Separação

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O enigma que nos separa do mundo é o mesmo que nos traduz: na quinta-essência do isolamento, a ausência deixa de ser vazio e torna-se o único espelho onde a alma não usa disfarces.
Reno Fioraso

⁠Orgulho de si é uma ilusão propagada pelo ego-dominante do ser, um gatilho afim de manter-se separado do núcleo gerador universal, com o propósito de criar uma nova perspectiva criativa do mundo, através de movimentos caóticos repetitivos...

Muitas vezes, afastar-se não significa romper o afeto, mas mudar o laço de lugar. Há separações que acontecem apenas na geografia dos dias, onde cada um segue para cuidar das suas escolhas, da sua sobrevivência e da sua própria colheita. A afinidade diária pode até silenciar, mas o respeito e a amizade verdadeira permanecem intactos, guardados em um altar sagrado na memória. Entender que o outro mudou de rumo sem mudar o que fomos um para o outro nos permite torcer de longe, sem cobranças ou melancolia. A vida nos distancia nos passos, mas o amor maduro sabe que algumas almas continuam unidas pelo fio invisível da gratidão, não importa quão longe estejam.

O que sustenta as vaidades humana, é a própria sociedade em sua organização separatista e narcisista que faz esquecer a humanidade!

⁠O orgulho separa mais casais do que a traição!

⁠Estamos vivendo hoje o separatismo por Religião, por Politica ou apenas por pensarmos diferente, amigos e parentes se separando por ter um pensamento diferente do seu, isso vai nos levar para o abismo da solidão!!!

Entre Tantos Caminhos

Quando o mundo disser para esquecer,
quando a distância nos quiser separar,
quando o medo me disser para partir,
quem há de permanecer
se não tivermos coragem de ficar?

Não basta amar quando tudo é perfeito;
é na adversidade que o coração revela
aquilo que verdadeiramente deseja.

E entre tantos caminhos,
entre tantos destinos,
meu coração ainda escolhe o teu.

Pois amar é permanecer
quando tudo conspira para nos separar,
é segurar tua mão
quando a vida ordena soltá-la.

E se não for por aquilo que amo,
por aquilo que meu coração escolheu,
então, quem serei eu?

A disciplina de cuidar da mente e manter o foco, é o que separa quem apenas passa o tempo de quem constrói o tempo .⁠

A maior distância do mundo é a que separara o nosso discurso da nossa prática.⁠

Salve pra você que ‘trampa’e estuda, já tá separado o que é seu - não cai no conto que o crime compensa, quem caiu nessa tá preso ou morreu; ese falta dinheiro, falta escola, saúde e preparação; esobra o quê? Raiva, ódio e arma na mão? Evocê tem a cara de pau de dizer que armamento é a solução? Brasil, um país de todos, todos carentes de educação.

Não esqueça de separar sonho de ilusão!

"O amor não une dois seres ele revela que eles já eram um só, separados apenas pela ilusão da individualidade."

SÃO JORGE E O DRAGÃO. ESTUDO TEOLÓGICO.
A abordagem histórico crítica teológica exige separar com método aquilo que pertence ao fato documentável, ao desenvolvimento da tradição e ao conteúdo doutrinário que a narrativa pretende transmitir.
Comecemos pelo núcleo histórico.
São Jorge aparece nas tradições mais antigas como mártir cristão, possivelmente um oficial do exército romano executado por volta de 303 sob o governo de Diocleciano. Esse período é bem conhecido pela intensificação das perseguições contra cristãos. Contudo, os registros contemporâneos são escassos e não apresentam detalhes biográficos extensos. O que se tem é uma memória devocional primitiva, centrada no martírio, não em feitos fantásticos.
Agora, o desenvolvimento da tradição.
A narrativa do dragão não pertence ao século III, mas emerge muitos séculos depois. Sua forma clássica se consolida na Idade Média, especialmente na Legenda Áurea. Essa obra não é um documento histórico no sentido moderno, mas uma compilação de vidas de santos com finalidade edificante. É essencial compreender que, no medievo, a hagiografia utilizava elementos simbólicos, maravilhosos e até míticos para expressar verdades espirituais. A distância temporal entre o suposto fato e sua redação já indica tratar-se de construção literária e teológica.
Passemos ao crivo histórico crítico.
Não há evidência arqueológica, documental ou testemunhal que sustente a existência de um “dragão” real enfrentado por Jorge. A crítica histórica identifica nessa narrativa uma assimilação de motivos mais antigos, inclusive pré cristãos, como mitos de heróis que derrotam monstros. Esse processo de incorporação era comum na expansão do cristianismo, que reinterpretava símbolos culturais existentes sob nova ótica religiosa.
Agora, o plano teológico propriamente dito.
O dragão é uma categoria simbólica profundamente enraizada na tradição bíblica. No Apocalipse, ele representa o mal, a oposição a Deus, a corrupção espiritual. Assim, quando a tradição medieval apresenta Jorge vencendo o dragão, não está descrevendo zoologia, mas teologia narrativa. Trata-se de uma dramatização da vitória da fé sobre o pecado, da verdade sobre o erro, da ordem divina sobre o caos moral.
Há ainda um elemento pastoral importante.
A figura de Jorge salvando uma cidade e libertando uma princesa não deve ser lida como crônica factual, mas como pedagogia espiritual. A cidade simboliza a coletividade humana. A princesa representa a alma ameaçada. O dragão encarna as forças que escravizam. E o santo surge como modelo de virtude ativa, coragem moral e fidelidade religiosa.
Conclusão dentro do rigor.
Historicamente, Jorge é um mártir plausível, embora pouco documentado. Criticamente, a lenda do dragão é uma elaboração tardia sem base factual. Teologicamente, porém, ela possui coerência interna e função formativa, expressando em linguagem simbólica aquilo que a tradição cristã sempre ensinou em termos doutrinários.

“Mesmo diante das dificuldades, adversidades, mudanças e separações difíceis, é possível preservar a essência, permanecer firme e seguir amando, crescendo e florescendo.”

Isso não é frase bonita.
É confronto de Reino.
É verdade que separa aparência de essência. miriamleal

O discernimento é a luz que separa a voz do instinto de posse do clamor do amor protetor.

A loucura é a vizinha da genialidade, separadas apenas por uma cerca de sensatez.

Há uma diferença entre estar vivo e estar consciente da vida, e eu já não consigo mais separar os dois, porque cada instante carrega uma análise implícita, e, nesse excesso de lucidez, a simplicidade se tornou inacessível.

Aprendam a separar o joio do trigo. Aquilo que virem como mau/mal, joguem fora; aquilo que virem como bom/bem, guardem para si, caso assim o queiram.

Não há distância, nem circunstâncias, que te podem separar do amor de Deus, só basta aceitar e ele tudo fará por você, e um novo amanhã vai nascer em teu viver