Sentir Saudades poemas
*Pra onde foi o tempo?*
Você percebe a importância de criar objetivos 😾
Sem objetivos e viver em um ciclo vicioso de tristeza e vazio.
SENTIMENTOS I
A saudade é um sentimento forte que não consigo explicar, pois quando estou contigo meus olhos voltam a brilhar.
Teus abraços e teus sorrisos me fazem delirar nesse mesmo sentimento quando entro mar.
Hoje estou aqui, mesmo distante mas vou voltar pois só você me fez redescobrir o significado de amar.
Pois é
já tive monaretta
sou do tempo que briga era treta
já fui em mattineê
já fui jovem como você
andava de Barra Forte
cruzava a cidade de sul à norte
joguei pelada
brinquei na enxurrada
andava descalço
brincava no mato
já tive pintinho e
porquinho da índia
já almocei na vizinha
roubava fruta
laranja manga
nunca usei drogas
sou de uma época
que isso era prosa
colhi mamona
vendi jornal
não fui engraxate
mas fiz todo tipo de mascate
sou orgulhoso
não me envergonho de nada
a vida não era fácil
era um empreendimento da pesada
já usei boca-sino
já fui menino
não fui coroinha algum dia quem sabe
mas minha mãe queria
que um dia eu fosse padre.
O mundo é para todo mundo, mas nem todo mundo é para o mundo.
No dia em que você sair de suas raízes, vai deixar muito mais do que uma vida para trás. Vai deixar cheiros, vozes, risadas que se perdem no vento. Vai sentir o vazio de quem partiu carregando a esperança no peito, mas também o peso de não saber se, ao voltar, encontrará tudo do jeito que deixou.
Quando você conquistar o que veio buscar, quando finalmente decidir retornar às suas raízes, perceberá que o lugar que um dia foi seu porto seguro não existe mais do jeito que você lembrava. Talvez as ruas sejam as mesmas, as casas de portas abertas ainda lá, mas dentro de você, um silêncio se instalará. O tempo passou para todos, e as marcas que ele deixou são mais profundas do que imaginávamos. Talvez você perca alguém importante no caminho, ou talvez perceba que os amigos, aqueles de infância, já não riem das mesmas piadas. Quem sabe a saudade que você sentiu por tanto tempo se torne agora uma presença distante, como uma sombra que você não consegue mais tocar.
E aí, nesse retorno, você vai entender que não foi só o mundo que mudou. Foi você. Você já não pertence mais ao lugar onde cresceu, porque os seus olhos enxergam mais longe agora. Voltar para onde tudo começou é perceber que a única coisa que não mudou foi o cenário. Mas você? Você se transformou. O que um dia foi o seu ‘eu’ já não existe mais. E aí você chora, não por tristeza, mas porque crescer também dói. Dói deixar para trás quem você foi, os sonhos que já não fazem mais sentido, e as memórias que vão ficando embaçadas.
Você amadureceu. E no fim, percebe que o maior desafio não foi ter deixado suas raízes, mas aceitar que, mesmo voltando, nunca mais será o mesmo. E talvez, isso seja o mais difícil: entender que não há retorno para quem se perdeu ou se encontrou pelo caminho.
Segundas…
Nossas segundas,
Da vontade de te reencontrar,
O frio na barriga ao te olhar
Tenta minha mente enganar, dizendo
"Você precisa parar."
Chega o bom dia acanhado,
O olhar meio de lado.
Com os olhos cerrados,
Procuro desviar o olhar.
Na segunda metade do dia,
Mesmo consciente, tentando enganar,
Vem uma vontade enlouquecente
Dizendo: "Vai lá."
O olhar, antes acanhado, agora é desejo;
O frio na barriga, apenas um lampejo.
Na mente, a vontade ardente
De estar ao seu lado,
O toque no braço,
A ânsia dos teus abraços.
Eis que aquele pensamento da manhã,
Antes consciente,
Agora é desejo ardente
De me entregar.
Me entregar aos teus abraços,
Aos teus beijos molhados,
Ao teu cheiro suado,
Meu corpo cansado
Quer no teu repousar.
Segundas…
Ele não quis jantar aquela noite,
Resolveu deixar espaço para as borboletas voarem no seu estômago.
Nem um copo de leite, nem um copo de suco,
Nem um copo de nada,
Não quis dormir.
Ele sentou na cadeira com o rangido quase infinito,
Olhou o relógio,
Olhou pra janela,
Olhou nas memórias,
Mas não quis jantar naquela noite.
À sombra de que nem todo clichê é válido,
A certeza iminente do fim,
A raiva por aceitar que: é a vida.
Falta dó impalpável mesmo achando ter vivido cada segundo como se fosse o último .
Olhou pra dentro
Respirou fundo
Tentou achar razão e até cochilar
Mas não quis jantar naquela noite."
Olhos pretos, voz suave
Sorriso que me invade
Beijo pela metade
no meio da escada
no fim de uma tarde
Se ao menos por um instante fosse permitido
Tudo faria muito mais sentido
Se nesse momento o relógio marcasse mais lento
O tempo ficasse mais frio
E a nossa distância fosse por um fio
Eu iria matar toda essa vontade de ti
Que senti e não vivi
Mar, maresia,
vento, areia...
linda sereia!
a gaivota enche
o peito de ar
e voa
ela
sabe amar
― à beira-mar.
Mar tão
nobre
quanto
ardil
havia aqui
um barco
a maré
o levou
sentado na
areia
fico a me
perguntar
se ainda
navegarás.
ou estarás
ancorado
na ilusão
de um marinheiro.
Meu peito,
― feito ilha ―
aperta
de saudades!
Ao Meu Amado
Meu mundo era cinza e sem brilho, mas você apareceu e trouxe cor aos dias, a cada sorriso seu, pra mim era um arco-íris com suas cores alegres e vibrantes.
Levarei em meu coração seu brilho e a esperança de que meu mundo volte a ter cor.
Lembranças: como é bom observar a chuva pela janela.
A chuva cai suavemente, desenhando linhas líquidas na janela. O aroma fresco que ela trás invade o ambiente, um cheiro de terra molhada que purificava e renovava o clima. Observar a chuva pela janela é um prazer simples, mas profundo de reflexão.
Cada gota que caí no chão parece lavar não só a terra, mas também a alma, trazendo uma sensação de paz e renovação.
Uma chuva boa, daquelas que podem durar o dia inteiro, ou ser apenas uma visita rápida pela manhã ou ao entardecer. Às vezes, ela vêm de madrugada, embalando o sono com seu som ritmado.
Mas o melhor mesmo é quando a chuva dura o dia todo, permitindo que a janela fique aberta, deixando o vento fresco entrar e trazendo consigo a melodia das gotas caindo.
Ver a chuva pela janela trás boas lembranças. Do tempo de saborear um chimarrão ou mate ao redor do fogo de chão, fogão a lenha ou da lareira, se fosse na varanda, melhor ainda. Conversar, prosear, tomando um chá ou saboreando uma sopa paraguaia ou um chipa, enquanto a chuva caía lá fora, era um prazer inigualável.
A chuva na janela faz o tempo passar devagarinho, lembrando dos tempos de criança, correndo na rua e brincando na chuva.
Observar a chuva pela janela faz bem para a alma. Um momento de introspecção, de memórias felizes, de um tempo em que a vida parecia mais simples.
A chuva caindo lá fora é um lembrete constante de que, mesmo nos dias mais cinzentos, existe beleza e serenidade a serem encontradas.
E assim, a chuva pela janela se torna um espetáculo silencioso, mas profundamente reconfortante.
Eterna saudade,
Lembrar de você e não poder te abraçar mais.
Lembrar do teu cheiro e não poder te sentir mais.
Aqueles que partem jamais desaparecem, pois sua essência permanece eternamente nas memórias de quem os ama.
Saudade não é ausência — é o coração esticado entre dois abraços impossíveis.
(Da crônica "Destinos Cruzados")
Liefde
Palavra sem sem sentido no português
Mas quando descobri sua existência
Aprendi o mais belo do africanês
Enxerguei mas que forma, há sua essência
Talvez não seja á palavra mas a fonte
Ela construí em meio a um rio uma ponte
A distância tornou-se presença
É menina moça que ofereceu o nome na inocência
Talvez foi intencional, mas é tão puro.
Que ambiguidade da palavra me faz viajar
Estranho é a forma de dizer amor, é Liefde
Como ler? ou escutar e não amar?
Ela marcou ponto ela poderia levar ouro
Mas eu sou a árvore do outro lado
Que se apaixonou com a ciência
Olhei e vi nas palavras o afectivo
Tentei me esconder no cognitivo
Mas Liefde, no meu ouvido é cadência
Viver a realidade da palavra seria um sonho
Mas esquecer sua existência é utopia
Então é dentro do coração que a fonte do termo eu ponho.
Até hoje ler tal palavra melhora meu dia..
Segunda-feira dia 10/02/2025
23:36 pm (horário de Brasília)
Tanto pra dizer, mas sem ela pra ouvir.
"Olhares de raiva, palavras de veneno,
Sussurros de inveja, corações de pedra.
Eles não podem ver, não podem entender,
Que o sucesso dos outros não diminui o seu valor.
Eles se sentem ameaçados, se sentem pequenos,
Quando veem alguém subindo, enquanto eles estão parados.
Mas não sabem que a verdadeira riqueza,
Não é o dinheiro, é a paz e a felicidade.
Eles podem tentar derrubar, podem tentar diminuir,
Mas o sucesso verdadeiro não pode ser destruído.
Pois é construído sobre a base da honestidade,
E iluminado pela luz da perseverança.
Então, não dê atenção às palavras de inveja,
Não dê poder às pessoas que tentam derrubá-lo.
Continue a subir, continue a brilhar,
Pois o seu sucesso é um presente para o mundo."
Poema de: [ ALDINO MARQUES ]
Momentos
Independente do momento, ele nos lembra a importância de valorizar as experiências e conexões que criamos ao longo da vida, porque no fim, são essas memórias que vão nos acompanhar até o último instante.
Cada pessoa que passou na sua vida, existiu um motivo e um significado, no qual ou você ensinou algo pra ela ou você aprendeu algo com ela.
Cultivar boas lembranças, e viver de maneira significativa justa consigo mesmo, pode ser o verdadeiro legado que deixamos para aqueles que amamos.
Dia 18
Te vejo em meus sonhos,
Embora meus dias sejam tristonhos,
A vontade é de não acordar,
Ficar contigo, estar lá,
Quero o melhor pra ti,
O amor é assim eu já vi,
Me importo que estejas bem,
Independente do que vem,
Estarei sempre contigo,
Não duvide disso,
Ainda que como um grito escondido,
Uma hora ecoa,
Tudo vai acontecer numa boa,
Eu creio no poder do amor,
Seja lá como for,
O Universo irá repôr.
No labirinto do tempo, um amor se perdeu,
Memórias desbotadas, um adeus que doeu.
Silêncio ecoa onde antes havia canção,
Um vazio profundo, uma estranha solidão.
Saudades que não sentimos, um paradoxo cruel,
A falta que se esconde, um véu de papel.
O coração emudecido, sem lágrimas a verter,
A alma anestesiada, sem nada a dizer.
Vestígios de um passado, em fotos amareladas,
Sorrisos congelados, promessas enterradas.
A rotina segue em frente, sem olhar para trás,
Mas a ausência persiste, em cada passo que dás.
Um amor que se esvaiu, como areia entre os dedos,
Sem deixar rastros, sem deixar segredos.
A vida continua, em seu curso implacável,
Mas a ferida lateja, em um canto inabitável.
Saudades que não sentimos, um enigma a decifrar,
A dor que se mascara, sem se revelar.
Mas no fundo da alma, um grito silencioso,
Um lamento contido, um adeus doloroso.
Jabuticaba
Teus olhos, duas jabuticabas,
Negros, brilhantes, hipnotizantes.
Desde que te vi, tudo mudou,
E ao teu lado, o mundo fazia sentido.
Risos, conversas, fumaça no ar,
O tempo voava na nossa brisa.
Mas enquanto eu me apaixonava,
Você só me via como um guia.
Me declarei, falei sem medo,
Mas cê sumiu, me deixou no vazio.
Hoje fumo sozinho na madrugada,
E nada mais tem o mesmo brilho.
Ah, menina dos olhos de jabuticaba…
Depois de você, tudo é cinza.
