Ser Amada
Amada
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Ela é minha pequena
De grandeza imensurável
Que me enche toda a alma,
Ela é a minha amada…
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É como um sonho
Que se vive num relance
Pra ficar na eternidade.
Ela é a aminha amada…
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A quem mais eu quereria
Se Minh ‘alma outrora fria
Só encontra o seu calor.
Ela é a minha amada…
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Teria eu quem me queria
Em translúcida agonia
Outro amor que não o reteria?
Ela é a minha amada…
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Serei nela o tudo
Que me dei ao nosso amor
Pra vive-la onde for…
Ela é a minha amada…
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Edney Valentim Araújo
Quista
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Amei-te como amada
Que se ama mais amante...
De baixo a cima bem rompante,
Me visto no tapete do teu corpo.
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Fico louco e sou mais louco
Quando ouço como ouço,
Um momento e outro
Sou mais eu dentro do teu corpo...
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Sou seu quando estou dentro
Onde me ponho em contento.
Corpo alma e pensamentos,
Eu “aurora” me vejo nela “boreal”.
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Amei-te como amada
Que se ama sempre amante.
Sempre quista como quero,
Amante que eu amo.
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Edney Valentim Araújo
Existência
Venha comigo, fique comigo, ó amada minha...
Se não fosse ela a minha dor
Seria por um instante meu grande amor,
Ela que chegou em minha vida já de partida.
Já não tenho tamanho e nem medida
E esse buraco que ficou, é negro na minha vida.
Se me tenho em mim mesmo sem você
Nada tenho em mim que já não seja de você.
E nessa existência inexistente
Não existe mais outra que seja existente.
Uma só existe, é você meu grande amor,
Amada da minha alma.
Edney Valentim Araújo
Cartas e flores
Ah! Minha amada,
Se pudesse eu diria hoje mesmo ao teu coração
O que há tanto tempo já lhe falei com cartas e flores.
O quanto eu te amo... o quanto eu te adoro... o quanto eu te desejo,
Só não diria da tristeza e da solidão a que estou recluso há tanto tempo longe de você.
Mas a minha timidez fez das cartas e flores embaixador dos meus dizeres a você,
Palavras que hoje ecoam no eco do vazio da minha alma longe do seu amor,
Porque me privei por capricho da timidez de entrega-las quando pessoalmente lhe dei meu coração.
E nesse pranto de tristeza em que se faz meu coração,
Preso nas tuas mãos, mas longe dos teus sentimentos,
Não há um alento se quer que aplaque a imensidão da minha dor na solidão.
Vejo os meus dias passarem diante de mim
Preso ao passado do dia em que eu te conheci.
Olho para frente tentando seguir,
Mas não encontro outro caminho que não passe por ti.
Edney Valentim Araújo
Eu vivi com você um curto período de tempo em que se ofereciam flores à “amada”, cuja flagrância do perfume não se substituía por uma mensagem digitada ao celular ou uma bela imagem digitalizada numa tela de vidro, imagens que hoje, na sua essência, não transmitem a magia dos sentimentos e nem a emoção da beleza perfumada das rosas.
Em minhas mãos sempre haverá flores para te oferecer. Rosas vermelhas, suas favoritas, e que se tornaram o símbolo do meu amor por você.
Edney Valentim Araújo
Timidez
Dá-me tua mão
E me deixe ganhar teu o coração.
É você minha amada
A única que alcançou o meu coração.
Deixe tudo para traz,
Deixe esquecidos nossos passos lá perdidos.
Encontre só aqueles sonhos
Que fez de ti meu grande amor.
Afasta de mim essa timidez
E me faça feliz nos teus braços.
Deixa-me falar mais uma vez,
Dizer que te amo desde a primeira vez.
E se é esse o caminho
Não me deixe falando sozinho,
Afasta de mim essa timidez
E viva para mim um pouquinho de você.
Edney Valentim Araújo
Uma carta à minha amada
Escreverei uma carta,
Uma carta à minha amada.
Quê direi eu ao meu bem querer,
O quê lhe farei conhecer do meu amor.
Falarei da beleza e o perfume das flores.
Sabe ela que és a mais bela e perfumada entre as flores desejadas,
E o cheiro do teu corpo
Em muito excedem as fragrâncias puras e raras.
Falarei do brilho das estrelas.
Sabe ela que a luz dos teus olhos
Iluminam os sonhos meus
Mais do que farol na escuridão a guiar perdidas naus.
Falarei de teu sorriso envolvente.
Sabe ela que me alegro no teu riso
Mais de que a menino inocente
Contemplando teus presentes.
Quê direi eu a minha amada?
Que meus braços em abraços
Só a ela se entregam.
Quê direi eu que não saiba minha amada,
Falarei eu da minha angustia e dor ansiando o seu amor,
Ou direi apaixonado que espero ser o seu amado.
Uma carta escreverei,
Uma carta à minha amada...
Uma carta aclamada à minha amada.
Edney Valentim Araújo
Por quê
Por que brilhas de felicidade
Só de ver a minha amada?
Ó olhos meus!...
Por que pulsas acelerado
Em meu peito a palpitar?
Ó meu coração!...
Por que flutuas leve e solto
Lá nas nuvens a sonhar?
Ó pensamentos meus!...
Vá de encontro a ela...
Ficarei a só por um instante.
Vá se encher do seu amor e esbaldar-se de alegria.
Está tão perto a minha amada
Que sinto até o teu calor.
Saiba dela o que pensas e se aqui me viu passar.
Edney Valentim Araújo
Ternas emoções
Quão almejada és tu,
Ó minha amada...
Enches os meus olhos
De ternas emoções!
Não te detenhas de mim
Nestes campos que te cercam.
A tua beleza, ó amada minha,
Excede a mais exuberante das flores.
Deixe-me ficar,
Olhar para ti,
Bem perto dos teus olhos...
Deixe que eu me veja neles.
E quando o sol se por sobre nós
No enlace desse ardor,
Seremos nós dois
Um só no amor...
Edney Valentim Araújo
No décimo sétimo dia do ano em Rodeio
No décimo sétimo dia do ano
na minha amada Rodeio,
Embalo a poesia sonora
do canto dos pássaros
que tornam sempre
os meus passos felizes
e serenos rumo aos teus.
Maria-leque-do-sudeste
voa pela Mata Atlântica,
Ave rara da minha Pátria
amada, gentil e romântica,
peço me leve nas tuas
asas para me afastar de tudo
que me afaste de ser amável
e afável mesmo que seja
só por um instante para que
nada que me afaste de mim
tenha poder sobre a ótica
pelas lentes da bondade
e da minha identidade própria.
... dizem
os mentores do espírito que,
repetidas vezes retornaremos a
essa amada esfera com a justa intenção
de confrontar e corrigir nossos tantos
deslizes e vícios - e que, outras tantas
vezes, aqui desembarcaremos com o
audacioso propósito de avaliar
o quantojá somos capazes
de resistir a cada um
deles!
Com os cordões
da amada Marujada
de todos os lugares,
Como Saloia libertada
dançando o Retumbão
na sua imaginação
sob a bênção e proteção
do bom São Benedito,
Ganhei o seu coração
e você quer o tempo
todo se casar comigo.
Refeito de tudo você
virá para mim como
Jaebé empenhado
para ter a sua amada,
Viraremos pássaros
e confio que você
fará um lindo ninho
fechado igual
ao de João-de-Barro
para proteger
o futuro dos nossos
filhos de todo o mal
que existe neste mundo.
Nas mãos hipnóticas
gira o laço durante
a Dança dos Vaqueiros
de Marajó amada,
No fundo este laço
gira para me fazer
a sua dileta capturada,
Para subir ao altar sei
que sou a candidata,
Não precisa falar nada
porque estão todos vendo
que está escrito na sua cara.
Como a chuva fina
molha o Louro-Branco
em plena florada,
Para os teus sentidos
a sua amada,
Penetrei na sua alma
há muito tempo,
Sou eu a dona do seu
coração e do seu pensamento.
Massaranduba
Minha Massaranduba amada,
sou e sempre serei de ti,
árvore frondosa de madeira
vermelha escura nomeada em tupi,
Nome que batizou heroica
cidade povoada pela imigração
alemã, italiana e polonesa.
Amo a sua gente guerreira
que da agricultura
ergueu esta cidade bonita
e consagrou a FECARROZ,
porque alegria do teu povo
(é a foz dos ritmos e o embalo
das danças que seguem
na Festa da Banana,
na Fortaia, nas festas de igrejas,
na de caça e tiro,
na Festa da Polenta,
na Stammtisch,
na Bandonion e na Polski Festyn).
É este arroz plantado pelo teu
povo que quero que chova
nas nossas cabeças como venho
escrevendo nos meus poemas,
sempre orgulha Santa Catarina
e me faz sentir orgulhosa
das nossas raízes e brasileira.
Mondaí
Amada Mondaí amada,
dizem que teu nome
em tupi-guarani é roubar água,
Só sei que Ernesto já
te conhecia e nasceste Porto Feliz.
Amada Mondaí amada,
a tua estrada de Ferro
nasceu para ser ligada
com o Rio Grande do Sul,
paraíso terreno deste nosso Sul
Amada Mondaí amada,
só sei que quanto mais
te amo mais desejo-te amada,
cidade adorada do nosso
Extremo Oeste de Santa Catarina
és a minha poesia favorita.
Amada Mondaí amada,
do Rio das Antas no Rio Uruguai
até o Ribeirão Laju,
sinta-se por tudo o quê és
por mim eternamente adorada.
Amada Mondaí amada,
as consequências da Coluna Prestes
não foi por mim esquecida,
a fortaleza sua foi pela circunstância
reafirmada depois de todo o sucedido.
Amada Mondaí amada,
até a foz do riacho
que deságua no Rio Uruguai
bem na Ilha do Pão de Açúcar,
sinta-se por cada grão teu
por mim eternamente venerada.
Amada Mondaí amada,
pela tuas origens alemãs e italianas,
gente imigrante que chegou
para erguer a Pátria Brasileira
e aqui deixou as suas heranças,
sinta-se plenamente por
mim eternamente reconhecida.
Venezuela, permita-me
de te chamar de minha
amada Venezuela:
porque sem teu amor
o meu povo não tem podido respirar.
Não sei se o oxigênio mandaram
buscar para o Amapá, quero
saiba que sem o teu amor
o meu povo não tem podido respirar.
Por intercessão de Santa Balbina,
São Benjamim e de todos os Santos,
venho pedindo para este ar infectado
para longe de todos nós o vento levar.
Venezuela, permita-me
de chamar de minha amada Venezuela,
porque o meu povo eu sei
que o seu amor não vai abandonar.
Por intercessão do Universo,
venho pedindo para o teu General
e a tua tropa você libertar,
nunca é tarde para se reconciliar.
Minha Suramérica,
és amada donzela,
Vítima imolada
por conspirações
e de mil traições
te fizeram terra;
E nos calabouços
da inconformação,
Insisto em lamentar:
O General retirado
da minha Nação,
Reverberou
inacreditável
em prisão perpétua.
Peço neste sentido
e que daqui para
frente nem próximo
disso se assemelhe
ou mais aconteça,
Precisamos que
a paz permaneça.
A Carta Magna
é regente máxima
da nossa orquestra
e bússola maior,
Contra a minha
cara não adianta
levantar a destra,
Nasci patriota
e latinoamericana,
Pela minha Pátria
sempre darei
o quê há de melhor;
E me divido com
as Irmãs do General
que foi preso
injustamente e são
da Pátria vizinha
que há quase
cinquenta dias
não recebem notícias.
Poema-canção
de mais de um ano,
Espero que o General
esteja vivo e receba
os direitos garantidos,
Não sofra mais
nenhum 'engano':
A imprensa fala
que ele está recluso
em Fuerte Tiuna,
E agora sobre onde
ele está não se sabe
mais verdade alguma.
