Sempre Cumpro o q Prometo
Perdi muito tempo sonhando
sonhei muito tempo acordado
acordei muitas vezes com medo
tive medos que não precisava
precisei muito pouco na vida
mas vivi de maneira correta
Uma vez quando eu era criança
desenhei num papel meu futuro
colori com as cores mais belas
escondi meu desenho de todos
para assim meu futuro chegar
da maneira que eu imaginei
só agora que fui descobrir
tal e qual ao que houve na vida
meu desenho perdeu todas cores
A casinha, o arco íris e as flores.
A gente se dá
todo nosso amor
depois se retribui
em companhia
me chame para ver
o pôr do Sol
qualquer dia
não é preciso
ter dinheiro
a gente se senta
aqui no quintal
e se lembra
do quanto pode ser bom
dividir um momento
assim tão normal
mas que parece
que o esquecimento
ou algo assim
transformou num
incontrolável vendaval
a distração pra completar
não deixa ver
que minha companhia
ainda pode ser sensacional
você faz o chá
e eu ligo o rádio
faz de conta
que hoje
é nosso primeiro dia
ainda me lembro
o quanto você ria
então
vamos olhar o Céu
e procurar vestígios
da passagem do rouxinol
então espero
me chamar
pra ver
o pôr do Sol
Quando o Mar finalmente secar
Quando o Mundo deixar de girar
Quando os pássaros não mais voarem
Quando os últimos olhos se fecharem
Quando a última Estrela se apagar
E Deus desistir de nós
Talvez eu finalmente compreenda
Que amei a pessoa errada.
Quando a noite chegar
Trazendo infinitas respostas
E as flores bonitas
das quais você gosta
E que não abrem-se ao Sol
Noturnas iguais você e eu
Misteriosas
Quais livros que a gente não leu
Relembre as promessas
que nós não cumprimos
incrustadas
No seu coração e no meu
hoje mais nada restou
Mas te peço que leves
Aonde quer que fores
A nossa lembrança guardada
E mais nada
Além do perfume das flores
Não é todo dia que se ri
Nem todo dia é dia de chegada
Há dias em que a gente chora
Tem dias em que esse dia é agora
Há momentos presentes
Que de alguma forma
Nunca mais haverão de estar ausentes
Pois tudo muda em nossa vida
Quando vemos, infelizes, a partida
De quem no fazia sorrir
e também ria
Adeus, Maria
Tudo muda de repente
Mesmo que não seja repentinamente
O que não muda e não mudará jamais
Será o modo de viver aquele momento
Que eu te via, em movimentos lentos
Me lembro de todos eles
Mesmo que pra ti eu parecesse desatento
Pois eu sei que não mais chegará
Eu fico aqui
E peço que essas palavras voem ao vento
e te alcancem e te abracem
E te digam que o que eu mais queria
Era que você ficasse
Adeus, Maria
Até um dia!
Numa linda manhã
Clara e tesônica
Invadia os Céus daquele rei
Um pequeno avião
Que chamaram
"Enola Gay"
Ele trazia nas mãos
Um celeiro de covas
Bem pior que mil vespeiros
Muito diferente, porém coerente
Com a boa nova
Descrita em Tessalônica
Essa notícia, de repente
Inesperadamente
Encaixou-se no ar
de forma anatômica
bateu no chão de algum quintal
de maneira harmônica
espalhando seu mal
de maneira isonômica
A manhã daquele dia
Entrava pra História
Seus terrores que se espalhavam
de uma forma bem pouco econômica
e todo mundo conheceu
o horror da ausência de amor
da bomba atômica
Pouco antes
de eu nascer
Enviei a Deus
uma prece
que dizia
"Me salva, não quero viver"
Porém
Nem tudo pode ser feito
do jeito que a gente queria
Então que se faça
o melhor que a gente possa
pois a maior graça
Que existe em tudo isso
é saber que existe um compromisso
um trato bilateral
e mesmo
Que eu conseguisse
Fazer meu melhor
e realmente melhorasse
tudo ao meu redor
Nada faria sentido
Quando a resposta que vem
lá do outro
Não fosse infinitamente
Maior
e melhor
Edson Ricardo Paiva
Acordei de madrugada
Pra contar
Que duvido que haja no mundo
Amor de amar assim
Igual a esse, que existe em mim
Eu tenho vivido
Um amor em recesso
E tudo que peço
A quem eu amar
É um espaço pequeno de coração
Um momento sereno
de pura atenção
E que possa ouvir até o fim
Todas as juras
deste humilde coração que pede
Qualquer migalha de conforto
Pra um amor
Que acorda de madrugada
e passa os dias absorto
Por amar-te tanto assim
Um amor sem dor
Amor de alegria
Um amor que te traria
Qualquer coisa que fosse
No final de cada dia
Um amor que partisse
Apenas pra poder fazer
Com que você risse
ao vê-lo voltando
E saber que foi verdade
Aquilo tudo que eu disse um dia
Esse amor procura
Alguém que o entrelace
E num simples olhar
lhe diga somente
O quanto gostaria
Que ele ali ficasse
E depois suspirando
de tanta alegria ali contida
Tivesse a certeza
Que a beleza de tanto amar
Haverá de crescer
e permanecer pra sempre assim
Até o fim
de todos os nossos dias.
Edson Ricardo Paiva
Bom mesmo deve ser
Não ser e nem existir
Havendo assim
A alegria de ser o imenso nada
Cada qual sem outro igual
Sem história
Memória
Alma à venda
Condenada
Perdida ou achada
Bom mesmo deve ser
Não ser
Aquele que não sabe
Melhor ainda deve ser
Ser
Aquele que de nada quer saber
Saber do nada
Cada qual assim
Nem bom
Nem mal
Melhor
Pior
Igual
E mais nada
Além do nada
Que somos
Perdidos no espaço
Tempo e vida
Bom mesmo seria
Ter sido
Aquilo que a vida
Jamais permitiu que fôssemos
Por que será
Que cada coisa
Precisou ser assim ?
Bom mesmo seria
Que no lugar
Dessas falsas alegrias
Vividas nesta vida sem sentido
Que a vida
Não tivesse trazido nada
E o tempo não tivesse
Traduzido
Tanto
Nisto
Nisto tudo
Que por enquanto
Não passou de nada
Bom mesmo seria
Que o tempo, o espaço e a vida
Não tivessem traduzido
Tudo isso do qual não se esquece
Que bom seria
Se não tivesse havido
Nada
Edson Ricardo Paiva.
Sol de mês de agosto
Farpas de janeiro
Numa linda manhã de junho
O dia inteiro assim
Por mais que se faça
Vai ficando
Mais sem graça ainda
Alguém procura poesia
Pedindo que alguém as escreva
Talvez um dia ela seja lida
Numa linda manhã de chuva
Durante o velório de alguém
Que viveu e nem viu
E morreu num dia de abril
Pode ser
Que seja eu.
Edson Ricardo Paiva
Triste luz da manhã.
Bela manhã de Sol
Lindo Sol
de uma manhã tão triste
de tristeza daquela que mata
Esconde a morte
entre os cortes
da arte de natureza morta
sete cores escondidas
no branco da luz do Sol,
Triste Sol de branca luz
Manhã de borboletas voando
exibindo seu voo manco
Manco voo à branca luz de Sol
Luz de hemorragia
Branca luz do dia
O sangramento estanca
Hemofílica alegria
Luz que na verdade mente
e mente com propriedade
Quisera me esconder da luz do Sol
Ah, meu Deus
Como eu queria
Que esse manco voo de alegria
tornasse uma tristeza verdadeira
Quando do Céu despontasse
A derradeira luz da tarde
desse branco Céu
Sangrando de falsa alegria
Que voa e não voa
A vida correndo a toa
Ardendo de verdade
doendo com qualidade
Prenúncio de tempestade
Pálida verdade
Triste Sol de uma manhã que arde.
Edson Ricardo Paiva
Eu tenho um pé de acerola no quintal. Todo dia ele amanhece carregado, eu vou lá e colho o máximo que posso. Amanhã vai estar cheio de novo. No dia que eu me cansar e parar de colher, ele vai parar de amanhecer carregado. As coisas são desse jeito.
Eu conheço um mendigo chamado João. Sempre que o vejo eu converso com ele. Se eu lhe oferecer alguma coisa, ele aceita. Se eu não oferecer, ele não pede nada. Ele é mendigo há muitos anos e me contou que no início usava a voz pra mendigar as coisas na rua. Um dia ele percebeu que as pessoas não estão tão preocupadas umas com as outras como dizem estar. Então ele se cansou de acreditar e parou de mendigar. Continua mendigo, mas só pra si mesmo, pois compreendeu, após a passagem de anos, que a vida o esqueceu no dia que ele se esqueceu da vida. As coisas são da maneira que são.
Edson Ricardo Paiva.
Longe se vai
O tempo que eu fui menino
de cara queimada de Sol
Joelho repleto de machucados
de quem sobe em muros
Cai de árvores
Maceta mármore em lata
Corre atrás das pipas
E não pára quieto um instante
Lá se vai ao longe
O tempo do Sol a pino
A rolimã que rangia
A metade de um dia eu tinha
Pra resolver os problemas
Que arrumava de meio-dia em diante
Sem atentar para o fato
Que eu já os tinha e eram muitos
Eram tantos
Que até hoje minh'alma duvida
Que mesmo se hoje eu tivesse
Toda calma que existe no mundo
Eles pudessem ser resolvidos
Em somente uma vida
da mesma maneira que
Naqueles dias que longe se vão
Sem pensar, eu apenas desatava
Em questão de segundos
A mesma espécie de emaranhado
Que hoje, me faz calado e me dói no peito
Pois um dia a gente cresce
... e esquece
como era o jeito que se fazia.
Edson Ricardo Paiva.
Sonhei com a simplicidade
Não sei quanto tempo levou
Mas o instante durou
O tempo que a vida leva
Qual fosse um novelo de lã
Num castelo de cordas que se transforma
Um menino amarelo que amanhecia
Pra depois anoitecer mil vezes
Era o cravo, era a treva
Vento leve, uma brisa
Que sopra a verdade em seus ouvidos
Tempestade chega de repente
Semente de tempo que a vida leva
Sonhei que a vida era coisa singela
Era um doce com calda de caramelo
Que se vê na infância e não se prova
Não se esquece, que renasce como nova, todo dia
Porque o viu numa fotografia amarelada
Sonhei com a simplicidade
Que de simples que era
Passa a vida inteira e não se alcança
Desiste de esperar e de querer
Como quem não quer nada
Mas a alma
De seu jeito teimosa ela era
E ainda a espera calmamente
Porque
Sonho e vida são coisas que não se junta
E tudo se torna muito
Muito diferente, quando a gente acorda
Pode ser que eu só tenha sonhado
Que essas coisas todas não tivessem
Esse lado esquisito
Essa forma torta como a coisa é dividida
Onde há o feio e o bonito
O lado de cima, o outro lado
O disforme e o quadrado
O errado e o quase certo
Porque sempre que uma vez desperto
Tudo fica complicado
A verdade e a realidade
Contrastando outra vez com a pureza
Da simplicidade que eu sonhava
Onde tudo era caro ou barato
Era claro ou escuro
Mas não tinha passado
E nem futuro.
Edson Ricardo Paiva.
"Nunca se culpe por ser enganado por alguém, o sal na maioria das vezes se parece com açúcar" Ademar de Borba
O poeta Carlos Drummond de Andrade, com toda sabedoria certa vez disse; Comprei de um camelô 10 lâminas, bem embaladas, por um bom preço, nas calçadas de IPANEMA, ao chegar em casa constatei que eram todas USADAS.
Duas frases para elevar o ego das mamães; "SUCESSO SEM SUCESSÃO É IGUAL A FRUSTRAÇÃO" o que adianta você se esforçar na vida e não ter para quem deixar, pouco ou muito, o fruto de seu trabalho? "MÃE DE FILHO HOMEM, NUNCA DEIXARÁ DE TER O AMOR DE UM HOMEM" mesmo que se separe.
Absolutamente ondas
de fúria só deixam
a todos nós ainda
mais desamparados
no momento em
que todos deveriam
estar reconciliados,
Não sou autora da frase
"Informar não é um delito",
Aqui segue sendo repetido
para quem sabe seja
daqui para frente entendido:
Quem informa anda
sendo preso e perseguido.
Talvez este poema faça
mais do que todos nós
juntos não conseguimos,
Libertar de vez cada
preso de consciência
seja civil ou militar,
Pois até quem cuida
do dom da vida
tem sido preso
e incompreendido;
Vencer o próprio ego
se faz necessário
para viver em paz:
Não sei e talvez nem
ninguém sabe o quê
aconteceu em Ramo Verde,
Só sei que 'La Abuela Kueka'
retornou para o lugar,
Do General que está
preso injustificadamente
não canso de parar
sobre ele perguntar;
Só que que vou escrevendo
até o sol da justiça raiar,
Não vejo o porquê
de espezinhar os filhos
que um dia deixaram
uma Pátria sejam
quais forem os motivos,
porque desta Terra
somos todo peregrinos,
por isso creio no destino
e seus sinais místicos.
Nesta noite triste
e no seu auge
com a pureza de
uma rosa branca
mística e martiniana,
De queixar o meu
peito não se cansa:
Não vou parar
um só minuto
daqui para frente
de me queixar!
Lamentando o sol
da igualdade e o seu
desmaio sob violento
golpe pelas mãos
imundas na Bolívia.
Não vou parar
um só minuto
daqui para frente
de me queixar!
Sentindo mesmo
medo da população,
baleada por não
ter entendido
o quê é elementar
e com solidão
no quartel no Ceará.
Não vou parar
um só minuto
daqui para frente
de me inundar!
Com tudo isso
acontecendo
aqui neste nosso
continente sigo
ainda sem crer
naquilo que li:
que um herdeiro
das glórias de Bolívar
pode perder tudo
o quê conquistou
nesta vida
só por discordar.
Não vou parar
um só minuto
daqui para frente
ao infinito rogar!
Não posso parar
pela tropa universal
e pelo General
um só minuto
de pedir para o Sol
da justiça os libertar;
não posso parar
até a reconciliação
a todos reencontrar.
Tentando não perder
o desenrolar dos fatos
debaixo para cima,
e de cima para baixo,
conto o quê deve
ser sempre contado,
correndo o risco
do erro com palavras
que não são minhas.
Não rompendo nunca
com a paz possível,
a poesia quando
sabe pouco nada,
ela vai por aí em busca
da memória e da verdade.
Com o sorriso apagado
dizem que o Capitão
nunca esteve ligado
na Operação Aurora,
incomoda o quê está
passando com a tropa
como ela fosse minha,
vai dormir pensando
na gravidade da notícia:
"Paramilitares siembran
minas en la zona
del Catatumbo
venezolano y la guerrilla
impuso el toque
de queda en El Guayabo".
Um dia essa moda pega
de todo mundo querer
virar poeta esperando
o raiar da liberdade
contando tantas histórias
da América Latina
que fácil se esquece
até dos protetores
das borboletas monarcas.
Testemunha sensorial
destas tristezas
do continente e pedindo
a liberdade do General
que está preso inocente
e que não viu nestes
quase dois longos anoa
sem ver o sol da justiça,
assim sigo aborrecida(....)
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