Sem Sentido
No meio da tempestade, perdemos o rumo, perdemos o sentido, e já não sabemos para onde ir, tudo parece confuso, pesado, sufocante, é difícil sonhar quando o medo grita, é difícil respirar quando a dor aperta, é difícil acreditar que um dia voltaremos a sentir paz, e é justamente nessa hora quando estamos frágeis, cansados e quase desistindo, que tudo o que mais precisamos é de alguém que seja presença verdadeira na nossa vida, não precisa ter as palavras perfeitas, nem ser o melhor conselheiro do mundo, basta ficar, basta segurar a nossa mão quando a força acaba, oferecer um abraço que acolhe a alma, olhar nos nossos olhos e dizer “Eu estou aqui,” precisamos de alguém que enxugue as nossas lágrimas com carinho, que nos lembre da nossa força quando já não conseguimos enxergá-la, que nos recorde, com firmeza e amor, que nenhuma tempestade é eterna, porque, por mais longa e escura que pareça, toda tempestade passa e o sol sempre encontra um jeito de voltar a brilhar.
Poema final
No princípio da tarde,
Tarde sem sentido ou valia
Dessas que corre a vida e o sol arde
Começo de mais um morto dia
Olhei a janela
A brilhante esquadria
Não sei se foi uma pancada
Mas um “Acorda bobo!”dizia
Uma voz de vida encharcada
Clamando”Revê o dia!”.
Procurei, dei mais uma olhada,
E, ao sol ofuscante,
Qual joia dourada,
Se via um besouro gigante
Nem tudo que é visto é sentido, e nem tudo que é sentido precisa ser visto. O essencial está entre os espaços vazios que só a alma consegue preencher.
Às vezes é preciso se perder no ruído,
pra achar o sentido há tanto perdido.
Entre telas e vozes, distantes,
encontrei no silêncio, o que é importante.
Haverá um tempo em que o ruído do mundo se calará, os excessos perderão o sentido e tudo o que parecia essencial se tornará pequeno. Então compreenderemos que o que realmente importa sempre foi o amor, a fé e os laços que construímos ao longo do caminho.
Se o poeta disse que amar é um verbo intransitivo
e entre outros adjetivos tem seu sentido completo,
eu te digo que o amor é um tanto quanto relativo,
um sentimento cativo, que não aceita decreto.
Se ele se basta em si mesmo e não pede complemento,
como explicar o aperto que dá no meu coração?
Como entender esse laço, esse doce tormento,
que me rouba o pensamento e me joga na tua mão?
O amor pode até ser livre na teoria da gramática,
mas na vida prática ele é dependente sim.
Precisa de um sujeito que lhe dê a voz exata,
que mude a sua fonética e faça ninho em mim.
Não me venha com a lógica de que o amor é isolado,
pois quando estou do teu lado a regra perde o valor.
O meu amor só é pleno se for conjugado contigo,
no presente do indicativo...
No plural do nosso amor.
"A Inteligência Artificial calcula respostas; a Inteligência Humana dá sentido a elas."
(Osman Matos, séc. XXI)
“Nem todo silêncio infantil é timidez; algumas vezes, é defesa diante de um mundo sentido como excessivo.”
Do livro Psicose Infantil: Transtornos e Espectros no Divã, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“Há palavras que não curam pela magia, mas pelo sentido que oferecem à dor quando o corpo já não consegue explicar sozinho.”
Do livro Abracadabra — A Palavra Entre a Fé, a Ciência e o Mito, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“A fala é o encontro entre cérebro, respiração, laringe, sentido e coragem de aparecer diante do outro.”
Do livro A Voz e a Fala — Da Fisiologia da Laringe à Expressão Psíquica: Neurobiologia, Anatomia e Identidade dos Sons Humanos, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“O indizível não é ausência de sentido; é uma dor que ainda não encontrou forma suficiente para existir em linguagem.”
Do livro Pensar é Sofrer — A Psicanálise do Indizível em Bion: Dor, Vínculo e Nascimento do Pensamento no Silêncio da Mente, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“A medicina salva vidas, mas a espiritualidade pode ajudar a pessoa a reencontrar sentido enquanto atravessa a própria dor.”
Do livro Espiritualidade e Medicina — O Papel da Fé na Saúde Emocional, Intelectual e Física, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“A roda precisa girar agora em outro sentido: não mais para esconder a dor, mas para devolver nome, memória e dignidade aos esquecidos.”
Do livro A Roda dos Excluídos — Histórias Giradas ao Silêncio, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
