Frases de esforço e recompensa que falam do valor do sacrifício
Entre as páginas da vida
mesmo com letras amareladas
e versos enferrujados...
ainda há flores cultivadas pelos poetas.
Há privacidades à serem "protegidas" com câmeras e celulares de curiosos e fofoqueiros... para que muitos
cárceres privados venham à ser fatos "escandalosamente" públicos e terrívelmente corriqueiros...
Nada, absolutamente nada, permanece privado nessa sociedade/humanidade
suja como uma privada entupida com seus transbordantes falsos valores e tão adornada com suas autênticas hipocrisias.
@MiriamDaCosta
Há muitas pessoas alfabetizadas, diplomadas, mestradas e até doutoradas, mas... há poucas Almas com Educação.
Há muitas pedras
no caminho da vida
mas...
também há flores ...
Olhai as flores no caminho
nas trilhas
e entre as pedras...
Sim! Há beleza
mesmo entre as dores...
Olhai as flores no caminho
nas trilhas
e entre as pedras
rompendo o impossível
e brotando ternura
na aridez dos dias...
Flores que sabem
do peso do chão
mas ainda assim
se oferecem em cor...
Sim! Há espinhos
mas há perfume...
Há tropeços
mas também
mãos estendidas...
E às vezes...
é entre os escombros
que florescem
as mais raras esperanças...
Por isso
não olhe somente
para os pés feridos...
Erga os olhos!
Há poesia
até no chão que sangra...
Há flores
que nascem no silêncio
sem testemunhas
sem aplausos
mas...
com a dignidade das auroras...
Crescem tímidas
entre os calos da terra
como quem insiste
em acreditar no sol
mesmo sob nuvens densas...
Flores que curam
sem palavras
que falam com cor
com cheiro
com presença
mesmo distante...
E há quem passe depressa
e não veja...
E há quem
cansado, se ajoelhe
para respirar sua beleza...
Entre pedras e flores
a vida vai ensinando
que a dor e a delicadeza
podem caminhar
lado a lado...
Que um passo
entre espinhos
também pode
tocar o milagre de viver
e acreditar na poesia da vida...
Porque há milagres
escondidos nas frestas
na sombra úmida
das pedras esquecidas
no gesto silencioso de uma flor
que insiste em florir
onde nada deveria nascer...
A vida não é só caminho
é travessia...
É ferida e flor
queda e renascimento...
E cada flor
que rompe a dureza da rocha
é um grito mudo de resistência
um sussurro da alma dizendo:
- Sobrevivi! ...
E se há dor no chão
que trilhamos
há também beleza
no olhar de quem vê...
Então...
olhai as flores
no caminho!
Recolha a sua coragem
beije com os olhos
suas delicadezas e segue
mesmo que com os pés sangrando...
Pois onde há flor
há esperança
e onde há esperança
há caminho e poesia ...
✍©️@MiriamDaCosta
Quando, na vida, uma porta se fecha para nós, há sempre outra que nos abre. Em geral, olhamos com tanto pesar e ressentimento para a porta fechada, que não nos apercebemos da outra que se abriu que nesta semana todos deixe orgulho de lado o mau humor a infelicidade o rancor e olhe
La esta a porta, mas aberta do que nuca só pra você ser feliz.
Às vezes,galhos se entrelaçam com os de outra árvore. E nesse encontro, há uma dança delicada entre sombra e sol.Mas acontece que, há uma necessidade de podar esses galhos entrelaçados para que ambos possam crescer livremente na necessidade de preservar a própria vitalidade.
Isso não é sobre Árvores......
Bosch e eu: entre a crítica e a ferida colonial
De todos os artistas europeus, há apenas um que ainda me atravessa: Hieronymus Bosch. Ele me coloniza — não pela forma, não pela técnica, mas pela crítica feroz que carrega. Bosch é o único colonizador que ainda habita meus delírios, talvez porque a acidez do seu olhar sobre o mundo medieval encontre eco no que eu também preciso denunciar.
Ele pintava o colapso moral da Europa — os vícios, o poder podre, a queda da alma. Eu pinto outro colapso: o da terra invadida, dos corpos silenciados, da memória arrancada pela violência da incursão portuguesa.
Se Bosch mostrava o inferno como consequência do pecado, eu mostro que o inferno chegou com as caravelas. Não há punição futura — o castigo já está aqui: na monocultura do eucalipto, na esterilização do solo, na morte do camponês brasileiro , no apagamento dos povos indígenas.
Há em nós uma fúria semelhante, mas nossos mundos são outros. Ele critica o homem que se perde da alma. Eu denuncio o sistema que rouba a alma dos povos. Bosch pinta o desejo que conduz à danação. Eu pinto a resistência que surge depois do desastre.
E, mesmo assim, ele me coloniza. Como assombro. Como espelho invertido. Às vezes penso que sua crítica me provocou antes mesmo de eu saber meu nome. Ele habita uma parte do meu gesto. Um inimigo íntimo. Uma fagulha que queima, e que às vezes me ajuda a incendiar o que precisa cair.
Há momentos em que queremos parar; há lugares que queremos estacionar; há pessoas que queremos grudar e há corações que queremos morar.
Há dores que ameniza; outras alivia; algumas cessa; outras passa; algumas cura; mas a dor da saudade, perdura!
Dar segunda chance para um ciclo falido, é ter a chance de ver que faliu há mais tempo do que pensava.
Luar Quarto Crescente
no céu da tarde da cidade,
Entre a gente há liberdade
e um sentimento surgindo,
Ouço a música da passarada
daqui de Rodeio e daqui
a pouco você vem quando
as luzes do Médio Vale do Itajaí
estiverem acendendo.
Poesia Marginal
Onde a falta de amor
sempre nos desafia,
A minha poesia há
de ser a tal marginal
que derruba a letargia.
Camafeu
Poema açucarado
tal qual um poema
com carinho preparado,
Há de ser o Camafeu
que eu hei de te ofertar
para deixar você com
o coração apaixonado.
