Frases de esforço e recompensa que falam do valor do sacrifício
O Eterno Quadro da Ausência.
I — O Ateliê do Silêncio.
Há um instante em que a alma, fatigada, já não distingue se o que sente é dor ou lembrança.
O ar pesa como tinta não misturada, e o coração lateja como um relógio que perdeu a noção do tempo.
Tudo o que resta é o quadro diante de mim — o mesmo, sempre inacabado — e o vulto que ele insiste em reter, ainda que o corpo que o inspirou já não exista senão nas dobras do pensamento.
O amor, esse artista cruel, ensinou-me a pintar com lágrimas. Cada traço é uma despedida, cada cor, uma esperança morta.
Há dias em que creio tê-la libertado da tela, e outros em que percebo: foi ela quem me aprisionou nela.
II — O Olhar Que Permanece.
Há algo de doentio em amar o que já não nos responde.
E, no entanto, é nesse delírio que a vida encontra sua última beleza.
O olhar que me fita do retrato não é mais o dela — é o meu, devolvido em eco, fragmentado pela saudade.
Sou eu, dividido entre o que amo e o que perdi, entre o real que nega e o sonho que insiste.
Dizem que a morte é o fim, mas a ausência é mais cruel: ela continua viva, mas intocável.
A cada noite, o pincel busca uma cor que não existe — o tom exato daquilo que foi amado.
E, quando o encontro, já é tarde: a luz da manhã dissolve o milagre, e eu retorno à doença da razão.
III — Filosofia da Perda.
A realidade é um quadro imperfeito.
Negá-la é o instinto dos que amaram demais.
Aqueles que já tocaram o abismo da ternura sabem: o amor é uma forma de sofrimento escolhido — a mais nobre das enfermidades.
E há uma pureza nisso, uma santidade quase patológica: viver é prolongar o instante que nos mata.
O pensamento, esse médico impotente, observa o coração como quem assiste a um incêndio que não se apaga.
O amor é o fogo, e a ausência, o vento.
Nada é mais real do que a dor que se sente quando tudo o mais já cessou de existir.
IV — O Funeral do Sentimento.
A doença não é do corpo — é da lembrança.
Diviso, às vezes, o meu próprio funeral: não há lágrimas, só o eco das minhas palavras presas nas paredes do quarto.
Sobre o caixão, o quadro: inacabado, obstinado, com aquele mesmo olhar que me persegue.
É o retrato daquilo que amei e daquilo que fui.
Talvez o amor seja isto — a tentativa insana de imortalizar o que o tempo já levou.
Talvez a morte seja apenas a moldura que encerra o último sonho.
CATEDRAL DA CISÃO INTERIOR.
Há dias em que sou lâmina
há noites em que sou abismo
Em mim a razão constrói altares
logo depois o delírio os incendeia
Penso com rigor antigo
sinto com fúria primitiva
sou ordem que se ajoelha
sou caos que aprende a rezar
A lucidez ergue-se como torre
a vertigem responde como mar
uma promete sentido
a outra exige verdade
Carrego duas coroas invisíveis
uma de espinhos silenciosos
outra de luz que cega
Quando amo sou excesso
quando penso sou ruína
e no centro desse império partido
governo-me sem trono
Ainda assim caminho
pois mesmo dilacerada
a consciência avança
como dor ferida que se recusa a cair.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
“Nem todo progresso anuncia a si mesmo. Há avanços que se realizam em silêncio porque pertencem à ordem do caráter e não do espetáculo.”
ESTOICISMO - VIGILÂNCIA INTERIOR NA MARCHA DA VIDA.
Há uma dignidade silenciosa naquele que sabe esperar. Esperar não por fraqueza, mas por ética. Esperar não por medo, mas por consciência. Contudo, a vida não caminha no mesmo compasso da cortesia humana. Ela avança. Galopa. Ultrapassa. Não porque desconsidere, mas porque exige atenção. Quem vive precisa estar desperto. Quem deseja permanecer íntegro precisa estar vigilante.
O que almejas não repousa no que ficou. O passado não é morada, é alicerce. Respeita-se. Honra-se. Aprende-se com ele. Mas não se habita ali. O que verdadeiramente te aguarda encontra-se no que ainda não se revelou. No que pode vir. No que exige maturidade crescente e uma consciência cada vez mais lapidada. A sabedoria não se oferece pronta. Ela se constrói na marcha, no tropeço contido, no passo firme retomado.
A vida não é egoísta. Ela é exigente. Cobra presença. Cobra coragem sem covardia. Cobra que não terceirizes a vigília da própria alma. Ninguém guarda teus passos. Ninguém sustenta teu fôlego quando a solidão se impõe. E é justamente nesse desamparo aparente que se forma o caráter. É aí que a existência te molda para um dom supremo que ainda não compreendes por inteiro, mas que já se move em tua direção.
Descansar é permitido. Parar definitivamente não. O repouso deve ser consciente, jamais distraído. Mesmo quando o corpo pede pausa, o espírito deve permanecer atento. Não para temer, mas para reconhecer o instante certo de seguir. A caminhada é solitária, sim, mas não é vazia. Ela é plena de sentido para quem não se entrega à lamentação.
Não lastimes o que passou. Respeita-o. Não te angusties excessivamente pelo que virá. Espera-o com esperança lúcida. Sê grato antes do resultado, pois a gratidão é sinal de quem compreendeu que o processo é tão valioso quanto o desfecho. Tudo aguarda aquele que não abandona o próprio passo. Absolutamente tudo se inclina diante de quem segue adiante com coragem, sobriedade e vigilância interior.
NO INTERIOR DA SOMBRA.
Há um quarto dentro de mim
onde a luz entra devagar
como quem pede licença ao sofrimento.
Ali guardo versões antigas de mim mesmo
rostos que sorriam por dever
silêncios que sangravam por dentro.
Carrego uma ternura exausta
que não aprendeu a abandonar
mesmo quando tudo já havia partido.
Existe um cansaço que não vem do corpo
mas da consciência.
É o peso de perceber-se falível
e ainda assim desejar ser digno.
Às vezes sinto que sou feito de ausências.
Caminho entre pessoas
como quem atravessa corredores de vidro
temendo quebrar-se ao menor toque.
O coração não grita.
Ele pensa.
E ao pensar
recorda cada gesto omitido
cada afeto não entregue
cada palavra que poderia ter salvado uma tarde.
Sou delicado demais para o ruído do mundo
e severo demais comigo mesmo.
Habito essa contradição
como quem aceita morar em ruínas elegantes.
Há beleza na tristeza
quando ela não se torna espetáculo
mas reflexão.
Ela ensina a ouvir o invisível
a reconhecer a fragilidade como matéria nobre.
Não quero aplausos
quero coerência.
Não desejo fuga
quero compreensão.
Se sou feito de sombras
que sejam sombras conscientes.
Se falhei
que o erro me eduque.
Se doeu
que a dor refine.
Porque a verdadeira grandeza não está em nunca cair
mas em transformar cada queda em consciência mais lúcida
e seguir.
ONDE A PALAVRA SE EXTINGUE E O SER SE REVELA.
Há experiências humanas que ultrapassam a jurisdição da linguagem. O discurso organiza, delimita, conceitua. Contudo, certos afetos não cabem em definições. Eles irrompem na consciência como forças originárias, anteriores à própria formulação racional.
O amor, nesse horizonte, não é mera emoção episódica. Ele constitui uma modificação estrutural do ser. Quando alguém se reconhece transformado pela presença do outro, não está apenas vivenciando uma sensação agradável. Está experimentando uma reconfiguração delicada. A alteridade deixa de ser exterioridade. Torna se dimensão interna da própria identidade.
A linguagem falha porque opera por abstração. O afeto, porém, é experiência concreta e totalizante. Ele envolve corpo, memória, expectativa, imaginação e vontade. A palavra descreve fragmentos. O amor unifica. Por isso, diante da intensidade afetiva, o sujeito frequentemente declara sua impotência verbal. Não é pobreza intelectual. É excesso de realidade.
O encontro autêntico com o outro possui densidade metafísica. Ele suspende a trivialidade do cotidiano e inaugura uma nova percepção do tempo. O instante compartilhado pode adquirir qualidade de eternidade psicológica. Não porque o relógio pare, mas porque a consciência se dilata. A experiência torna se qualitativa, não apenas quantitativa.
O toque, o olhar, o sorriso, são gestos aparentemente simples. Contudo, encerram uma simbologia profunda. O corpo não é mero instrumento biológico. Ele é veículo de sentido. No gesto, o invisível torna se visível. A interioridade manifesta se sem necessidade de longos discursos. O silêncio entre duas pessoas que se compreendem pode possuir mais conteúdo do que tratados inteiros.
A separação, por sua vez, revela outra dimensão da experiência amorosa. A ausência não anula o vínculo. Pelo contrário, evidencia sua interiorização. Quando o outro não está fisicamente presente e ainda assim permanece ativo na consciência, percebe se que o amor não depende exclusivamente da proximidade espacial. Ele inscreveu se na memória, tornou se parte constitutiva da estrutura psíquica.
Do ponto de vista psicológico, tal fenômeno demonstra que o afeto genuíno reorganiza prioridades e valores. Ele desloca o centro do ego para uma dinâmica relacional. O sujeito deixa de existir apenas para si. Passa a existir também em função de um nós. Essa passagem do eu isolado ao eu partilhado representa uma maturação da personalidade.
Há ainda um aspecto decisivo. O reencontro. Toda vez que duas consciências se aproximam após a distância, ocorre uma espécie de renovação existencial. O amor autêntico possui a capacidade de recomeçar. Ele não se limita ao impulso inicial. Ele se confirma na constância, na decisão reiterada de permanecer.
Sob uma perspectiva mais ampla, pode se afirmar que o ser humano realiza sua plenitude não na autossuficiência, mas na comunhão. A experiência do amor revela a estrutura relacional da existência. Somos constituídos pela abertura ao outro. A solidão absoluta não é ideal de grandeza. É empobrecimento ontológico.
Assim, quando as palavras se mostram insuficientes, não se trata de fracasso. Trata se de reconhecimento. Há dimensões da vida que não se deixam circunscrever por definições. Elas exigem presença, entrega e silêncio reverente.
O amor, em sua forma mais elevada, não é espetáculo emocional. É uma escolha reiterada, uma disposição ética, uma decisão de permanecer e de elevar o outro consigo.
E quando o verbo já não alcança, resta o gesto. Quando o conceito se esgota, resta o olhar. E quando tudo parece silencioso, é precisamente ali que o ser fala com maior verdade.
Quando sentiresque a tua paz
está por um triz,
que tua fécomo um oásis
te faça lembrar
que há motivos pra ser feliz,
pra se amar,
que ainda não é o fim,
que aquele que te guarda
não dorme
e que não há razão pra desistir.
Há lugares que nos passam
um intensa emoção,
assim como deve ser
estando dentro do teu Olhar,
no sabor do teu beijo,
do teu abraço,
no palpitar do teu coração
esquecendo dos embaraços
deixando um pouco de lado a razão.
Há momentos que trago a paz
e deixo de lado a razão
ainda que temporariamente,
outras vezes, causo inquietação
despertando pensamentos na mente,
e, mesmo sem intenção,
posso transmitir um falso consenso,
ocultando palavras e sendo muito discreto,
meu agir não vem do nada,
sempre há os motivos
apesar de não serem todos claros
por serem instintivos ou não aceitados,
algumas pessoas conseguem
usufruir das minhas qualidades,
enquanto outras não estão preparadas
para lidarem com as minhas verdades,
entretanto, tenho meu propósito,
carrego vários significados comigo,
minha jornada nunca acaba,
sou O Silêncio e bastante expressivo.
O tempo é precioso
e há vários momentos incríveis aguardando pra serem desfrutados, mas é preciso ficarmos atentos,
cientes de que nunca estaremos
cem por cento preparados
pra que assim, possamos evitar
o lamento por não termos aproveitado.
Há momentos que nem eu mesmo
me compreendendo,
vezes, estou imerso na minha solitude,
outras, envolvido pela minha solidão,
meu coração é como um vidro
transparente
onde uma luz de entusiasmo transcende
acendendo o meu semblante,
mas, às vezes, é semelhante
a um espelho embaçado
com um reflexo desgastante
de um desânimo inexplicável.
Grande é a minha complexidade,
uma mente inquietante,
encontro alívio na simplicidade
em meio às adversidades,
um socorro divino
que desperta a minha felicidade.
O teu universo é muito desafiante,
assim, facilmente interessa,
há uma atmosfera de inquietação
que te envolve, razão e amor estão
em constante confronto,
em raros momentos ficam em trégua,
por outro lado, a tua mente é muito falante, quase nunca sossega
devido a aglomeração de próprias cobranças, de pensamentos
incessantes sobre vários assuntos
ao mesmo tempo,
além do mais, existe uma paixão ardente, uma evidente gratidão,
um amor grandioso e uma felicidade que se percebe que fluem por todo
o teu corpo, esquenta a tua pele, teus sentimentos,
irradia a tua beleza, acende semblantes
semelhante a uma arte acalorada, expressiva, preciosa, que inspira,
assim, és uma mulher instigante,
que possui transparência e enigma
no seu íntimo, nas suas atitudes,
onde nem tudo é o que parece, aparências que confundem,
portanto, conhecer-te não é nada monótono, pelo contrário, é uma viagem emocionante que está longe
de ser desagradável.
Há uma sonoridade impetuosa
e bastente envolvente ,
oriunda da impulsividade do teu coração e da inquietação da tua mente
num fluxo de um pensar incessante
e de uma constante emoção,
assim, és uma mulher fascinante
que com maestria atrai atenção.
Há uma sagacidade no teu olhar,
lindos são os contornos da tua face,
o teu íntimo é sublime,
possui um amor ardente,
consegues expressá-lo no teu jeito
de ser, na veemência do teu sentir,
tanto alegria quanto sofrimento,
és uma mulher que faz mais
do que existir,
o teu espírito é como um pássaro livre que costuma voar pela tanquilidade
da noite
conduzido pelos bons ventos,
assim, o teu tempo é muito precioso
pra ser desperdiçado com algo
que não te faz feliz, que não é recíproco,
deve ser usado com cuidado,
senão, amar não será verídico.
A tua singularidade é inquietante,
há uma profundez no teu olhar,
discreto e ao mesmo tempo audacioso,
teus traços são elegantes,
é provável que haja no teu âmago
um ardor abundante que reflete
na tua maneira de sentir,
na expressividade da tua mente,
no jeito de agir,
assim, és uma mulher atraente
que faz minha inspiração fluir.
Um amor que só germina em terra fértil, onde há vida, que recebe zelo diariamente, apesar de seus espinhos e das mudanças de tempo,
então, no momento certo, irá florescer
e depois precisará ser tratado
do mesmo jeito
para que o seu florescimento
a cada amanhacer seja renovado,
caso contrário, irá esmorecer
causando um sentimento amargo.
Há momentos que o meu íntimo é o cenário de um persistente conflito entre dois entes contrários
que, até agora, não conseguiram entrar num acordo definitivo,
no máximo, alguns instantes de trégua, um deles prefere o isolamento à interação,
gosta de desfrutar a companhia da sua solitude,
uma sensação pessoal de euforia
sem aquela necessidade de relações pessoais e interpessoais,
disso nem pensa em abrir mão,
não se importa se o tempo está passando,
já o outro entende que é necessário interagir com outras pessoas,
apreciar outras companhias,
não lhe basta apenas o seu amor próprio,
sente o receio de ficar na solidão
e tem consciência de que não faz bem ficar isolado e de que a vida não espera,
pois o viver nesta terra é temporário.
Infelizmente, é provável que ainda fiquem quase sempre ou, pelo menos,
muitas vezes em pé de guerra,
mesmo assim, espero que a paz
seja cada vez mais frequente
nesta situação tão complexa.
A magnitude do teu ser é tão notável
quanto um aglomerado de estrelas,
há uma linda galáxia através dos teus olhos, uma veemência na tua alma,
e um amor cósmico, sendo assim,
uma mulher bela de muitas camadas.
Estar na tua atmosfera é algo esplêndido
que deixa emocionante a jornada.
