Ser Capaz de ser Feliz
Eu perdi o medo de perder pessoas quando aprendi que aquilo que é verdadeiro não precisa ser segurado.
Quem realmente gosta, permanece.
Mesmo quando a distância se alonga,
mesmo quando o tempo passa,
mesmo quando a vida coloca obstáculos no caminho.
Porque quem carrega afeto de verdade
sempre encontra uma fresta por onde a presença possa entrar.
Aprendi que amor não se sustenta em cobranças,
amizade não sobrevive de insistência,
e reciprocidade não precisa ser implorada.
O que é verdadeiro flui.
Não exige esforço de um só lado,
não transforma presença em obrigação,
não faz você se sentir sozinho enquanto tenta manter alguém por perto.
Quem quer estar, encontra um jeito.
Quem se importa, demonstra.
Quem valoriza, cuida.
Quem ama, permanece — ainda que precise atravessar quilômetros, silêncios e tempestades.
Por isso, já não tenho medo das partidas.
Algumas pessoas chegam para ficar.
Outras chegam para ensinar.
E algumas simplesmente seguem outro caminho.
E tudo bem.
Porque aprendi a abrir as mãos sem amargura
e deixar partir aquilo que já não escolhe permanecer.
No fim, descobri que não precisamos correr atrás de ninguém.
O que pertence ao coração não precisa ser perseguido.
O que é verdadeiro encontra o caminho de volta.
E quem realmente deseja permanecer
não precisa de motivos para ficar —
transforma o próprio desejo em presença.
Definição de filhos
Filho é um ser que Deus nos empresta
para nos ensinar, em um curso intensivo,
a amar alguém mais do que a nós mesmos.
É descobrir um amor que não cabe no peito,
que transforma prioridades, amadurece a alma
e nos faz querer ser melhores todos os dias.
Filho é aquele pequeno ser que, sem perceber,
nos ensina as maiores lições da vida:
amar sem medida, cuidar sem esperar nada em troca
e agradecer a Deus pelo privilégio de ter alguém
para chamar de nosso.
Filhos não são nossos para sempre…
são presentes de Deus confiados aos nossos braços
até que aprendam a voar com as próprias asas.
Alguns sinais de que a vida tem me ensinado, em silêncio, a ser alguém melhor:
Já não respondo a tudo o que me fere.
Não porque me faltem palavras, mas porque descobri que nem toda reação merece nascer. Há silêncios que não são ausência de argumentos — são presença de sabedoria. Hoje, eu sinto, observo e escolho o que merece sair de mim.
Aprendi também a discordar sem transformar diferenças em batalhas. Nem todo pensamento contrário precisa ser vencido, nem toda opinião precisa ser convencida. Às vezes, basta ouvir, respeitar, compreender o que for possível e seguir o próprio caminho sem deixar atrás de si os rastros de uma guerra que nunca precisou existir.
Estou aprendendo a não guardar dentro de mim dores que o outro sequer soube que causou. Nem tudo precisa de confronto para ser curado. Algumas feridas pedem apenas silêncio, tempo e coragem para serem processadas. Sinto, compreendo, respiro… e deixo ir.
Nos dias difíceis, tenho aprendido a permanecer de pé mesmo quando ninguém vê o peso que carrego. Já não preciso que alguém reconheça a minha dor para que ela seja verdadeira. Existem batalhas que travamos em silêncio, lágrimas que ninguém testemunha e noites em que apenas nós sabemos o quanto foi difícil amanhecer.
E talvez um dos maiores aprendizados seja este: desejar o bem a quem me decepcionou. Não porque não tenha doído, nem porque tenha esquecido. Mas porque descobri que ressentimento é uma corrente invisível que mantém perto justamente quem eu já deveria ter deixado partir.
Perdoar, para mim, deixou de significar permitir que alguém volte a ocupar o mesmo lugar. Às vezes, perdoar é simplesmente fechar a porta sem bater, seguir em frente sem ódio e deixar que cada pessoa continue sua caminhada levando consigo aquilo que lhe pertence.
Hoje, compreendo que amadurecer não é sentir menos.
É sentir profundamente sem permitir que a dor escolha quem vamos nos tornar.
É aprender que algumas pessoas chegam para permanecer, outras chegam para ensinar e algumas precisam apenas passar.
E talvez a verdadeira liberdade esteja justamente nisso: olhar para tudo o que um dia me feriu, agradecer pelo que me ensinou e seguir em frente sem carregar ninguém no coração que já não cabe mais na minha vida.
Porque, no fim, a maior vitória não é provar que eu estava certo.
É chegar ao outro lado daquilo que me feriu ainda sendo capaz de reconhecer a paz quando ela finalmente chega.
NÃO PRECISO AMAR MEU CANDIDATO PARA DEFENDER A DEMOCRACIA.
Aceito perder eleições. Aceito ser governado por quem considero pior. Aceito resultados que me decepcionam. Isso faz parte da liberdade.
O que não aceito é perder, junto com uma eleição, o direito de disputar a próxima.
Um governante pode ser incompetente, demagogo ou corrupto. Tudo isso precisa ser fiscalizado e combatido. Mas quando alguém não aceita a possibilidade de ser derrotado, o problema deixa de ser apenas político: passa a ameaçar as próprias regras que permitem a alternância de poder.
A maioria escolhe o governo, mas não é dona dos direitos de ninguém. O presidente governa por um mandato, não por uma autorização para fazer tudo o que deseja.
E, se meu candidato vencer, não me tornarei seu defensor incondicional. Continuarei cobrando, criticando e reconhecendo seus erros.
Meu voto não é uma declaração de amor. É uma escolha política. Minha consciência não está à venda, e minha lealdade não pertence a um partido.
Porque políticos passam, governos terminam e ideologias mudam.
Mas o direito de escolher livremente quem nos governa precisa permanecer.
O GRANDE ERRO DA HUMANIDADE
As pessoas nasceram para ser amadas, não usadas. As coisas foram feitas para ser usadas, não amadas.
Mas a humanidade inverteu seus valores: ama o dinheiro e usa as pessoas; valoriza o que possui e despreza quem está ao seu lado; troca sentimentos por interesses e afeto por conveniência.
Há quem sacrifique pessoas para conquistar coisas e, depois, descubra que acumulou bens, mas perdeu o que realmente tinha valor.
No fim, o verdadeiro fracasso não é morrer sem riquezas, mas perceber que, na busca por ter tudo, deixamos de valorizar quem realmente importava.
No Ceinteísmo, o batismo feito pelo Espírito Santo garante ao ser humano uma capacidade neurofisiológica intrínseca, gerando impactos atemporais na saúde física e mental do próprio indivíduo e de outros (em área indeterminada).
A maturidade começa quando a paz deixa de ser um intervalo entre problemas e passa a ser um critério de escolha.
Para ser um verdadeiro político, tem que ter ideologia, tem que ir além, dar vazão às suas potencialidades. O verdadeiro político não usa seu país. Ele serve a pátria como a si mesmo.
Liberdade de espírito não é questão de reclusão. É apenas querer ser livre para ser o que é, sem se importar com quem está questionando o porquê.
Na vida, as formalidades deveriam ser substituídas pela humildade e a simplicidade com que ela nos presenteou.
Ser merecedor das glórias oferecidas pela vida é ter a humildade de entender e aceitar sem questionamentos, o que ela nos reservou.
A VIDA NOS DÁ A OPORTUNIDADE
A vida nos dá a oportunidade de ser o que somos. De aprender e desaprender de acordo com as nossas regras e leis, depende apenas de nós. Nada é imposto se não aceitarmos. Viver requer sabedoria de entender e decifrar os sinais emitidos todos os minutos.
Há muitas razões de estarmos onde estamos e de sabermos quando chegou a hora de partir, porque as cortinas se fecharão no momento exato de se retirar de cena.
Quando as cortinas se abrirem novamente será a hora de iniciar uma próxima temporada no teatro da vida e aí, sim será o recomeço de mais um ciclo novo.
Assim é a vida, um palco de emoções onde os artistas somos nós.
O ser humano vive em função dos seus desejos e esquece o principal sentido da vida. Esquece os desafios, as inconstâncias, as virtudes e todas as ações que deveriam ser impostas para um bem comum. Desta forma, o atemporal permanece adormecido. Precisamos despertá-lo. É uma forma de mudarmos o mundo e a nós mesmos.
Viajar é como páginas em branco de um livro esperando ser preenchidas com histórias, momentos, vivencias, experiências e saudades. O turismo tem o poder de trazer esse pacote e tocar o coração de quem está nessa viagem.
Ser Poeta é transformar a dor em arte. Em cada verso as palavras encontram abrigo e ganham asas para a imaginação. O Varal literário é um livro aberto ao vento.
Refúgio nas Linhas
Eu poderia me declarar, mas o medo de ser rejeitada me faz recuar. Não nasci para o desprezo – nasci para ser aceita, amada e adorada. São as minhas exigências como mulher. Trago em mim a convicção de que a mulher nasceu para ser amada, admirada e idolatrada. É a minha essência: romântica, inteira e sonhadora. Prefiro recolher-me em mim mesma do que receber um “não” ou um “talvez” sem coragem. Há dentro de mim um lugar sagrado, reservado ao amor e o amor, quando chega, precisa ser inteiro.
Eu poderia ligar, mandar mensagens, áudios – qualquer outra coisa revelando o que sinto. Poderia fazer surpresas, enviar músicas que tocam meu coração e minha alma, músicas que talvez tocassem a dele também. Eu poderia escrever uma carta manuscrita. Cartas a próprio punho são tão românticas –revelam a presença íntima de quem escreve, o perfume do papel, o calor das mãos que desenharam palavras amorosas. É como se o coração encontrasse refúgio nas linhas.
Há tantas formas de se declarar. No amor são infinitas as possiblidades. Eu saberia como fazê-lo, mas e se...e se desse errado? E se ele apenas achasse graça da minha declaração? E se não entendesse minha intenção? E se não sentisse o mesmo que eu? Esses “e se” ficam pipocando na minha cabeça e não me deixam seguir adiante. Deixam-me em polvorosa, só de imaginar-me tentando me declarar – e recebendo um “não” como resposta.
Preciso tratar esse meu ferimento interno. Cuidar da autoestima que, talvez, ande em baixa. Não sei responder às perguntas que me faço diariamente sobre esse medo da rejeição. Já pensei, repensei, tentei encarar o que pode ter acontecido num passado não tão distante. Tentei relembrar fatos que me deixaram assim, mas nada vem à mente. Talvez, eu precise reorganizar meu mundo interno, entender que é coisa da minha cabeça, que esse medo não existe de verdade. Talvez essa rejeição que sinto seja apenas fruto da minha imaginação. Talvez seja só isto. Talvez.
Talvez eu escreva uma carta ou mande uma mensagem me declarando. Amar é se arriscar. É colocar o coração na beira do precipício. E se ele dizer não, aceitarei, pois terei dito o que sinto – e isso, por si só, já é uma forma de liberdade.
Rita Padoin
Escritora
A vida me ensinou a ser batalhadora e a seguir sem medo. Ensinou-me a não parar, a não me acostumar com o meio-termo nem com o pouco. Ensinou-me que, lá fora, a vida grita, esperando que eu vá ao seu encontro, e que parar é morrer lentamente.
Ensinou-me que, quando caminhamos sem olhar para o passado, seguimos sem medo de viver plenamente o presente. O futuro, esse, pertence somente a Deus. Lá fora, há um mundo nos esperando de braços abertos. E quando temos fome de viver, encontramos coragem para ir além das nossas próprias possibilidades.
Rita Padoin
- Relacionados
- Feliz aniversário, gatinha: mensagens para celebrar com carinho
- Frases de alegria para inspirar e tornar o seu dia mais feliz
- Feliz aniversário, mulher guerreira: frases de parabéns para celebrar seu dia
- Frases de aniversário para dar os parabéns (e tornar o dia mais feliz)
- Feliz Aniversário para Namorado
- Frases de feliz Ano Novo para começar 2026 com tudo
- Mensagens para o Dia Mundial da Criança (Feliz dia 1 de junho)
