Sementes
O som silencioso no segundo suave sopra ao sentido a sonhar...
Sonhei que sai a semeá sementes de sonhos e sentimentos sadios
Sair a ceifar solidão segar sem satisfação sutilmente
Sedento da sua saliva sondei serenata suave aos seus sentidos
Sonsinha a soluçar sussurrando sorriu...
Sentir seus segredos no silencio das sombras
Sambei assobiando
Segundo surgindo e sol sonolento sair do sonho
Surpreendido sem saber que sabia sonhar
Diariamente lanço as sementes da minha fé no solo da vida, para que ao meu redor, sempre brotem as sementes da esperança. Assim, cercada com os aromas fortalecedores de tudo que acredito, encontro forças para continuar a minha jornada, mesmo quando tudo parece impossível ou quando as coisas estão difíceis. Mesmo quando o cansaço tenta tirar minhas forças. Ou até mesmo quando, pela minha fé e pelos meus esforços, com a graça de Deus, colho os frutos dos milagres que preciso.
Peço sempre a Deus sabedoria para meus plantios diários, pois sei que a colheita será na mesma proporção. Acredito na força do bem, Acredito na força da fé e acredito em Deus, acima de tudo. E é a Ele que consagro este dia.
Josy Maria
O que lançastes na terra fértil de teu passado, germina sementes que florescerá frutos num futuro onde a colheita será a consequência de tuas atitudes hoje.
Os teus atos serão como sementes germinadas na terra
e vida terão…
enquanto que tuas palavras?
- ah! tuas palavras…
são como folhas de outono dispersas pelo chão…
Toda a herança que deixo ao mundo não vai além das sementes lançadas ao acaso da janela desta velha maria-fumaça, mas que, determinada, desliza célere pela linha férrea da minha vida até sua estação final.
O tempo revela e transforma as boas sementes. No entanto, o destino é responsável por coletar todos os ensinamentos.
Eu já plantei muitas sementes, já reguei muito amor, como também já plantei dor. Eu já colhi ingratidão, coisas que doem no coração, mas nada disso foi em vão, se hoje já não sou aquela mulher carregada de preceitos e preconceitos limitantes é porque não limitei meu crescimento, fui aprendendo com cada dor e a cada instante e momento.
Na memória de tudo que sou e já vivi, me perdoei dos erros que cometi e prometi reparar as palavras e atitudes que feriram outras pessoas, acordando toda manhã, decidida a ser sempre uma alma boa.
Sigo, pois sei que ainda não estou pronta, mas com a certeza de que quero evoluir, vou dando passos no caminho, na estrada do existir.
Nildinha Freitas
Apenas sementes que encontraram terras férteis e profundas conseguem desenvolver raízes fortes o bastante para transformá-las nas árvores que se sucedem produzindo frutos que alcançam todos os cantos da terra.
O destino das sementes as separa em três grupos: as que se espalham sobre rochas impenetráveis e fenecem; as caídas sobre terras rasas que não conseguem aprofundar suas raízes, e logo secam; e as que encontram terras férteis e profundas que em seguida as transformam em árvores frondosas!
Semear Conhecimento é como jogar sementes da janela de um trem: elas são espalhadas ao acaso, mas é a terra que as recebe a responsável por fazê-las germinar, o que só acontece caso estejam prontas para abriga-las em seu seio e fornecer-lhes a água que as transformará em lindas e perfumadas flores.
O medo enraizado do tudo afoga o ser humano, se esquecem que são sementes morrem para viver vivem para morrer.
Dança com os abutres vá almoçar com os lobos, rasteja com as sementes tenha a fúria feroz do leão, no entanto não esqueça de mostrar o teu caráter onde estiver.
'PARAENSE'
Por do sol Paraense,
sem olhos,
horizontes,
sementes.
Do Grão-Pará,
antipolítico,
sobeja cachaças,
bicho das matas,
das brenhas,
chibés,
munguzás...
Nascido das chuvas,
distraído amazônico.
Particípio.
Respira hidrografias,
farinhas.
Sem trajes,
És Carimbó conformado,
ribeirinha...
Cultiva ouro preto,
isolação,
açaí.
Saboreia pupunhas,
tacacá,
camarão.
És baião,
multidão,
muricis...
Guarda tralhas,
bacuris,
pirão,
pescado.
Cultua piquiás,
esperanças,
tucumãs,
cajados...
Subsiste manhãs,
neblinas.
És indígena,
fardo.
Flutua canoas,
rio acima,
bicho sem mato...
Exala naturezas,
apogeus sem cobiças.
Pela força admirado.
És espelho.
Paraense.
Reluzente.
Estilhaçado...
Ultimamente
Eu tenho alimentado a alma
Somente com sementes
Sementes de calma
Enquanto a calma
Tem andado tão ausente
Não há coração que agüente
Essa ausência tão cortante
Pois não encontra
Aquela calma, tão querida
Tão bem-quista e desejada
Não há nada
Nada pra espantar
Tamanha tristeza
Nada na vida compensa
Conviver
Com a ausência da calma
A falta daquela presença
Que um dia
Alimentava minh'alma
de tanta alegria
A alma revira ao avesso
A cabeça não pensa
Não existe preço
Não existe nada
Existe somente essa ausência
Uma ausência sofrida
Que faz duvidar
Se vale mesmo a pena
Viver essa vida
Repleta
Completamente abarrotada
de ausência
E mais nada.
Edson Ricardo Paiva,
Veja sim
O Mal em mim
Pés que pisam em flores
Porém
Outros pés
Pisam sementes
Eu ouço a tudo calado
O Mal, por demais ocupado
Lançando fora os pomos colhidos
Chega a ser tão triste
A mesma história repetida
Desencontros marcados
Aquilo que queria
Sem saber que queria
A terra, o Sol, as sementes
Os pés que as pisaram
Hoje, olhei pro Céu
O Sol ainda arde
Hoje, lembrei de palavras
Há muito esquecidas
Ainda guardadas
Nada vai mudar tua decisão
Então
Não pense no mal que há em mim
Olhe pra dentro
E assim
Pés, sementes, tempo, vida
Hoje o Sol ainda arde
Agora é outro dia
O tempo que não se viu
Nem se quis o que se queria
Longe vai
A vida passou
O Sol se põe
Tarde
Agora é tarde.
Edson Ricardo Paiva.
Hoje
Eu ouço as vozes do passado
Claramente confusas
Como se fossem sementes
Que cairam no chão ao acaso
É preciso agora
O prazo de algumas vidas
Pois algumas vão germinar
Outras não
Mas olhando-as espalhadas
Não sei nada sobre elas
Entendo perfeitamente
Aquilo que meu coração me fala
E quando eu olho o campo das sementes
Ele apenas me aconselha
Pra eu deixá-las à distância
E jamais pisar em nenhuma delas
Desconhecendo a maneira correta
Em distinguir as boas novas
Daquelas que ultrapassaram
A iniqüidade de ser só ruins
Meu peito fala pra mim
Que afaste qualquer desejo de ir até lá
Hoje
São confusas as imagens que vejo
Como se fosse um nevoeiro sobre o campo
O Sol deponta entre nuvens
Em raios difusos
Após a chuva que caiu de madrugada
Agora, meus pés não são mais como antes
De instante em instante, passou-se a vida
E, em todo caso
Aguarda-se o prazo de algumas delas.
Edson Ricardo Paiva.
Se eu pudesse cuidar do mundo
Como quem guarda um jardim
Se eu pudesse escolher as sementes
Se eu fosse um bom jardineiro
Ou algo semelhante
Plantaria um jardim de verdade
E cultivava somente verdades
E o melhor que houvesse
do amor e da amizade
Mas, por mais sementes que se espalhem
Muita coisa falha, abaixo do Céu
Muita coisa falta em meu jardim
Assim como falta
Um maior entendimento
Pra que todo mundo soubesse
Que neste jardim
Onde quase nada cresce
Poderá nascer a qualquer momento
Aquilo que há de varrer deste mundo
Todos os jardins do mundo.
