Frases de esforço e recompensa que falam do valor do sacrifício
Exemplifique, exercite e multiplique.
Transborde o melhor que há em você.
Nara Nubia Alencar Queiroz
Todas as pessoas que você faz amizade, tem um sentido em sua vida.
Há uma troca de informações e influência.
Você perde e ganha em diversos aspectos.
Nara Nubia Alencar Queiroz
Experimente viver a vida que há dentro de você. Ame intensamente! Viva verdadeiramente!
Nara Nubia Alencar Queiroz
Sou escrava da minha inconstância. Há momentos que tenho certeza de uma decisão tomada, amanhã eu mudo de opinião como quem muda de roupa.
Eu sou aquela pessoa que anima o ambiente, que faz todos darem risadas, mas há momentos que sinto vontade de ficar na minha e nem sempre sou compreendida. Tenho sobre mim essa responsabilidade de não deixar o ambiente monótono. Por essa razão tenho a fama de ser bipolar ou inconstante. Eu só quero um momento aonde eu possa estar sozinha em completo silêncio, eu tenho uma necessidade voraz da minha própria companhia.
🦋 É interessante vê o tempo passar.
Há quem se incomode com as marcas do tempo no rosto e há quem consiga lidar com isso de forma natural, sem sofrimento.
Confesso que ao me olhar no espelho ou em fotos percebo que o tempo passou, e sinto saudade da minha beleza juvenil, mas o tempo está passando e não há nada que eu possa fazer para controlar isso.
Há quem use de outras formas para parar o tempo, com procedimentos estéticos mas em algum momento o tempo vai cumprir a sua finalidade.
Olho para trás e vejo uma vida inteira já vivida, histórias, pessoas, momentos. Arrependimentos? Alguns, muito poucos. Vivi tudo de forma intensa e maravilhosa e ainda viverei muitos da mesma forma. Tenho traços marcantes da minha personalidade; A gargalhada alta e escandalosa, o jeito livre de ser, a Inconstância e a capacidade de me adaptar a situações diversas.
A vida exige viver.
Existir todos podem, mas viver é que é a exigência.
Obviamente não devemos fazer da nossa vida um ato de leviandade baseada na tese de que a vida é curta e devo aproveitar, fazendo dos meus atos um carro desgovernado que vai destruindo tudo que vê pela frente. A vida também é responsabilidade e podemos sim aproveitar sem nos destruir ou machucar os outros.
Seja feliz, sim, é possível 🦋
A ociosidade da rotina me deixa entediada. Há dias que gosto do silêncio e outros dias que adoro o barulho. Tudo é uma questão de como estar o meu humor.
Carta Lenta à Velocidade do Mundo.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
meu bem,
há em caligrafar uma carta
um gesto arcaico que resiste
como se a mão, ao traçar o contorno das palavras,
buscasse recuperar o antigo rito
em que a mensagem era também oferenda
e cada sílaba repousava
no silêncio atento de quem a enviava
mas o tempo, esse senhor impaciente,
anunciou a nova ordem
em que a pressa submete o afeto
e o correio, outrora cortejo cerimonioso,
foi mutilado pela urgência
até que a missiva, privada de sua demora,
se converteu em míssil
um projétil que fere aquilo que tenta alcançar
sendo assim
pergunto a mim mesmo o que fazer
como seguir escrevendo
num mundo que desaprende a espera
e teme a profundidade dos gestos?
ainda assim, e talvez por isso mesmo
insisto em lhe escrever
uma salva de ternuras
que não busca destino
mas presença,
uma pequena convocação ao eterno
para que saiba que, entre ruínas e ruídos,
há alguém que continua a lhe querer
na paciência do que é verdadeiro, e que cada palavra enviada
mesmo que perdida no vento
é uma centelha acesa
contra o desaparecimento, pois só o que escrevemos com a alma, perdura e segue respirando
na vastidão luminosa do que cremos.
Serenidade que se impõe.
“Há um ponto na travessia do espírito em que o rigor da razão cede lugar à dignidade da amizade, pois é nela que o ser humano reconhece não apenas o sentido do pensar, mas a nobreza de existir em comunhão.”
CATEDRAL DA CISÃO INTERIOR.
Há dias em que sou lâmina
há noites em que sou abismo
Em mim a razão constrói altares
logo depois o delírio os incendeia
Penso com rigor antigo
sinto com fúria primitiva
sou ordem que se ajoelha
sou caos que aprende a rezar
A lucidez ergue-se como torre
a vertigem responde como mar
uma promete sentido
a outra exige verdade
Carrego duas coroas invisíveis
uma de espinhos silenciosos
outra de luz que cega
Quando amo sou excesso
quando penso sou ruína
e no centro desse império partido
governo-me sem trono
Ainda assim caminho
pois mesmo dilacerada
a consciência avança
como dor ferida que se recusa a cair.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
“Nem todo progresso anuncia a si mesmo. Há avanços que se realizam em silêncio porque pertencem à ordem do caráter e não do espetáculo.”
ESTOICISMO - VIGILÂNCIA INTERIOR NA MARCHA DA VIDA.
Há uma dignidade silenciosa naquele que sabe esperar. Esperar não por fraqueza, mas por ética. Esperar não por medo, mas por consciência. Contudo, a vida não caminha no mesmo compasso da cortesia humana. Ela avança. Galopa. Ultrapassa. Não porque desconsidere, mas porque exige atenção. Quem vive precisa estar desperto. Quem deseja permanecer íntegro precisa estar vigilante.
O que almejas não repousa no que ficou. O passado não é morada, é alicerce. Respeita-se. Honra-se. Aprende-se com ele. Mas não se habita ali. O que verdadeiramente te aguarda encontra-se no que ainda não se revelou. No que pode vir. No que exige maturidade crescente e uma consciência cada vez mais lapidada. A sabedoria não se oferece pronta. Ela se constrói na marcha, no tropeço contido, no passo firme retomado.
A vida não é egoísta. Ela é exigente. Cobra presença. Cobra coragem sem covardia. Cobra que não terceirizes a vigília da própria alma. Ninguém guarda teus passos. Ninguém sustenta teu fôlego quando a solidão se impõe. E é justamente nesse desamparo aparente que se forma o caráter. É aí que a existência te molda para um dom supremo que ainda não compreendes por inteiro, mas que já se move em tua direção.
Descansar é permitido. Parar definitivamente não. O repouso deve ser consciente, jamais distraído. Mesmo quando o corpo pede pausa, o espírito deve permanecer atento. Não para temer, mas para reconhecer o instante certo de seguir. A caminhada é solitária, sim, mas não é vazia. Ela é plena de sentido para quem não se entrega à lamentação.
Não lastimes o que passou. Respeita-o. Não te angusties excessivamente pelo que virá. Espera-o com esperança lúcida. Sê grato antes do resultado, pois a gratidão é sinal de quem compreendeu que o processo é tão valioso quanto o desfecho. Tudo aguarda aquele que não abandona o próprio passo. Absolutamente tudo se inclina diante de quem segue adiante com coragem, sobriedade e vigilância interior.
NO INTERIOR DA SOMBRA.
Há um quarto dentro de mim
onde a luz entra devagar
como quem pede licença ao sofrimento.
Ali guardo versões antigas de mim mesmo
rostos que sorriam por dever
silêncios que sangravam por dentro.
Carrego uma ternura exausta
que não aprendeu a abandonar
mesmo quando tudo já havia partido.
Existe um cansaço que não vem do corpo
mas da consciência.
É o peso de perceber-se falível
e ainda assim desejar ser digno.
Às vezes sinto que sou feito de ausências.
Caminho entre pessoas
como quem atravessa corredores de vidro
temendo quebrar-se ao menor toque.
O coração não grita.
Ele pensa.
E ao pensar
recorda cada gesto omitido
cada afeto não entregue
cada palavra que poderia ter salvado uma tarde.
Sou delicado demais para o ruído do mundo
e severo demais comigo mesmo.
Habito essa contradição
como quem aceita morar em ruínas elegantes.
Há beleza na tristeza
quando ela não se torna espetáculo
mas reflexão.
Ela ensina a ouvir o invisível
a reconhecer a fragilidade como matéria nobre.
Não quero aplausos
quero coerência.
Não desejo fuga
quero compreensão.
Se sou feito de sombras
que sejam sombras conscientes.
Se falhei
que o erro me eduque.
Se doeu
que a dor refine.
Porque a verdadeira grandeza não está em nunca cair
mas em transformar cada queda em consciência mais lúcida
e seguir.
ONDE A PALAVRA SE EXTINGUE E O SER SE REVELA.
Há experiências humanas que ultrapassam a jurisdição da linguagem. O discurso organiza, delimita, conceitua. Contudo, certos afetos não cabem em definições. Eles irrompem na consciência como forças originárias, anteriores à própria formulação racional.
O amor, nesse horizonte, não é mera emoção episódica. Ele constitui uma modificação estrutural do ser. Quando alguém se reconhece transformado pela presença do outro, não está apenas vivenciando uma sensação agradável. Está experimentando uma reconfiguração delicada. A alteridade deixa de ser exterioridade. Torna se dimensão interna da própria identidade.
A linguagem falha porque opera por abstração. O afeto, porém, é experiência concreta e totalizante. Ele envolve corpo, memória, expectativa, imaginação e vontade. A palavra descreve fragmentos. O amor unifica. Por isso, diante da intensidade afetiva, o sujeito frequentemente declara sua impotência verbal. Não é pobreza intelectual. É excesso de realidade.
O encontro autêntico com o outro possui densidade metafísica. Ele suspende a trivialidade do cotidiano e inaugura uma nova percepção do tempo. O instante compartilhado pode adquirir qualidade de eternidade psicológica. Não porque o relógio pare, mas porque a consciência se dilata. A experiência torna se qualitativa, não apenas quantitativa.
O toque, o olhar, o sorriso, são gestos aparentemente simples. Contudo, encerram uma simbologia profunda. O corpo não é mero instrumento biológico. Ele é veículo de sentido. No gesto, o invisível torna se visível. A interioridade manifesta se sem necessidade de longos discursos. O silêncio entre duas pessoas que se compreendem pode possuir mais conteúdo do que tratados inteiros.
A separação, por sua vez, revela outra dimensão da experiência amorosa. A ausência não anula o vínculo. Pelo contrário, evidencia sua interiorização. Quando o outro não está fisicamente presente e ainda assim permanece ativo na consciência, percebe se que o amor não depende exclusivamente da proximidade espacial. Ele inscreveu se na memória, tornou se parte constitutiva da estrutura psíquica.
Do ponto de vista psicológico, tal fenômeno demonstra que o afeto genuíno reorganiza prioridades e valores. Ele desloca o centro do ego para uma dinâmica relacional. O sujeito deixa de existir apenas para si. Passa a existir também em função de um nós. Essa passagem do eu isolado ao eu partilhado representa uma maturação da personalidade.
Há ainda um aspecto decisivo. O reencontro. Toda vez que duas consciências se aproximam após a distância, ocorre uma espécie de renovação existencial. O amor autêntico possui a capacidade de recomeçar. Ele não se limita ao impulso inicial. Ele se confirma na constância, na decisão reiterada de permanecer.
Sob uma perspectiva mais ampla, pode se afirmar que o ser humano realiza sua plenitude não na autossuficiência, mas na comunhão. A experiência do amor revela a estrutura relacional da existência. Somos constituídos pela abertura ao outro. A solidão absoluta não é ideal de grandeza. É empobrecimento ontológico.
Assim, quando as palavras se mostram insuficientes, não se trata de fracasso. Trata se de reconhecimento. Há dimensões da vida que não se deixam circunscrever por definições. Elas exigem presença, entrega e silêncio reverente.
O amor, em sua forma mais elevada, não é espetáculo emocional. É uma escolha reiterada, uma disposição ética, uma decisão de permanecer e de elevar o outro consigo.
E quando o verbo já não alcança, resta o gesto. Quando o conceito se esgota, resta o olhar. E quando tudo parece silencioso, é precisamente ali que o ser fala com maior verdade.
Há muitos que sentem medo de anunciar a verdade, para agradar a "massa", e no final acabam sendo parte do bolo!
Ha de se escolher como viver e morrer, uns vivem como covardes, enquanto outros são enterrados como heróis!
