Sentimento
O tempo pode curar, mas jamais apaga o que um dia foi verdadeiro. Ele ameniza a dor, adormece as lembranças, mas os sentimentos mais profundos continuam lá, guardados no coração. Afinal, certas memórias resistem ao esquecimento.
Entre o que foi e o que virá, o agora é tudo o que temos. O passado já se foi, o futuro ainda não chegou, mas o presente está em nossas mãos. A vida acontece no instante em que escolhemos vivê-la plenamente.
Nem sempre o que se parte está perdido, às vezes, só espera ser reconstruído. O que parece irreparável pode, na verdade, estar se transformando. A dor de hoje pode ser o alicerce de algo mais forte amanhã.
Às vezes, o silêncio carrega mais respostas do que mil palavras. É na ausência do som que ouvimos o que realmente importa. O silêncio fala, grita e, muitas vezes, responde tudo o que precisamos saber.
Há corações que, mesmo distantes, nunca deixam de se pertencer. O amor verdadeiro é uma ligação que vai além do espaço e do tempo, que permanece intacta, mesmo quando os corpos não estão mais juntos.
O amor é feito de gestos, não de promessas. Não são as palavras que sustentam uma relação, mas as ações que falam mais alto do que qualquer juramento. O amor verdadeiro é vivido, não dito.
Te vi primeiro como um desejo, um fogo ardente a consumir, mas entre toques e sorrisos, comecei a te sentir.
Cada encontro, um mistério, teu olhar, um labirinto, eu que só queria teu corpo, hoje quero muito mais que instinto.
Na rotina dos lençóis, no silêncio do depois, descobri que, sem querer, teu riso ficou em mim depois.
Não te peço nada agora, nem juras, nem promessas väs, só quero que essa noite, não termine de manhã.
Pessoas e coisas do nosso cotidiano só ganham real valor quando nos são tiradas à força ou simplesmente as perdemos, sendo a perda de certas pessoas BEM mais sentida do que as das coisas, substituíveis.
Sou uma latina-americana, mesmo que eu gritasse minha indignação em sua língua natal, não me escutaria!!
Tempo, tentativas, outras histórias, outros erros, outras permissões e uma permanência que me incomoda e inquieta. Não consigo normalizar tudo isso, fazer recortes do agora, pois, em um instante, tudo se mistura, ludibria, fica estranho.
Atemporal demais para ser compreendido.
Chave que se quebrou
Caminho de volta que se perdeu
Esse nós no ar
Essa voz que ecoa
Essa presença distante
Essa inquietante sensação
O que poderíamos dizer e sentir?
Só sei que tudo sei naquilo que me desagrada. Como por exemplo, o sabor do Própolis.
É um mosto de resinas que é formado dentro de uma colmeia de abelhas. Criado assim como o mel partir da vontade e instinto de sobrevivência destes pequenos seres. Com muito amor a seu núcleo formam bolas de própolis para alguém ir lá e retirar a essência vital de suas casas.
Dai vem o valor significativo do quanto o própolis é mau. Ele gera uma violência de consciência flagelada de angústia, e traz o medo para seus criadores.
Seu gosto é peculiar. Seu gosto não é bom. Sozinho o própolis é "muito ruim". Por que? Simplesmente porque ninguém nasceu para ser bom só.
Quando você é jovem, não ama e não foi retirado da sua casa você é mau? A resposta é não. Mas se te sequestram, maltratam e depois o vendem? Você acabaria virando uma pessoa má e amarga. Assim como o própolis.
Faça o Própolis encontrar o mel. Deixe eles trabalharem juntos, e curtir a vida. Depois de algum tempo juntos eles vão casar. Por que o resultado final será bom.
Só própolis é ruim. Muito Ruim.
Meu físico, cheiros, cores, calor, texturas de coisas, gostos e afins que se fixam na memória ou trazem-na por lembranças, alcançadas por processo físico também, alterando o estado do meu ser nestes prazeres dos sentidos. Sentimentos e emoções lidos ou escritos na memória e entendidos como o não físico, mas ainda que não tocados pelas minhas mãos, da criação à sua consumação, pura natureza física do meu ser, mesmo que apenas memórias, sentimentos e emoções.
