedos finos
Das mãos enrugadas no teclado
Nenhum, encanto vejo acontecer
Nada surge em palavras
Lá vão dias e noites, adentro
Pescoço cansado
Ombros caídos
E dedilhando com os dedos finos no teclado
Não inspira, nenhum lamento
Será que também há crise
No sentimento?
Que lamento!
Tudo aquilo que nos chega e ao qual somos expostos, nos influencia ajudando ou ATRAPALHANDO, de acordo com a capacidade de questionar e refletir de cada um.
E nessas andanças, entre eu e você. Me entregava muito mais vestido de você, do que me visitar e acompanhar a minha vontade trêmula, que o cotidiano me alertava. O tempo passava pelas ruas e nunca consegui me vestir de nós!!!!!
Sou paixonado pela noite e por tudo que ela nos proporciona. Afinal, as melhores coisas da vida acontecem com a lua como testemunha. Aliás, sou fascinado pelo sorriso que ela devolve ao meu, quando lhe vejo a brilhar no céu da minha paixão.
Escutei
“Lágrimas do Palhaço”
de Kamau.
Me fiz de aço
homem ferro
que não chora,
lembrei agora
Jesus também chorou
porque amou.
Me faço homem carne,
coração.
Precisei sentir a dor
para entender como funcionava o amor.
"Na vastidão árida do deserto, o sol queima as almas e o aço frio das armas decide o destino dos homens."
Atrapalhado pela vida,
atormentado pelo desgosto,
vivo sem força ansiando algo reluzante!
Acordo ferido
adormeço constragido,
palmilho em bosque e me refresco no orvário perdido!
Deus socorro; Deus me socorre, clamo com um coração ferido, ansiado pela paz
Oh! Me liberta
vela pela minha vida porque só tu sabe e contempla o meu vivenciar!
A mente trancada
Com um cadeado de aço maciço
Onde a chave é de papel
Como a leveza da liberdade
Não entendida.
Pesquisar é viajar no tempo, por meio dos registros historiográficos que permitem estudar os acontecimentos de outros épocas presente nas palavras escritas e entalhadas, fixadas na memória do tempo.
O combate mostra do que um homem é feito. O aço contra o aço. O sangue do oponente nas suas juntas. O coração dele se revela. Bem como a alma.
(Gol D. Roger/Gold Roger)
A paixão te amarra com cabos de aço,
te pendura pelo saco,
te tranca numa caixa,
a paixão te amordaça...
Morreu!
Grita de dor a mãe sofrida
Com o filho inerte em seus braços.
Deus! Por que isso foi acontecer?
Por que deixou o meu filhinho morrer?
A mulher sofre
Amargurada.
No rosto, externa
Uma expressão de horror.
O coração sangra
Transpassado...
— E agora?
Pergunta a mulher consternada.
— Vou seguir o meu menino!
— Filho, para onde foi você?
— Espera por esta que te gerou?
— Senhor, eu mereço tanto sofrer?
— Por quê?
Agita as mãos ao redor do corpo
Rasga as roupas e desnuda o rosto.
Desolada, abraça o corpo.
A miséria impera o seu interior
Desfalece a sua alma.
Finito...
Sonho acabado.
Filhinho...
A minha vida
Torna-se agora um rabisco
Sem traçado
Sem cor
Apenas um chuvisco.
Eterna será a sua ausência.
Sentirei sempre a sua presença
Até o dia
Que Deus me chamar
E, a ti
Eternamente for me juntar...
O universo, às vezes, força a mudança. E, sim, pode doer – e muito. Mas, assim como o aço é forjado pelo fogo e pela adversidade, nós, homens reais, somos moldados pelos desafios. Devemos aceitar as pancadas que o universo nos dá, pois é através delas que construímos o nosso futuro.
Adaptamos a nossa vida ao batimento do nosso coração, que muitas vezes forte como o aço, nos leva acreditar que somos seres imortais e muito amados.
Eu costumava achar que meu coração era feito de aço.
Agora entendo a verdade: algumas dores não cicatrizam.
Dormi hoje á tarde e sonhei contigo
um sonho lindo de fazer sorrir
sonhei que dormia em seu colo
acordei sentindo o perfume de seus seios
e quis voltar á dormir !
Mesmo que eu peça por socorro
Ninguém vai me ouvir
Estou preso no fundo do poço
Com a dor acorrentando meu corpo
Um grito preso querendo sair
Uma escuridão profunda
Uma corda no pescoço
A dor muda a me ferir
A tristeza ao meu redor
A solidão me deixando um nó
Um choro amargo ocupa meu coração...
Gélido a lágrima que sai dos meus olhos
E transforma em pedra a alma
Me trazendo um fim...
Mulheres de Pano e Terra
Vieram de longe, cruzaram o mar,
trouxeram a cruz, o aço e a fome,
tomaram o chão, queimaram os nomes,
fizeram o sangue da terra jorrar.
Os povos caíram, as terras sangraram,
ergueram engenhos, correntes, senzalas,
o açúcar crescia, o latifúndio mandava,
e o povo do Nordeste aprendia a lutar.
Mas quando o homem partiu sem aviso,
quem ficou foi o ventre, a enxada e a dor.
Foram as mães que costuraram a vida,
fiando o tempo com linha e suor.
Lavadeiras de rio, rendeiras da sorte,
mãos que tecem, que lavram, que oram.
E enquanto o homem some na cidade,
elas seguram o sertão nos ombros.
O Nordeste é feito de suas pegadas,
de suas vozes, de suas lutas.
Se o passado arrancou-lhes a terra,
foram elas que ficaram — e criaram a vida.
