Sempre
Eu sempre te dei uma Rosa Amarela, pois eu sabia que de ninguém mais você ganharia. Pode ganhar as Rosas mais vermelhas do mundo, mas as amarelas tem meu nome e sobrenome.
O poeta sempre será um fingidor, viverá intensamente e sentirá a dor, a dor deveras que o mesmo sempre pressente.
"Impossível não acompanhar a sua vida, sempre algum detalhe respinga em mim, qualquer um que seja, sempre alguma parte sua chega até a mim, e diante de tanta informação, apenas penso em reflexão, você não foi, você sempre será o meu grande amor"
Eu não sei se você percebeu, mas eu sempre estou dizendo que amo você, sempre que te vejo eu digo isso... Não pense que estou me humilhando ou me rebaixando, eu apenas digo que te amo para não mentir para mim mesma. Para ser leal a mim, e sim, a minha dor também. Sim, eu percebi que você nunca diz o mesmo, e isso não me machuca mais.
... sagacidade
e expressões intrincadas,
nem sempre resultarão em
afiados quinhões de sabedoria...
Intelectos focados em borrifar
próprios dotes e impressões,
raras vezes orvalham
bom senso!
...uma relação de amor
nem sempre é fruto de simples
escolha - amor é percepção, é atração,
um resvalo de pele, o encanto
da diferença - afinal, somos desiguais,
embora, não em essência;
por vezes, amamos, mesmo
divergindo!
... é inegável que
nossa existência estampa o
mais visceral dos livros, sempre
repleto de elementos e fatos que se
interligam, gerando um caudal de
questões que somente deciframos
ao viver linha por linha do que
ele contém!
... algo
dentro de mim sempre sabe
aonde meus passos me têm levado -
sobre questões que o destino me
reserva - embora ainda pouco
inclinado a me
contar!
... conviver
com o próprio espelho,
sempre foi - e por muito tempo
ainda será - amais complexa,
indigesta e inspiradora de
todasas artes!
... se todo animal
nos inspira a mais sincera ternura,
como se explica o 'animal-homem',
sempre às turras com seu
semelhante?
... sempre preferível
um erro pela ação do que uma
preguiçosa e debochada inação; afinal,
erros e deslizes são fatores igualmente
relevantes quanto a iniciativa e
a autenticidade exigidas
pela vida!
Roda-viva mortal
Demétrio Sena - Magé
Mais do que nunca (ou então do que sempre), a sociedade como um todo sofre, sendo vítima de quem um dia foi sua vítima inicial: por desamparo, preconceito, arrogância e negligência. Mas a sociedade jamais aprende: continua fazendo vítimas que sempre voltarão para fazer da mesma, essa vítima de quem ela faz vítima e logo depois se torna. Isso é uma interminável roda-viva mortal.
É algo notório e sociológico: existem tanto a vítima estrutural (inicialmente o lado mais frágil) quanto a vítima retroativa ou por estorno (vítima da primeira vítima), numa disputa insana que as torna vítimas rotativas uma da outra. Trocar o conceito ou contexto de vitimado por vitimizado não cabe a nenhuma das margens. Muito menos à margem que, desde sempre, já é mesmo marginalizada.
No fim de tudo, a sociedade é sua própria vítima, porque sempre viveu dos guetos que ela produz. Os guetos criam sub-sociedades à margem dos olhos majoritários e se organizam. De vítimas, tornam-se algozes, fazem vítimas onde se tornaram e jamais conseguiram se libertar: são vítimas terminais das próprias vítimas que são, enquanto seguem tentando ser algozes de seus algozes iniciais.
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Você pode desconfiar de uma verdade. Mas uma mentira, como tal, é sempre rigorosamente verdadeira.
