Frases de esforço e recompensa que falam do valor do sacrifício
Sempre há dois lados.
As repetições só fizeram sentido
quando parei para ver
a violenta, imensa onda —
intragável, de recuo invisível.
Para me ver limitado, sem voz, apenas assistindo.
Abro o notebook, a internet, seus símbolos e portais.
Parece que vivo há dez mil anos.
O banco deixou de ser martírio para os jogadores;
sempre foi uma nave do tempo.
Do banco ouço Chico cantar:
"ai que saudade dos meus doze anos",
"que saudade ingrata..."
A nova casa trouxe-me
quinzenas de sede e fome,
atrozes obstinências.
Mas...
a hora da alegria chega depois do dia mais cansado.
Cansado de quê, exatamente?
Hoje é dia de semana,
mas poderia ser feriado — tanto faz.
Sob um sol mais limpo, banhando tudo de luz,
a vida fica mais agradável
quando descobrimos que não é eterna.
E nada se compara à insustentável leveza da vida
sem a internet.
Augusto
Foi há alguns anos,
numa noite ao pé do lago.
Como sabeis todos, foi lá que encontrei
aquele que sempre soube amar;
vive ainda em meus pensamentos,
e amar-lhe era mais que amar a mim mesmo.
Eu era um jovem moço,
ele, um belo jovem,
nesta cidade ao pé do lago;
mas o nosso amor era mais que amor —
o meu e o dele era carnal,
um amor sagrado e profano.
E foi esta a razão por que, há muitos meses,
nesta cidade ao pé do lago,
à luz do luar eu ainda soube amá-lo;
mas a vida o tirou de mim
para encerrá-lo em meu sepulcro,
nesta cidade ao pé do lago.
E o rosto triste, no reflexo da água,
ainda murmura:
eu te amo…
Sim, foi essa a razão — como sabem todos —
que eu te perdi, Augusto.
Numa quinta-feira gelada,
o vento saiu da nuvem
e matou o amor que um dia soube amar.
Mas o nosso amor não era para sempre,
ridicularizado pelos deuses;
e nem os demônios sob o lago
poderão separar minha alma
da alma de Augusto.
Porque a luz triste do luar
só me traz sonhos
do dia lindo em que soube amá-lo;
e as estrelas na sexta sombria
só me devolvem os olhares
do meu amor que um dia soube amar.
E assim ‘stou deitado toda noite
ao lado do meu sepulcro,
sem Augusto,
no sepulcro ao pé do lago onde nos conhecemos,
ao pé do eterno murmúrio do lago.
Nem todo pensamento merece morada,
nem toda voz merece eco.
Há ideias que são ervas daninhas,
mas há também sementes de fé
esperando apenas um pouco de luz.
Regue aquilo que te aproxima de Deus.
Alimente o que traz paz.
Proteja sua essência com carinho.
Porque o pensamento que você cultiva hoje
é o lugar onde sua vida vai florescer amanhã.
Que a sua mente seja terra fértil de esperança,
e que Deus seja o Jardineiro fiel,
cuidando de cada detalhe com amor. 🌷
- Joelma S Souza
“Quando a dor me faz esquecer de agradecer, a vida me ensina — em silêncio — que há quem lute batalhas ainda mais duras, e isso desperta humildade no coração.”
Há uma linha tênue entre perseverar e teimar, entre delicadeza e simplicidade, entre doar e ofertar.
Quando soltamos a teimosia, o caminho abre; quando agimos com delicadeza, a mente descansa.
Doando amor, ofertamos acolhimento e compaixão por onde passamos.
Que hoje seja um recomeço leve e verdadeiro.
Há pessoas que por diversas causas, motivos, razões e circunstâncias ficaram pernetas e manetas, mas que conseguem resolver essa situação através duma prótese que lhes oferecem uma maior qualidade na vida.
Quem me vê quieto, calmo, parado em silêncio,
imagina que carrego um inverno por dentro,
que há tristeza espalhada no meu vazio
como folhas secas num chão esquecido.
Pense assim —
mas não acerte o meu segredo.
Não é no meu silêncio que eu me perco,
é nele que eu me encontro.
Não é na ausência de ruídos que me apago,
é ali que a alma aprende a falar.
É no meu vazio
que nasce a inspiração.
No espaço onde nada parece existir,
Deus sopra versos invisíveis
e faz do nada
uma canção.
Meu silêncio não é dor —
é gestação.
Meu vazio não é falta —
é criação.
Enquanto o mundo grita para ser ouvido,
eu me calo para escutar o céu.
E é nesse intervalo sagrado,
entre o nada e o tudo,
que componho o que sou.
Nunca apague o seu brilho. Há vidas que só encontrarão caminho através da sua luz, ilumine intensamente todos ao seu redor.
Mãe
Ela é pão na mesa e o teto no temporal. Há quem chame de cansaço, ela chama de entrega.
Sua armadura é feita de preces e paciência.
Mãe: é um exército de um só coração.
Se há necessidade de uma guerra, que seja unicamente de legítima defesa, com o fim de salvar a própria vida, se não houver um outro jeito, civilizado, de se proteger. Fora isso, uma guerra, nesta altura da vida, é estupidez ou capricho pessoal de certos governantes.
Há mais coisas entre o ego e o superego do que pode supor nossa "vã" psicologia, que nem Freud explica, e que até o capeta duvida.
Porque daqui em diante, só há dois caminhos: o da liberdade, ou o da servidão. E só quem tem Bitcoin poderá escolher.
Quando há corrupção na educação, o futuro de uma nação é comprometido. A corrupção desvia recursos que deveriam ser usados para melhorar a qualidade do ensino, infraestrutura e apoio aos estudantes.
Em você há uma áurea
de encanto e paixão,
ternura, inspiração,
desejo,atração, enfim...
Você é muito inteligente.
Eu, pobre poeta somente,
desejo seu abraço quente.
Mas você não é pra mim.
Você é linda e tem sonhos,
sonhos grandes, uma meta.
Você tem grandes ambições.
Eu quero apenas ser poeta.
Há uma revolução astronômica em mim, uma vontade louca de acordar todos que ainda dormem, de aprender, de seguir, de sorrir, de viver, de ensinar mais e mais. Sou o deserto fértil, o silêncio empolgado e calmo, sou o amanhecer e o entardecer! Sou o frio da mata, o calor dos ventos! Sou o sol, a lua, as estrelas, sou o Uno, e sou o todo! Sinto que me fundi na beleza do meu jardim 🔥 É... sei! Parece loucura, mas há uma revolução astronômica em mim 🔥 poucos saberão o que significa, mas aqueles que compreendem não só se despertarão na revolução, mas na rotação e translação! Assim é 🦋
Há uma sabedoria antiga escondida no silêncio. Quando começamos a colocar a vida em ordem, estamos realizando um movimento sagrado: estamos reorganizando não apenas tarefas e compromissos, mas emoções, escolhas, prioridades e até a própria identidade. Esse processo é íntimo. Ele acontece primeiro dentro, no território invisível da consciência. Torná-lo espetáculo pode enfraquecer sua força.
O silêncio não é medo; é maturidade. Ele protege o que ainda está germinando. Assim como a semente cresce debaixo da terra antes de romper o solo, nossos projetos e transformações precisam de recolhimento. Quando falamos demais sobre o que ainda está em construção, abrimos espaço para opiniões, invejas e energias desalinhadas que podem nos desestabilizar. Nem todos torcem por nós — e isso não é motivo de ressentimento, mas de lucidez.
Existe também uma dimensão espiritual nesse recolhimento. O silêncio nos conecta com a disciplina interior. Ele nos ensina a agir mais e anunciar menos. Quem verdadeiramente evolui não precisa provar nada; os frutos falarão por si. O barulho costuma ser a necessidade do ego de validação; o silêncio é a confiança da alma em seu próprio caminho.
Além disso, quando guardamos nossos processos, aprendemos a depender menos da aprovação externa. Crescer em silêncio fortalece a autonomia emocional. A proteção não está apenas em esconder planos, mas em preservar energia. Cada palavra dita é energia dispersa; cada silêncio consciente é energia concentrada.
Portanto, colocar a vida em ordem em silêncio é um ato de estratégia e também de sabedoria espiritual. É compreender que o verdadeiro reconhecimento não vem do anúncio, mas da transformação real. Quando os resultados aparecerem, não precisarão de explicação — serão evidentes. E quem torce por você continuará ao seu lado, mesmo sem ter sido informado de cada passo do caminho.
A corte dos espelhos turvos
Há colegas que vestem ternos de bruma
e caminham pelos corredores como sinos ocos —
anunciam meu nome ao vento
não para celebrá-lo,
mas para que o eco me fira.
São jardineiros de inverno:
regam o chão com denúncias
e colhem suspeitas.
Sorriem com a boca em lua minguante
enquanto afiam silêncios nas gavetas.
Não me apreciam —
apreciam o ruído da queda.
Há mestres que carregam livros
como se fossem cetros,
mas esqueceram o verbo ensinar
no fundo de uma gaveta antiga.
Erguem muros com a gramática
e me deixam do lado de fora
como se minha diferença
fosse erro de concordância.
Não me respeitam.
Chamam de desvio o que é constelação.
Ignoram que meu pensamento
é rio subterrâneo —
corre em mapas que eles não estudaram.
E os chefes —
ah, os chefes —
prometem portos com voz de farol
mas apagam a lâmpada antes da travessia.
Deixam-me a ver navios
que nunca foram meus,
apenas miragens costuradas
com fios de salário e aplauso.
São capitães de papel.
Assinam contratos como quem assina nuvens.
E quando a tempestade chega,
sou eu quem aprende a nadar
entre destroços de confiança.
Mas o mais fundo é a casa.
A família —
que deveria ser lareira —
às vezes é corredor frio.
Não entendem minha mente
como quem não entende
uma língua antiga escrita nas paredes.
Chamam de exagero o que é sensibilidade,
de teimosia o que é precisão,
de drama o que é sobrecarga.
Minha neurodivergência
é jardim noturno —
floresce na sombra,
ouve o que o dia não ouve,
vê o que o óbvio não revela.
Mas eles fecham as janelas
e reclamam do perfume que não sentem.
Ainda assim,
eu permaneço.
Sou farol mesmo na neblina.
Sou árvore que cresce torta
porque o vento insiste —
e ainda assim cresce.
Que denunciem.
Que desrespeitem.
Que enganem.
Que não compreendam.
Eu não sou erro na partitura.
Sou música em outro tom.
E quando o mundo se acostumar
a escutar com mais do que os ouvidos,
verá que minha diferença
não era falha —
era claridade
em olhos desacostumados à luz.
